COMBONIANUM – Spiritualità e Missione

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Tempo para a criação

FP ao sabor do tempo

Eco15

Agosto – Tempo para a criação

‘É preciso parar os relógios e anunciar um ‘tempo para a criação’

“O Tempo para a Criação é a expressão da espiritualidade e da vontade coletiva de desfazer o nó do capitalismo e sua roda dentada”, defende a teóloga Nancy Cardoso Pereira. É preciso dar um “tempo para a Criação” e ser capaz de deixar o planeta viver sem a pressão do “tempo para o lucro”

Extractos duma Entrevista.

ecologia8IHU On-Line – Qual a importância de celebrarmos um “Tempo para a Criação”, conforme proposto pelo Conselho Mundial de Igrejas?

Nancy Cardoso Pereira – O tempo de criação não se refere a um tempo primeiro de origem-originária. O tema da campanha é “Time for Creation”, isto é “Tempo para Criação”, afirmando o caráter processual da vida em todas as suas dinâmicas e, de modo vital, as relações de relações – antigas e novas – de interação e de renovação entre seres vivos e ambiente. Essas relações têm sido pressionadas historicamente por um modelo econômico que calcula tempo e dinheiro na redução da natureza como matéria prima e na redução do trabalho em extração de mais-valia. O “Tempo para Criação” é, para mim, a expressão da espiritualidade e da vontade coletiva de desfazer o nó do capitalismo e sua roda dentada. Dar um “tempo para criação”, criar mecanismos de defesa e ser capaz de deixar viver o planeta sem a pressão do “tempo para o lucro”.

Hoje não se sustenta mais a ideia de que o crescimento da produção e a ampliação do consumo – equacionados na base do tempo-dinheiro – sejam sinônimos de bem-estar e de que todos os habitantes do planeta poderiam se beneficiar. A terra não respira e os trabalhadores e as trabalhadoras também são imersos na lógica do curto prazo. Por isso, hoje é preciso interromper os relógios e anunciar o “Tempo para Criação”.

IHU On-Line – Em um artigo recente (My People Shall Be as Trees: Commitment and Biblical Interpretations from Brazil , disponível em http://migre.me/1qto6), a senhora afirma que a fome da maioria e a destruição do planeta Terra são “necessidades de todos”, ou seja, grandes problemas de todos ainda a serem resolvidos. Como essas “necessidades” estão relacionadas? Quais as contribuições da teologia para abordá-las?

Nancy Cardoso Pereira – Nunca o mundo teve tanta capacidade de produção de alimentos! Mas a fome continua rondando 1 bilhão de pessoas no mundo. As grandes indústrias de alimentos continuam devorando terras, sementes e águas, fazendo fortuna para minorias do planeta. Os processos produtivos do agronegócio são extremamente destrutivos e não respondem às necessidades de todos e todas. Comemos mal e somos inundados pela lógica do “tempo para o lucro” do fast-food. O Tempo para a Criação é hoje um desafio para repensar os processos de alimentação e de retroalimentação dos seres e da humanidade.

Nem as respostas fáceis do controle populacional, nem as respostas mentirosas das saídas científicas controladas pelo mercado podem sustentar um compromisso corajoso com as fomes (da humanidade e do planeta). As estratégias capitalistas para mudança sob controle do mercado querem fazer passar o camelo pelo buraco da agulha…, aumentando o buraco da agulha. Mas, no espírito da Campanha da Fraternidade de 2010 , já sabemos que não dá pra servir a dois senhores: a integridade da terra e a rentabilidade do capitalismo.

Precisamos de um outro modelo de civilização. Uma outra estrutura agrária e agrícola é possível, que garanta soberania alimentar sem comprometimento dos ecossistemas.

IHU On-Line – Uma das datas chaves do Tempo para a Criação é o dia 4 de outubro, dia de Francisco de Assis, na tradição católica. Como podemos compreender, teologicamente, a pobreza voluntária e a relação com a natureza vividas por Francisco?

