COMBONIANUM – Spiritualità e Missione

–– Sito di FORMAZIONE PERMANENTE MISSIONARIA –– Uno sguardo missionario sulla Vita, il Mondo e la Chiesa A missionary look on the life of the world and the church –– VIDA y MISIÓN – VIE et MISSION – VIDA e MISSÃO ––

O Pão da Palavra – Domingo Cristo Rei

O Pão da Palavra – Domingo Cristo Rei


Comentário ao Evangelho de Domingo de Cristo Rei

O contrário do amor não é o ódio, mas a indiferença

indiferenca - friiskiwi D.RNaquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quando o Filho do homem vier na sua glória com todos os seus Anjos, sentar-se-á no seu trono glorioso. Todas as nações se reunirão na sua presença e Ele separará uns dos outros (…). Então os justos lhe dirão: “Senhor, quando é que te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? Quando é que te vimos peregrino e te recolhemos, ou sem roupa e te vestimos? Quando é que te vimos doente ou na prisão e te fomos ver?”. E o rei lhes responderá: “Em verdade vos digo: quantas vezes o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes”. (Mateus 25, 31-46, Evangelho do Domingo de Cristo Rei)

Tive fome, tive sede, era estrangeiro, estava nu, doente, na prisão… Do Evangelho emerge um facto extraordinário: o olhar de Jesus pousa sempre, em primeiro lugar, sobre a necessidade do ser humano, sobre a sua pobreza e fragilidade.

E depois da pobreza, o seu olhar vai à procura do bem que circula na vida: deste-me pão, água, um gole de vida, e não logo, como poderíamos esperar, à procura dos pecados e dos erros do ser humano. E elenca seis boas obras que respondem à pergunta sobre a qual se rege toda a Bíblia: que fizeste do teu irmão? O que Jesus evidencia não são grandes gestos, mas gestos poderosos, porque fazem viver, porque nascem de quem tem o mesmo olhar de Deus.

Grandiosa reviravolta de perspetiva: Deus não olha o pecado cometido, mas o bem feito. No balanço de Deus o bem pesa mais. Beleza da fé: a luz é mais forte do que a escuridão; uma espiga de trigo vale mais do que a cizânia do coração.

Eis, então, o juízo: o que é que permanece quando não permanece mais nada? Permanece o amor, dado e recebido. Na cena poderosa e dramática narrada no Evangelho do domingo de Cristo Rei, que se torna no desvelamento da verdade última do viver, Jesus estabelece um ligame muito estreito entre si e os homens, até chegar a identificar-se com eles: o que fizestes a um dos meus irmãos, a mim o fizestes.

Jesus pronuncia uma grandiosa declaração de amor pelo ser humano: Eu amo-vos tanto, que se estiverdes doentes, é a minha carne que sofre, se tiverdes fome, sou Eu que a sofro, e se vos oferecem auxílio, sinto Eu todas as minhas fibras a alegrarem-se e a reviver. Os homens e as mulheres são a carne de Cristo. Ainda que haja um só sofredor, Ele será sofredor.

Na segunda parte da narrativa há aqueles que são expulsos, porque condenados. Que mal cometeram? O seu pecado foi não ter feito nada de bem. Não foram maus ou violentos, não acumularam mal sobre mal, não odiaram: simplesmente não fizeram nada pelos pequenos da Terra, foram indiferentes.

Não basta ser-se bom apenas interiormente e dizer: não fiz nada de mal. Porque se mata também com o silêncio, mata-se também com o estar à janela. Não se comprometer pelo bem comum, por quem tem fome ou sofre injustiça, ficar-se pelo olhar, é já fazer-se cúmplice do mal, da corrupção, do pecado social, da máfia.

O exato contrário do amor não é o ódio, mas a indiferença, que reduz a nada o irmão: não o vejo, não existe, para ti é um morto que anda. Esta atitude o papa Francisco definiu-a como «globalização da indiferença». O maior mal é ter perdido o olhar, a atenção, o coração de Deus entre nós.

Ermes Ronchi In “Avvenire” Trad.: Rui Jorge Martins


Domingo Cristo Rei: Venha a nós o vosso Reino

O que podemos dizer do Reino de Deus é que ele é inseparável de Jesus, deste agora da salvação de Deus, deste transbordar da sua graça na história. É inseparável deste rasgar da história aos pobres e infelizes, deste bálsamo derramado aos corações quebrantados, desta palavra de alento aos que já não esperavam nada. Deste aproximar das vidas concretas à possibilidade da salvação de Deus. Onde Jesus Cristo chegava, chegava o Reino. Onde Jesus Cristo estava, o Reino de Deus mostrava-se. Quando as pessoas tocavam em Jesus, estavam a tocar no Reino, quando O viam estavam a vê-lo. Quando escutavam as suas parábolas estavam a escutar a gramática insuspeita do Reino. Jesus viveu a sua vida como esta manifestação extraordinária do Reino. O Reino de Deus coincidia com a presença de Jesus, e que efeitos extraordinários, esta chegada de Jesus, provocava em tantas vidas.

