COMBONIANUM – Spiritualità e Missione

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Como ser feliz com 15 filhos?

Como ser feliz com 15 filhos?

Rosa Pich, mãe de 15 filhosRosa Pich, mãe de 15 filhos, tendo dado à luz mais três, que morreram, partilha em “Como ser feliz com 1,2,3… filhos?” a sua experiência no seio daquela que, segundo as suas palavras, é a maior família com crianças e adolescentes escolarizados de Espanha e, possivelmente, da Europa.

A obra, lançada há uma semana em Portugal pela Paulinas Editora, fala de temas simples e complexos, comuns a todas as famílias com crianças, como a hora da refeição, a escolha da escola, as discussões com o marido, premiar e castigar, conciliar estudo e lazer, gerir o orçamento, amor e sexo, desporto, religião, morte, férias e logística.

O casal Aguilera Roca, também originário de famílias numerosas – a autora com 16 irmãos e o marido com 14 –, ignorou o conselho dado pelo médicos, quando viram morrer o segundo e terceiro filhos, e tendo a criança sobrevivente reduzidas possibilidades de ultrapassar os três anos de vida.

«Fazem-nos sempre a mesma pergunta: «Como é que fazem?» O volume, de que apresentamos um excerto, pretende responder à pergunta que dezenas de pessoas e jornalistas têm feito a Rosa Pich nos diversos países onde tem passado para proferir conferências e dar testemunho.

Como chegar ao fim do mês? Rosa Pich-Aguilera Roca

Agora vou falar da economia familiar, um tema que conheço e do qual falei em algumas tertúlias, devido aos tempos que vivemos. Em nossa casa só se faz compras uma vez por mês, através da Internet; quanto aos produtos frescos, adquirimos a fruta, por exemplo, cada quinze dias, numa loja ao lado de casa. Há empresas que fazem um estudo para se saber onde é mais económico adquirir os vários produtos, comparando os preços, por isso eu não vou dizer onde cada produto fica mais barato. Além disso, a minha amiga Rosa faz parte da direção de uma cadeia de supermercados e proibiu-me que me pronunciasse sobre este assunto; a sua amizade está em causa e eu não quero perder os meus amigos. Porém, como todos nós sabemos, podemos poupar muito no cesto das compras, conforme o lugar aonde vamos; no meu caso, a poupança pode ser entre cem e trezentos euros por mês. Eu, como boa catalã e mãe de uma família numerosa, já tenho o estudo feito. Vale a pena.

Na minha despensa encontrarão quase sempre produtos de marca branca; é verdade que em alturas especiais, ou porque os convidados trazem algum produto exclusivo, também poderão encontrar alguns alimentos menos vulgares. Num dia típico de princípio de mês temos nas prateleiras cerca de mil e trezentas bolachas, duzentos e quarenta litros de leite, cem ovos, noventa e seis rolos de papel higiénico, vinte e cinco quilos de batatas…

Os refrigerantes, os sumos e o chocolate são considerados produtos para os dias de festa; os meus filhos e eu bebemos habitualmente água da torneira, que no inverno está gelada e no verão bastante quentinha. É impossível armazenar água fresca para todos num frigorífico normal, que é o que temos em casa. Lembro-me de um verão em que Álvaro, com seis anos de idade, me comentou: «Mãe, os vizinhos são ricos, têm água fresca no frigorífico, e eu e o meu amigo vamos sempre lá a casa beber.» Na minha família também me educaram assim e, agora, não tenho qualquer necessidade de beber água fria no verão. Para dizer a verdade, tenho de reconhecer que, quando me oferecem, é mais refrescante.

Em Barcelona, eu ando com um Renault Twingo. É um carro pequeno, suficiente para me deslocar na cidade. Já sei que não é um carro de gama alta, tão-pouco um carro elegante, nem um 4×4… a minha economia, graças a Deus, permitir-me-ia comprar um carro melhor. Mas eu sou feliz com o meu Twingo. O meu Perico, que tem vinte anos, também está orgulhoso com o carro. Apercebe-se de que muitos amigos parecem precisar de um carro caro para arranjar namorada e para ser bem vistos, e ele, no entanto, sabe estar acima do material e daquilo que os outros dirão. O carro serve para nos deslocarmos, e não para mostrar a esta sociedade consumista o nosso estatuto social. As pessoas valem pelo que são, não pelo que têm. Reconheço que, às vezes, posso ser como uma bofetada para aquelas pessoas que colocam os seus sonhos no próximo carro que vão adquirir.

Os meus filhos poderão dizer-vos que são as pessoas mais felizes do mundo quando vão a uma festa de anos, porque, como têm poucas guloseimas em casa, acham tudo maravilhoso e desfrutam à grande. Quando chegam a casa depois de uma festa, a primeira coisa de que falam é do que comeram e de como tudo estava decorado.