Nancy Cardoso Pereira – “A irmã água, a qual é muito útil e humilde e preciosa e casta!”, cantada por Francisco de Assis, hoje está sequestrada pelas indústrias como Nestlé, Coca-cola e Suez. A irmã água, igualada na humildade e castidade de uma virgem, acaba sendo presa fácil dos projetos tempo-dinheiro. A dimensão de utilidade e preciosidade se expressa na forma da água-mercadoria e na privatização do que o capitalismo chama de “recursos hídricos” e que os movimentos populares e camponeses insistem em chamar de água: bem comum… sempre irmã! Desafiam-nos a poesia/profecia de vida de Dom Cappio, na defesa do Rio São Francisco, e na luta das mulheres da Via Campesina, na defesa da biodiversidade e da água na Bolívia ou em Uganda. Também na cantoria do Gogó da Comissão Pastoral da Terra – CPT que nos convida a “colher a água” e lembrar dos passarinhos: “Você ainda vai lembrar dos passarinhos / E dos bichinhos que precisam de beber / São dons de Deus, nossos irmãos, nossos vizinhos / Fazendo isso honrará a São Francisco”.

IHU On-Line – Diversos analistas afirmam que a crise climática é, no fundo, uma crise espiritual e ética, com graves implicações sociais. Como a senhora, a partir da teologia, analisa as mudanças climáticas? Perdemos nossa capacidade de “conviver”?

Nancy Cardoso Pereira – A crise climática é, no fundo, uma crise climática mesmo, comprometendo as condições objetivas e subjetivas de reprodução de todas as formas de vida. Nesse sentido, não há uma crise e outra. O que estamos aprendendo é que nossas formas de espiritualidade têm uma profunda conexão com a saúde do todo, dos sistemas de vida. Aprendi a orar assim com Ivone Gebara: “Graças a Deus, choveu no sertão. Graças a Deus, o milho brotou. Graças a Deus, o gado não morreu. Graças a Deus, estou curada. Deus, como chuva, milho, gado vivendo, cura… Deus, como esmola, ajuda, pão. Deus, como pedindo em mim, pedinte nos outros (as). Deus, como comida. Deus, como carência, sem omnipotência nem ciência… Deus, como trabalho, casa, companheiro… quebra minha solidão, grita comigo, suspira comigo, busca comigo”.

Nossa convivência com a natureza se dá no supermercado, disciplinada pela ordem das prateleiras, promoções e produtos. Ou consumimos a natureza na forma do turismo, no consumo da paisagem prêt-à-porter. Já nem estranhamos nossa alienação em relação à terra e às águas, ao território, ao planeta. Nosso corpo pessoal, desconectado do corpo social e do corpo do mundo, espera ser redimido pelas promessas do consumo num complexo mecanismo de alienações erótica, ecológica e econômica. Sem terra somos todos, as maiorias, e já nos acostumamos e aceitamos a racionalidade da propriedade privada como natural e essencial.

A crise espiritual e ética é também uma crise do modelo de apropriação do mundo pelas regras da propriedade privada que é antiética e idolátrica, porque coloca fora da história e da sociedade as legitimidades de posse do mundo. O desejo de conviver precisa se articular, então, com a ruptura da ordem da propriedade na afirmação dos direitos da terra e o direito dos povos. Esta outra convivência dos corpos sociais com o corpo do mundo está bem expressa no sumak kawsay e nos modos de vida – tradicionais e contemporâneos – dos povos indígenas. Esse desejo de conviver nesse sentido não é um chamado ao passado, um romantismo utópico, mas é fruto de lutas e consensos que vão sendo construídos a partir de outros modos de vida e relação.

http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?option=com_content&view=article&id=3566&secao=346

pecheur

HISTÓRIAS PARA REFLETIR

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O professor

Em um pequeno vilarejo vivia um velho professor, que de tão sábio, era sempre consultado pelas pessoas da região.

Uma manhã, um rapaz que fora seu aluno, vai até a casa desse sábio homem para conversar, desabafar e aconselhar-se.

– Venho aqui, professor, porque sinto-me tão pouca coisa, que não tenho forças para fazer nada. Dizem-me que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais? O professor sem olhá-lo, disse: – Sinto muito meu jovem, mas não posso ajudar-te. Devo primeiro resolver meu próprio problema. Talvez depois.

E fazendo uma pausa falou: – Se você ajudasse-me, eu poderia resolver este problema com mais rapidez e depois, talvez, possa ajudar-te.

– C… Claro, professor, gaguejou o jovem, mas sentiu-se outra vez desvalorizado e hesitou em ajudar seu antigo professor.

O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno, deu ao rapaz, e disse: – Monte no cavalo e vá até o mercado. Devo vender esse anel porque tenho que pagar uma dívida. É preciso que obtenhas pelo anel o máximo valor possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vá e volte com a moeda o mais rápido possível.