Gente que se julgava morta, gente que se acreditava perdida, num emaranhado de existência que não conseguia deslindar… em Jesus Cristo encontrava a possibilidade de uma vida nova. Pensemos em Maria Madalena, aquela de quem Jesus retira sete demónios. Nós não fazemos ideia do que é estar possuído por sete demónios… Imaginamos é o que interiormente seja, de dispersão completa, estilhaçamento, incapacidade de estar em si. A verdade é que esta mulher, rejeitada, perdida de si mesma, encontra-se em Jesus Cristo e nele reencontra o desejo de ser. Pensemos na vida dos próprios discípulos, que com certeza já sabiam muitas coisas acerca de Deus, mas que em Jesus Cristo ouvem o que não sabiam. Eles já sabiam andar de barco no mar da Galileia, mas não sabiam andar sobre as ondas; eles já sabiam amontoar e repartir o pão, mas não sabiam multiplicá-lo;  não sabiam que o pão também pode saciar uma fome interior, uma fome do coração.

Pensemos nos pecadores, naqueles que eram apontados a dedo e de quem se dizia: “não têm possibilidade de salvação”. Com que surpresa Zaqueu desceu daquela árvore para acolher Jesus em sua casa. Ou Levi, se levantou da seu posto de cobrança para se tornar discípulo do Senhor… Isto é o Reino de Deus presente. Isto é o Reino de Deus atuante, um Reino sem fronteiras, não segundo a lógica dos homens, mas numa torrente do amor divino que vai crescendo, crescendo, como uma maré que quer tocar tudo e todos.

«O Reino de Deus já está presente no meio de vós.» Não digamos está aqui ou além. O Reino de Deus está presente como uma realidade em si. O Reino de Deus depende de Deus e não desta nossa tentação de limitar, de criar fronteiras, de separar. «Interrogado pelos fariseus sobre quando chegaria o Reino de Deus, respondeu-lhes: “ A vinda do Reino de Deus não é observável, não se pode dizer: Ei-lo aqui, ou ei-lo ali. Pois, eis, que o Reino de Deus está no meio de vós”» (Lc 17,20-21).

Este é o grande anúncio de Jesus: «O Reino de Deus está no meio de vós!» Está dentro de nós, no meio do mundo, no interior da História como semente… É este o maravilhoso tesouro a descobrir. Deus já está presente! E o que precisamos, é de nos tornar sensíveis a essa presença. O Reino de Deus é já uma realidade, é já um fermento… E se é verdade que o Reino de Deus é também uma realidade escatológica, uma realidade do futuro, uma coisa que a gente já vê, mas que ainda há-de chegar na sua plenitude; que neste momento existem sinais; a verdade é que sabendo nós embora que ele é dom futuro, o Reino de Deus é já uma realidade do hoje da minha vida. Hoje a minha vida está envolvida pelo Reino de Deus. «O Reino de Deus é como um homem que lançou a semente à terra. Quer esteja a dormir, quer se levante, de noite e de dia, a semente germina e cresce, sem ele saber como.» (Mc 4,26-27).

Como diziam os alquimistas medievais: «Sem um pingo de ouro, não se consegue fabricar o ouro». Sem um pingo do Reino de Deus nós não conseguimos construir o Reino de Deus, não conseguimos pedi-lo, não conseguimos esperá-lo. O Reino de Deus é, no fundo, o resumo de toda a esperança. É aquela realidade de Deus que se entrosa misteriosamente com as esperanças mais íntimas, mais fundas. Porque no Reino de Deus, nós temos a plenitude, temos a concretização do amor de Deus. Basta-nos o Reino de Deus e tudo o resto é acréscimo. E tudo o resto é relativo…

José Tolentino Mendonça
In “Pai nosso que estais na terra”, ed. Paulinas
http://www.snpcultura.org

 

 

 

Rispondi

Inserisci i tuoi dati qui sotto o clicca su un'icona per effettuare l'accesso:

Logo di WordPress.com

Stai commentando usando il tuo account WordPress.com. Chiudi sessione /  Modifica )

Google photo

Stai commentando usando il tuo account Google. Chiudi sessione /  Modifica )

Foto Twitter

Stai commentando usando il tuo account Twitter. Chiudi sessione /  Modifica )

Foto di Facebook

Stai commentando usando il tuo account Facebook. Chiudi sessione /  Modifica )

Connessione a %s...

Questo sito utilizza Akismet per ridurre lo spam. Scopri come vengono elaborati i dati derivati dai commenti.

Informazione

Questa voce è stata pubblicata il 22/11/2014 da in Fé e Espiritualidade, O Pão do Domingo, PORTUGUÊS con tag .

  • 338.213 visite
Follow COMBONIANUM – Spiritualità e Missione on WordPress.com

Inserisci il tuo indirizzo email per seguire questo blog e ricevere notifiche di nuovi messaggi via e-mail.

Segui assieme ad altri 743 follower

San Daniele Comboni (1831-1881)

COMBONIANUM

Combonianum è stata una pubblicazione interna nata tra gli studenti comboniani nel 1935. Ho voluto far rivivere questo titolo, ricco di storia e di patrimonio carismatico.
Sono un comboniano affetto da Sla. Ho aperto e continuo a curare questo blog (tramite il puntatore oculare), animato dal desiderio di rimanere in contatto con la vita del mondo e della Chiesa, e di proseguire così il mio piccolo servizio alla missione.
Pereira Manuel João (MJ)
combonianum@gmail.com

Disclaimer

Questo blog non rappresenta una testata giornalistica. Immagini, foto e testi sono spesso scaricati da Internet, pertanto chi si ritenesse leso nel diritto d’autore potrà contattare il curatore del blog, che provvederà all’immediata rimozione del materiale oggetto di controversia. Grazie.

Categorie

%d blogger hanno fatto clic su Mi Piace per questo: