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Os papas do século XX

Os papas do século XX:

D. Manuel Clemente apresenta biografias de Leão XIII a João Paulo II

Bento_XV

Bento XV, eleito Papa há 100 anos, tentou evitar a «inútil carnificina» da I Guerra Mundial

A Paulus Editora lança em junho a terceira edição, revista e ampliada, do livro “Os papas do século XX”, obra assinada por D. Manuel Clemente, patriarca de Lisboa e historiador. O volume apresenta uma pequena biografia dos papas Leão XIII, Pio X, Bento XV, Pio XI, Pio XII, João XXIII, Paulo VI, João Paulo I e João Paulo II, a par dos seus contributos para a Igreja e sociedade.

«Alguns destes papas, na respetiva biografia pessoal, trazem o “século XIX” até à Primeira Guerra Mundial. Mas, em termos de relação do papado com a Igreja e a sociedade, quase podemos antecipar o “século XX” para 1870: fim do poder temporal dos papas e realce da sua missão pastoral na Igreja. Ou para 1878: eleição de Leão XIII, autonomização e redefinição da Igreja e do Estado nas suas relações mútuas e mobilização “social” dos católicos», sublinha o autor, na introdução.

A «centralidade efetiva do papado na vida da Igreja à escala mundial esteve na origem de sucessivos “programas” que marcaram os últimos 120 anos», começando pelo «“movimento [social] católico” impulsionado por Leão XIII» e a «catequização geral, lançada por Pio X».

«A Ação Católica, generalizada por Pio XI». o «Concilio Vaticano II, de João XXIII e Paulo VI» e o «“grande” Jubileu de João Paulo II», marcam a história do papado, em que convivem «aristocracia, classe média, campesinato e operariado», a par de «eruditos, diplomatas, pastores», conjugando «as várias “fronteiras” da Igreja e do mundo no coração do catolicismo».

Apresentamos um excerto do livro correspondente ao pontificado de Bento XV: atravessou a I Guerra Mundial, iniciada há um século, e «deixou a Igreja com uma projeção internacional insuspeitável sete anos antes».

Bento XV
D. Manuel Clemente In “Papas do século XX”

Giacomo della Chiesa, depois Bento XV, nasceu em Génova, a 21 de novembro de 1854, sexto filho dos marqueses do mesmo apelido.

Aos oito anos, depois da primeira educação em casa, entrou num instituto genovês, revelando-se bom aluno e devoto. Aos vinte e um anos formou-se em Direito na Universidade de Génova: só então o pai o deixou seguir estudos eclesiásticos, em Roma, no Colégio Caprânica e na Gregoriana.

A 21 de dezembro de 1878, primeiro ano de Leão XIII, recebeu a ordenação sacerdotal na Basílica de Latrão e celebrou Missa Nova no altar da cátedra em São Pedro. No ano seguinte doutorou-se em Teologia e em Cânones.

Ingressou na Academia dos Nobres Eclesiásticos e a sua vida entrou na órbita do futuro cardeal Rampolla, que o fez professor de diplomática e aprendiz na Congregação dos Negócios Eclesiásticos. De 1883 a 1887 esteve com Rampolla na nunciatura de Madrid, vindo depois com ele para a Secretaria de Estado.

«Il piccoletto» [“pequenito”, dada a sua pouca altura] vivia na Praça de Santo Eustáquio e colaborava na paróquia. Rampolla disse à sua mãe: «Dará poucos passos, mas serão de gigante…».

Em 1907, Pio X ordenou-o na Sistina, para arcebispo de Bolonha, onde teve um episcopado “de caridade e firmeza”. A 13 de dezembro de 1913, culminou com um Te Deum 392 visitas paroquiais! Pregação clara e prática. Insistia na instrução religiosa. Relativamente aberto à discussão teológica, atraiu as suspeitas dos integristas. Recusou a luta de classes, mas aceitava os sindicatos.

Finalmente, em maio de 1914, foi criado cardeal e eleito Papa a 3 de setembro seguinte: “Bento”, como o monge da paz e o último bispo de Bolonha a ser eleito Papa.

Escolheu Gasparri para secretário de Estado, da mesma sensibilidade político-eclesiástica. Na sua primeira encíclica, Ad Beatissimi, rejeitou o modernismo, mas pediu paz e caridade nas controvérsias teológicas.

Durante a Grande Guerra apoiou soldados e famílias. Insistiu na paz, propondo aos governos beligerantes, em 1 de agosto de 1917: 1) Desarmamento simultâneo e recíproco; 2) Arbitragem internacional; 3) Liberdade dos mares; 4) Renúncia recíproca a indemnizações de guerra; 5) Reexame conciliador das reivindicações territoriais – tudo para acabar com a «inútil carnificina». Infelizmente não foi ouvido.

Algumas medidas complementares podem ilustrar-lhe o pontificado: em maio de 1915 consagrou as nações em guerra ao Coração de Jesus; em 1919 consagrar-lhe-ia Espanha e a Basílica de Montmartre; também lhe confiou a Universidade Católica de Milão. Em maio de 1920 canonizou Santa Margarida Maria. Em 1917 promulgou o Código de Direito Canónico. Em 1919, a Constituição Etsi Minime insistiu na catequese. Em 1917 projetou um Catecismo da Igreja Católica… Em 1919, a Carta Apostólica Maximum Illud urgiu a indigenização do clero, especialmente na Ásia.

A 22 de janeiro de 1922, com sessenta e sete anos, Bento XV morreu inesperadamente de uma pneumonia. Deixou a Igreja com uma projeção internacional insuspeitável sete anos antes.

http://www.snpcultura.org

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Questa voce è stata pubblicata il 12/06/2014 da in Atualidade eclesial, PORTUGUÊS con tag , , .

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