O jovem pegou o anel e partiu. Mal chegou ao mercado, começou a oferecer o anel aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel. Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saiam sem ao menos olhar para ele, mas só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel.

Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas.

Depois de oferecer a jóia a todos que passaram pelo mercado, abatido pelo fracasso, montou no cavalo e voltou. O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, livrando assim seu professor das preocupações. Dessa forma ele poderia receber a ajuda e conselhos que tanto precisava.

Entrou na casa e disse: – Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir 2 ou 3 moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.

– Importante o que disse, meu jovem… contestou sorridente. Devemos saber primeiro o valor do anel. Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro. Quem melhor para saber o valor exato do anel? Diga que quer vender o anel e pergunte quanto ele te dará por ele. Mas não importa o quanto ele te ofereça, não o venda… Volte aqui com meu anel.

O jovem foi até o joalheiro e deu-lhe o anel para examinar. O joalheiro examinou o anel com uma lupa, pesou o mesmo, e disse: – Diga ao seu professor, que se ele quiser vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel. – 58 MOEDAS DE OURO!!! – exclamou o jovem.

– Sim, replicou o joalheiro. Eu sei que com tempo eu poderia oferecer cerca de 70 moedas, mas se a venda é urgente…

O jovem correu emocionado à casa do professor para contar o que ocorreu.

– Sente-se – disse o professor.

Depois de ouvir tudo o que o jovem contou-lhe, falou: – Você é como este anel, uma jóia valiosa e única, e que só pode ser avaliada por um “experto”. Pensava que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor? E, dizendo isto, voltou a colocar o anel no dedo.

– Todos somos como esta jóia: valiosos e únicos, e andamos por todos os mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem. Você deve acreditar em si mesmo. Sempre!

Semeando

fiori1Dona Angélica era professora. Residia em uma pequena cidade e dava aulas numa vila próxima. Não era considerada uma pessoa equilibrada em razão do seu comportamento, que parecia um tanto esquisito. Os alunos da escola de primeiro grau tinham-na como uma pessoa muito estranha.

Eles observavam que a professora, nas suas viagens de ida e volta do lar à escola, fazia gestos e movimentos com as mãos, que não conseguiam entender, e por esse motivo, pensavam que ela era meio fora do juízo.

Pela janela do trem, dona Angélica fazia acenos como se estivesse dizendo adeus a alguém invisível aos olhos de todos. As crianças faziam zombarias, criticavam-na, mas ela não sabia, pois os comentários eram feitos às escondidas. Todos, inclusive os pais e demais professores, achavam que ela era maluca, embora reconhecessem que era uma excelente educadora.

Os anos se passavam e a situação continuava a mesma. Várias gerações receberam, da bondosa e dedicada professora, ensinamentos valiosos e abençoados. Dona Angélica era uma pessoa de boas maneiras, calma e gentil, mas não muito bem compreendida. Envelhecia no exercício do dever de preparar as crianças para um futuro melhor, com espírito de abnegação e devotamento quase maternal.

Certo dia em que viajava para sua querida escola, com diversas crianças na mesma classe do trem, movimentava, como sempre, as mãos para fora da janela. Os alunos sentados na parte de traz sorriam maliciosamente quando Alberto, seu aluno de dez anos, sentou-se ao seu lado e, com ternura lhe perguntou:

– Professora, porque você insiste em continuar com essas atitudes loucas? – Que deseja dizer, filho? Interrogou, surpresa, a bondosa senhora.

– Ora, professora – continuou ele, – você fica abanando as mãos para os animais ou… Isso não é loucura? A mestra amiga compreendeu e sorriu. Sinceramente emocionada, chamou a atenção do aluno, dizendo: – Veja minha bolsa – e apontou para a intimidade do objeto de couro forrado.

– Nota o que há aí dentro? – Sim – respondeu Alberto. – Eu vejo que há algo aí, mas o que é isso? A professora respondeu calmamente: – É pólen de flores. São pequenas sementes…

– Há quase vinte anos eu passo por este caminho, indo e vindo da escola. A estrada, antes, era feia, árida, desagradável. Eu tive a ideia de a embelezar, semeando flores. Desse modo, de quando em quando, reúno sementes de belas e delicadas flores do campo e as atiro pela janela… Sei que cairão em terra amiga e, acarinhadas pela primavera, se transformarão em plantas a produzirem flores, dando cor e alegria à paisagem. Como você pode perceber, a paisagem já não é mais árida. Há flores de diversos tipos e suave perfume que a brisa se encarrega de espalhar por todos os lados.