Como já comentei noutro sítio, os meus filhos são muito comilões e, quando comem na cantina da escola, podem chegar a repetir até quatro vezes o mesmo prato. Quando Tomás tinha cinco anos, disse-me: «Mãe, corre, anda cá», e levou-me à despensa para me mostrar que estava vazia. Um verdadeiro problema, porque ele adora comer e, se não houver nada em casa, o que é que vamos cozinhar? Disse-lhe que estávamos no fim do mês, que a mãe iria receber o ordenado em breve e, depois, poderíamos fazer de novo a encomenda online.

No fim do mês, se abrirmos o frigorífico podemos verificar como a luz vai perfeitamente da primeira à última prateleira, pois está praticamente vazio. Um dia encontrei a minha vizinha Teresa na rua e perguntei-lhe aonde ia: «Vou comprar manteiga e presunto sem sal, que acabaram», respondeu-me. Quando uma coisa acaba lá em casa só volta a ser comprada no mês seguinte. Bom, há uma exceção: quando o papel higiénico acaba, vamos comprar mais.

Há dois anos, por causa da situação económica, expliquei aos meus filhos que vinha aí uma crise muito forte e que esta duraria vários anos, pelo que tínhamos de tomar medidas em casa. Muitos pais ficariam sem trabalho, eu mesma estive dois anos desempregada, e a maioria das pessoas iria viver muito mal. Na nossa família deixaríamos de comprar o frasco de Nocilla (que ao ser partilhado por todos só dá, realmente, para uma fatia de pão barrada por mês) e deixaríamos também de comprar Cola-Cao para o leite. Ao fim de alguns meses, estava eu um sábado a tomar o pequeno-almoço com Rosita, que tinha treze anos, e ela disse-me: «Mãe, quando acabar a crise, em 2017, se não te importares, voltas a comprar Cola-Cao, que eu não gosto do leite simples…»

A crise espevita o engenho. Por exemplo, é evidente que os livros passam de um irmão para o outro ou, então, pedem-se a um amigo. Antes de acabar o ano letivo, cada um dos meus filhos diz-me a quem vai pedir os livros, porque ou nos despachamos a tempo ou, então, em setembro, já ninguém tem e é preciso comprar livros novos.

Com a bata da escola acontece a mesma coisa. Sou vogal da Associação de Antigas Alunas há vinte anos, e organizamos, entre outras coisas, uma Loja Solidária para angariar fundos para o Raval, um bairro pobre de Barcelona. Um dos serviços que tem mais êxito é a venda de batas em segunda mão. No fim do ano letivo, as pessoas oferecem-nos as peças de roupa que ficaram pequenas e nós vendemo-las a três euros cada uma. Todas as mães adoram isto, porque se poupa bastante. Este ano, passaram por lá várias avós preocupadas com os netos e a quererem ajudar na economia dos filhos; são das que sabem remendar roupas, e estas ficam como novas. O que seria de nós, pais novos, sem a ajuda destas avós com tanta experiência e tão dispostas a ajudar?

Um assunto importante: devemos fazer com que os nossos filhos andem com pouco dinheiro. Isto é, que não tenham quase dinheiro nenhum no bolso. E menos ainda se não foram eles a ganhá-lo. O dinheiro que entra facilmente na carteira também sai rapidamente. Se não foi ganho, não sabem o que custa ganhá-lo. Quando os meus filhos começam a trabalhar, a partir dos dezoito anos, e se apercebem do cansaço do dia-a-dia e de como se ganha pouco após um dia de trabalho, são muito mais conscientes do valor que o dinheiro tem. A partir dessa altura pensam melhor onde vão gastá-lo. Em contrapartida, se a madrinha lhes dá dinheiro quando fazem anos, vão logo comprar aquela camisola tão bonita que toda a gente tem. Parece-me que os pais que dão muito dinheiro aos filhos estão a fazer-lhes um fraco favor. Eu sou da opinião de que, a partir de uma certa idade, devem ser eles a ganhá-lo; devem comprar aquilo de que gostam com o dinheiro que ganharam. Quando eles me pedem dinheiro para ir ao cinema ou para ir lanchar com os amigos, digo-lhes que eu não sou o Banco de Espanha, que em casa também há lanche de graça e que sejam eles a pagar os seus extras.

http://www.snpcultura.org

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Questa voce è stata pubblicata il 28/05/2014 da in Atualidade social, PORTUGUÊS con tag , .

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Combonianum è stata una pubblicazione interna nata tra gli studenti comboniani nel 1935. Ho voluto far rivivere questo titolo, ricco di storia e di patrimonio carismatico.
Sono un comboniano affetto da Sla. Ho aperto e continuo a curare questo blog (tramite il puntatore oculare), animato dal desiderio di rimanere in contatto con la vita del mondo e della Chiesa, e di proseguire così il mio piccolo servizio alla missione.
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