Alpes Italianos

 c51Nos Alpes Italianos existia um pequeno vilarejo que se dedicava ao cultivo de uvas para produção de vinho. Uma vez por ano, acontecia uma grande festa para comemorar o sucesso da colheita. A tradição exigia que nessa festa cada morador do vilarejo trouxesse uma garrafa do seu melhor vinho, para colocar dentro de um grande barril, que ficava na praça central.

Um dos moradores pensou: “Por que deverei levar uma garrafa do meu mais puro vinho? Levarei água, pois no meio de tanto vinho o meu não fará falta.” Assim pensou e assim fez.

Conforme o costume, em determinado momento, todos se reuniram na praça, cada um com sua caneca para provar aquele vinho, cuja fama se estendia muito além das fronteiras do país. Contudo, ao abrir a torneira, um absoluto silêncio tomou conta da multidão. Do barril saiu… água! “A ausência da minha parte não fará falta.” foi o pensamento de cada um dos produtores…

Muitas vezes somos conduzidos a pensar “Tantas pessoas existem neste mundo! Se eu não fizer a minha parte, isto não terá importância”. … e vamos todos beber água em todas as festas, não?!?!

Tudo que Deus faz é perfeito

c38Há muito tempo, num Reino distante, havia um Rei que não acreditava na bondade de Deus. Tinha, porém, um súdito que sempre lhe lembrava dessa verdade. Em todas situações dizia: – Meu Rei, não desanime, porque Tudo que Deus faz é Perfeito. Ele nunca erra!

Um dia, o Rei saiu para caçar juntamente com seu súdito, e uma fera da floresta atacou o Rei. O súdito conseguiu matar o animal, porém não evitou que sua Majestade perdesse o dedo mínimo da mão direita.

O Rei, furioso pelo que havia acontecido, e sem mostrar agradecimento por ter sua vida salva pelos esforços de seu servo, perguntou a este: – E agora, o que você me diz? Deus é bom? Se Deus fosse bom eu não teria sido atacado, e não teria perdido o meu dedo. O servo respondeu: – Meu Rei, apesar de todas essas coisas, somente posso dizer-lhe que Deus é bom, e que mesmo isso, perder um dedo, é para seu bem! Tudo que Deus faz é Perfeito. Ele Nunca erra!!!’ O Rei, indignado com a resposta do súdito, mandou que fosse preso na cela mais escura e mais fétida do calabouço.

Após algum tempo, o Rei saiu novamente para caçar e aconteceu dele ser atacado, desta vez por uma tribo de índios que viviam na selva. Estes índios eram temidos por todos, pois sabia-se que faziam sacrifícios humanos para seus deuses.

Mal prenderam o Rei, passaram a preparar, cheios de júbilo, o ritual do sacrifício. Quando já estava tudo pronto, e o Rei já estava diante do altar, o sacerdote indígena, ao examinar a vítima, observou furioso: – Este homem não pode ser sacrificado, pois é defeituoso! Falta-lhe um dedo! E o Rei foi libertado.

Ao voltar para o palácio, muito alegre e aliviado, libertou seu súdito e pediu que viesse em sua presença. Ao ver o servo, abraçou-o afetuosamente dizendo-lhe: – Meu Caro, Deus foi realmente bom comigo! Você já deve estar sabendo que escapei da morte justamente porque não tinha um dos dedos.

Mas ainda tenho em meu coração uma grande dúvida: Se Deus é tão bom, por que permitiu que você fosse preso da maneira como foi? Logo você, que tanto o defendeu!?’ O servo sorriu e disse: – Meu Rei, se eu estivesse junto contigo nessa caçada, certamente seria sacrificado em teu lugar, pois não me falta dedo algum! Portanto, lembre-se sempre: Tudo o que deus faz é perfeito. Ele nunca erra!

O Pote Rachado

cruche-2Um carregador de água levava dois potes grandes, pendurados em cada ponta de uma vara, sobre os ombros. Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do Mestre; o pote rachado chegava sempre pela metade.

Assim foi durante dois anos. Diariamente, o carregador entregava um pote e meio de água na casa de seu Mestre. O pote perfeito estava orgulhoso de suas realizações. Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição, e sentia-se miserável por ser capaz de realizar apenas a metade do trabalho que deveria fazer.

Um dia decidiu e falou para o homem, à beira do poço: “Estou envergonhado, e quero pedir-te desculpas.” “Por quê?” Perguntou o homem. – “De que estás envergonhado?” “Nesses dois anos eu fui capaz de entregar apenas a metade da minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze por todo o caminho até a casa de teu senhor. Por causa do meu defeito, tens que fazer todo esse trabalho, e não ganhas o salário completo dos teus esforços.”

O homem ficou triste pelo sentimento do velho pote, e disse-lhe amorosamente: “Quando retornarmos para a casa de meu senhor, quero que admires as flores ao longo do caminho.” De fato, à medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou flores selvagens ao longo de todo o caminho, e isto alegrou-o. Mas, ao fim da estrada, o pote ainda se sentia mal porque tinha vazado a metade, e de novo pediu desculpas ao homem por sua falha.

Disse o homem ao pote: “Notaste que pelo caminho só havia flores no teu lado? Eu, ao conhecer teu defeito, transformei-o em vantagem. Lancei sementes de flores no teu lado do caminho, e cada dia, enquanto voltamos do poço, tu as regas. Por dois anos eu pude colher flores para ornamentar a mesa de meu senhor. Se não fosses do jeito que és, meu Mestre não teria essa beleza em sua casa.”

Cada um de nós temos nossos próprios e únicos defeitos. Todos nós somos potes rachados. Se permitirmos, o Senhor vai usar estes nossos defeitos para embelezar a mesa de Seu Pai. Na grandiosa economia de Deus, nada se perde. Nunca deveríamos ter medo dos nossos defeitos; se o reconhecermos, eles poderão proporcionar beleza. Das nossas fraquezas, podemos tirar forças.

As duas vizinhas

C50Havia duas vizinhas que viviam em pé de guerra. Não podiam se encontrar na rua que era briga na certa. Depois de um tempo, Dona Maria descobriu o verdadeiro valor da amizade e resolveu que iria fazer as pazes com Dona Clotilde.

Ao se encontrarem na rua, muito humildemente, disse dona Maria: – Minha querida Clotilde, já estávamos nessa desavença há anos e sem nenhum motivo aparente. Estou propondo para você que façamos as pazes e vivamos como duas boas e velhas amigas.” Dona Clotilde, na hora, estranhou a atitude da velha rival e disse que viria pensar no caso.

Pelo caminho foi matutando… – Essa dona Maria não me engana, está querendo me aprontar alguma coisa e eu não vou deixar barato. Vou mandar-lhe um presente para ver sua reação.” Chegando em casa preparou uma bela cesta de presentes, cobrindo-a com um lindo papel, mas encheu-a de esterco de vaca. – Eu adoraria ver a cara da dona Maria ao receber esse “maravilhoso” presente. Vamos ver se ela vai gostar dessa.

Mandou a empregada levar o presente à casa da rival, com um bilhete: – Aceito sua proposta de paz e para selarmos nosso compromisso, envio-te este lindo presente.

Dona Maria estranhou o presente, mas não se exaltou e pensou: – Que ela está propondo com isso? Não estávamos fazendo as pazes? Bem deixa pra lá! Alguns dias depois dona Clotilde atende a porta e recebe uma linda cesta de presentes, coberta com um belo papel.

– É a vingança daquela asquerosa da Maria. Que será que ela me aprontou! Qual não foi sua surpresa ao abrir a cesta e ver um lindo arranjo das mais belas flores que podiam existir num jardim, e um cartão com a seguinte mensagem: – Estas flores é o que te ofereço em prova da minha amizade. Foram cultivadas com o esterco que você me enviou e que proporcionou excelente adubo para meu jardim. Afinal, cada um dá o que tem em abundância em sua vida.

Fábula do Rei e suas 4 Esposas

Fabula-do-rei-e-suas-4-esposasEra uma vez… um rei que tinha 4 esposas.

Ele amava a 4ª esposa demais, e vivia dando-lhe lindos presentes, jóias e roupas caras. Ele dava-lhe de tudo e sempre do melhor.

Ele também amava muito sua 3ª esposa e gostava de exibi-la aos reinados vizinhos. Contudo, ele tinha medo que um dia, ela o deixasse por outro rei.

Ele também amava sua 2ª esposa. Ela era sua confidente e estava sempre pronta para ele, com amabilidade e paciência. Sempre que o rei tinha que enfrentar um problema, ele confiava nela para atravessar esses tempos de dificuldade.

A 1ª esposa era uma parceira muito leal e fazia tudo que estava ao seu alcance para manter o rei muito rico e poderoso, ele e o reino. Mas, ele não amava a 1ª esposa, e apesar dela o amar profundamente, ele mal tomava conhecimento dela.

Um dia, o rei caiu doente e percebeu que seu fim estava próximo.

Ele pensou em toda a luxúria da sua vida e ponderou: – É, agora eu tenho 4 esposas comigo, mas quando eu morrer, com quantas poderei contar? Então, ele perguntou à 4ª esposa: – Eu te amei tanto, querida, te cobri das mais finas roupas e jóias. Mostrei o quanto eu te amava cuidando bem de você. Agora que eu estou morrendo, você é capaz de morrer comigo, para não me deixar sozinho? – De jeito nenhum! respondeu a 4ª esposa, e saiu do quarto sem sequer olhar para trás.

A resposta que ela deu cortou o coração do rei como se fosse uma faca afiada.

Tristemente, o rei então perguntou para a 3ª esposa: – Eu também te amei tanto a vida inteira. Agora que eu estou morrendo, você é capaz de morrer comigo, para não me deixar sozinho? – Não!!!, respondeu a 3ª esposa. – A vida é boa demais!!! Quando você morrer, eu vou é casar de novo.

O coração do rei sangrou e gelou de tanta dor.

Ele perguntou então à 2ª esposa: – Eu sempre recorri a você quando precisei de ajuda, e você sempre esteve ao meu lado. Quando eu morrer, você será capaz de morrer comigo, para me fazer companhia? – Sinto muito, mas desta vez eu não posso fazer o que você me pede! respondeu a 2ª esposa. – O máximo que eu posso fazer é enterrar você!

Essa resposta veio como um trovão na cabeça do rei, e mais uma vez ele ficou arrasado.

Daí, então, uma voz se fez ouvir: – Eu partirei com você e o seguirei por onde você for… O rei levantou os olhos e lá estava a sua 1ª esposa, tão magrinha, tão mal nutrida, tão sofrida… Com o coração partido, o rei falou: – Eu deveria ter cuidado muito melhor de você enquanto eu ainda podia…

Na verdade, nós todos temos 4 esposas nas nossas vidas… Nossa 4ª esposa é o nosso corpo. Apesar de todos os esforços que fazemos para mantê-lo saudável e bonito, ele nos deixará quando morrermos… Nossa 3ª esposa são as nossas posses, as nossas propriedades, as nossas riquezas. Quando morremos, tudo isso vai para os outros. Nossa 2ª esposa são nossa família e nossos amigos. Apesar de nos amarem muito e estarem sempre nos apoiando, o máximo que eles podem fazer é nos enterrar…

E nossa 1ª esposa é a nossa ALMA, muitas vezes deixada de lado por perseguirmos, durante a vida toda, a Riqueza, o Poder e os Prazeres do nosso Ego… Apesar de tudo, nossa Alma é a única coisa que sempre irá conosco, não importa aonde formos…

Então… Cultive… Fortaleça… Bendiga… Enobreça… sua Alma agora!!! É o maior presente que você pode dar ao mundo… e a si mesmo. Deixe-a brilhar!!!

Os três conselhos

c31Um casal de jovens recém-casados, era muito pobre e vivia de favores num sítio do interior.

Um dia o marido fez a seguinte proposta para a esposa: “querida, eu vou sair de casa, vou viajar para bem longe, arrumar um emprego e trabalhar até ter condições para voltar e dar-te uma vida mais digna e confortável. Não sei quanto tempo vou ficar longe, só peço uma coisa, que você me espere e enquanto eu estiver fora, seja FIEL a mim, pois eu Serei fiel a você”.

Assim sendo, o jovem saiu. Andou muitos dias a pé, até que encontrou um fazendeiro que estava precisando de alguém para ajudá-lo em sua fazenda. O jovem chegou e ofereceu-se para trabalhar, no que foi aceito.

Pediu para fazer um pacto com o patrão, o que também foi aceito. O pacto foi o seguinte: “me deixe trabalhar pelo tempo que eu quiser e quando eu achar que devo ir, o senhor me dispensa das minhas obrigações. EU NÃO QUERO RECEBER O MEU SALÁRIO. Peço que o senhor o coloque na poupança até o dia em que eu for embora. No dia em que eu sair o senhor me dá o dinheiro e eu sigo o meu caminho”. Tudo combinado.

Aquele jovem trabalhou DURANTE VINTE ANOS, sem férias e sem descanso. Depois de vinte anos chegou para o patrão e disse: “Patrão, eu quero o meu dinheiro, pois estou voltando para a minha casa”.

O patrão então lhe respondeu: “Tudo bem, afinal, fizemos um pacto e vou cumpri-lo, só que antes quero lhe fazer uma proposta, tudo bem? — Eu lhe dou o seu dinheiro e você vai embora, ou LHE DOU TRÊS CONSELHOS e não lhe dou o dinheiro e você vai embora. Se eu lhe der o dinheiro eu não lhe dou os conselhos, se eu lhe der os conselhos, eu não lhe dou o dinheiro. Vá para o seu quarto, pense e depois me dê a resposta”.

Ele pensou durante dois dias, procurou o patrão e disse-lhe: – QUERO OS TRÊS CONSELHOS. O patrão novamente frisou: – Se lhe der os conselhos, não lhe dou o dinheiro. E o empregado respondeu: – Quero os conselhos.

O patrão então lhe falou:

1. “NUNCA TOME ATALHOS EM SUA VIDA. Caminhos mais curtos e desconhecidos podem custar a sua vida.

2. NUNCA SEJA CURIOSO PARA AQUILO QUE É MAL, pois a curiosidade para o mal pode ser mortal.

3. NUNCA TOME DECISÕES EM MOMENTOS DE ÓDIO OU DE DOR, pois você pode se arrepender e ser tarde demais.

Após dar os conselhos, o patrão disse ao rapaz, que já não era tão jovem assim: – AQUI VOCÊ TEM TRÊS PÃES, dois para você comer durante a viagem e o terceiro é para comer com sua esposa quando chegar a sua casa.

O homem então, seguiu seu caminho de volta, depois de vinte anos longe de casa e da esposa que ele tanto amava. Após o primeiro dia de viagem, encontrou um andarilho que o cumprimentou e lhe perguntou: – Para onde você vai? Ele respondeu: – Vou para um lugar muito distante que fica a mais de vinte dias de caminhada por essa estrada.

O andarilho disse-lhe então: – Rapaz, este caminho é muito longo, eu conheço um atalho que é dez, e você chega em poucos dias.

O rapaz contente, começou a seguir pelo atalho, quando lembrou-se do primeiro conselho, então voltou e seguiu o caminho normal. Dias depois soube que o atalho levava a uma emboscada.

Depois de alguns dias de viagem, cansado ao extremo, achou uma pensão à beira da estrada, onde pode hospedar-se. “Pagou” a diária e após tomar um banho deitou-se para dormir. De madrugada acordou assustado com um grito estarrecedor. Levantou-se de um salto só e dirigiu-se à porta para ir até o local do grito. Quando estava abrindo a porta, lembrou-se do segundo conselho. Voltou, deitou-se e dormiu.

Ao amanhecer, após tomar café, o dono da hospedagem lhe perguntou se ele não havia ouvido um grito e ele disse que tinha ouvido. O hospedeiro: e você não ficou curioso? Ele disse que não. No que o hospedeiro respondeu: VOCÊ É O PRIMEIRO HÓSPEDE A SAIR DAQUI VIVO, pois meu filho tem crises de loucura, grita durante a noite e quando o hóspede sai, mata-o e enterra-o no quintal.

O rapaz prosseguiu na sua longa jornada, ansioso por chegar a sua casa. Depois de muitos dias e noites de caminhada… já ao entardecer, viu entre as árvores a fumaça de sua casinha, andou e logo viu entre os arbustos a silhueta de sua esposa. Estava anoitecendo, mas ele pode ver que ela não estava só. Andou mais um pouco e viu que ela tinha no seu colo, um homem a quem estava acariciando os cabelos. Quando viu aquela cena, seu coração se encheu de ódio e amargura e decidiu-se a correr de encontro aos dois e a matá-los sem piedade. Respirou fundo, apressou os passos, quando lembrou-se do terceiro conselho. Então parou, refletiu e decidiu dormir aquela noite ali mesmo e no dia seguinte tomar uma decisão.

Ao amanhecer, já com a cabeça fria, ele disse: – “NÃO VOU MATAR MINHA ESPOSA E NEM O SEU AMANTE. Vou voltar para o meu patrão e pedir que ele me aceite de volta. Só que antes, quero dizer a minha esposa que eu sempre FUI FIEL A ELA”.

Dirigiu-se à porta da casa e bateu. Quando a esposa abre a porta e o reconhece, se atira em seu pescoço e o abraça afetuosamente. Ele tenta afastá-la, mas não consegue. Então com as lágrimas nos olhos lhe diz: – Eu fui fiel a você e você me traiu… Ela espantada lhe responde: – Como? Eu nunca lhe trai, esperei durante esses vintes anos.

Ele então lhe perguntou: – E aquele homem que você estava acariciando ontem ao entardecer? E ela lhe disse: – AQUELE HOMEM É NOSSO FILHO. Quando você foi embora, descobri que estava grávida. Hoje ele está com vinte anos de idade.

Então o marido entrou, conheceu, abraçou o filho e contou-lhes toda a sua história, enquanto a esposa preparava o café. Sentaram-se para tomar café e comer juntos o último pão. APÓS A ORAÇÃO DE AGRADECIMENTO, COM LÁGRIMAS DE EMOÇÃO, ele parte o pão e ao abri-lo, encontra todo o seu dinheiro, o pagamento por seus vinte anos de dedicação.

Muitas vezes achamos que o atalho “queima etapas” e nos faz chegar mais rápido, o que nem sempre é verdade… Muitas vezes somos curiosos, queremos saber de coisas que nem ao menos nos dizem respeito e que nada de bom nos acrescentará… Outras vezes, agimos por impulso, na hora da raiva, e fatalmente nos arrependemos depois…

Espero que você, não se esqueça desses três conselhos e não se esqueça também de CONFIAR (mesmo que a vida muitas vezes já tenha te dado motivos para a desconfiança).

Morte na empresa

a0Certa vez uma empresa estava em situação muito difícil. As vendas iam mal, os trabalhadores estavam desmotivados, os balanços há meses não saíam do vermelho. Era preciso fazer algo para reverter o caos, mas ninguém queria assumir nada. Pelo contrário, o pessoal apenas reclamava que as coisas andavam ruins e que não havia perspectivas de progresso na empresa. Eles achavam que alguém devia tomar a iniciativa de reverter aquele processo.

Um dia, quando os funcionários chegaram para trabalhar, encontraram na portaria um cartaz enorme no qual estava escrito: Faleceu ontem a pessoa que impedia o seu crescimento e o da empresa. Você está convidado para o velório na quadra de desportes.

No início, todos se entristeceram com a morte de alguém, mas depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava bloqueando o crescimento da empresa. A agitação na quadra de desporte era tão grande que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório. Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a excitação aumentava: – Quem será que estava atrapalhando meu progresso? Ainda bem que esse infeliz morreu! Um a um, os funcionários, agitados, aproximavam-se do caixão, olhavam o defunto e engoliam em seco. Ficavam no mais absoluto silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma, e saíam cabisbaixos.

Pois bem! Certamente você já adivinhou que no visor do caixão havia um espelho.

Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: você mesmo! É muito fácil culpar os outros pelos problemas, mas você já parou prá pensar se você mesmo poderia ter feito algo para mudar a situação? Você é o único responsável por sua

http://www.educacao.salvador.ba.gov.br/site/documentos/espaco-virtual/espaco-praxis-pedagogicas/MENSAGENS%20E%20REFLEX%C3%95ES/lendas.pdf

Férias!… tempo para desfrutar da Natureza (!?)

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San Daniele Comboni (1831-1881)

COMBONIANUM

Combonianum è stata una pubblicazione interna nata tra gli studenti comboniani nel 1935. Ho voluto far rivivere questo titolo, ricco di storia e di patrimonio carismatico.
Sono un comboniano affetto da Sla. Ho aperto e continuo a curare questo blog (tramite il puntatore oculare), animato dal desiderio di rimanere in contatto con la vita del mondo e della Chiesa, e di proseguire così il mio piccolo servizio alla missione.
Pereira Manuel João (MJ)
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