COMBONIANUM – Spiritualità e Missione

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Gregório de Narek, Doutor da Igreja.

São Gregório de Narek será Doutor da Igreja.
É um dos grandes poetas da literatura universal.

Gregory of Narek Monastery

O Papa Francisco recebeu em audiência, no último sábado, o Cardeal Angelo Amato, Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, durante a qual confirmou a sentença afirmativa da Sessão Plenária dos Cardeais e Bispos, membros do organismo vaticano, a respeito do título de Doutor da Igreja a ser conferido a São Gregório de Narek.

Trata-se de um místico, que viveu no final do primeiro milênio, que se tornou conhecido pelos seus escritos e doutrina. Nascido em uma família de escritores, Gregório de Narek é considerado o primeiro grande poeta armênio e um marco importante na literatura e reflexão cristã; foi autor, entre outras obras, do “Livro das Lamentações”, hoje traduzido em diversas línguas.

Através desta obra, o monge quis deixar como testamento espiritual uma autêntica enciclopédia de oração, composta por 95 textos, que deixam transparecer todo o potencial do autor em transformar suas emoções, como o sofrimento e a humildade, em oblações a Deus.

Para este monge armênio, o principal objetivo da vida era a intimidade com Deus, pois só assim a humanidade poderia viver uma vida realmente plena. Uma unidade que era possível, não somente pelo conhecimento, mas também através das emoções.

Gregório nasceu na Armênia pelo ano de 944, e faleceu em Narek (Turquia) mais ou menos em 1005. É um dos grandes poetas da literatura universal. As suas obras-primas se resumem no “Livro das Orações”, uma obra de cerca de 20.000 versos que ele dizia ter composto em três anos.

Entrou ainda jovem para o mosteiro de Narek, governado por Ananias, o Filósofo, seu tio materno. Ali devia passar a vida inteira. Ao ser ordenado sacerdote, foi encarregado de formar os noviços e, ao mesmo tempo, reformar os conventos vizinhos. Tais encargos, que se somaram aos seus talentos, causaram grandes inimizades e perseguições. Ele foi acusado de heresia, para ser deixado definitivamente na sombra. Mas, Deus foi ao auxílio do seu poeta:

“Entre os teólogos disponíveis, os bispos armênios encontraram dois homens inteligentes, que mandaram examinar a suspeita heresia de Gregório. Estes, que não queriam se medir com tão alto espírito, combinaram de chegar a Narek numa sexta-feira e oferecem-lhe uns pombos assados. “Se ele os comesse, pensavam, seria sinal de que era realmente herege”. Mas, quando eles os ofereceram a Gregório, ele abriu a janela, bateu as mãos e disse aos pombos:

“Vão brincar, meus amiguinhos, pois hoje vamos comer peixe”. Os pombinhos se reanimaram e voaram para as árvores. Assim, os dois teólogos perderam o apetite e, prostrando-se de joelhos diante dele, pediram-lhe desculpas e se despediram. Depois, foram ter com seus bispos, dizendo-lhes que, teologicamente falando, tal prodígio ia para além das leis da natureza, e que um herege não poderia ter agido assim”. (MT)

(from Vatican Radio)

Do “Livro de orações”
de São Gregório de Narek

Livro das Orações nº 12, 1

«Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo» (Jl 3,5; Rm 10,13).
Quanto a mim, não apenas O invoco mas, antes de tudo, creio na Sua grandeza.

Não é pelos Seus presentes que persevero nas minhas súplicas:
é que Ele é a Vida verdadeira e n’Ele respiro; Sem Ele não há movimento nem progresso.
Não é tanto pelos laços de esperança: é pelos laços de amor que sou atraído.
Não é dos dons: é do Doador que tenho perpétua nostalgia.
Não é à glória que aspiro: é ao Senhor glorificado que quero abraçar.
Não é de sede da vida que constantemente me consumo, é da lembrança d’Aquele que dá a vida.
Não é pelo desejo de felicidade que suspiro, que do mais profundo do meu coração rompo em soluços:
é porque anelo por Aquele que a prepara.
Não é o repouso que procuro, é a face d’Aquele que aquietará o meu coração suplicante.
Não é por causa do festim nupcial que feneço, é pelo anseio do Esposo.

Na esperança certa do Seu poder apesar do fardo dos meus pecados,
creio, com uma esperança inabalável, que,
confiando-me na mão do Todo-Poderoso,
não somente obterei o perdão mas que O verei em pessoa,
graças à Sua misericórdia e à Sua piedade
e que, conquanto justamente mereça ser proscrito, herdarei o Céu.

Livro de Orações, n° 18

Houve um tempo em que eu não estava presente, e Tu criaste-me.
Eu não tinha orado, e Tu, Tu fizeste-me.
Eu não tinha ainda vindo à luz, e no entanto viste-me.
Eu não tinha aparecido, e no entanto tiveste piedade de mim.
Eu não Te tinha invocado, e no entanto tomaste-me ao Teu cuidado.
Eu não Te tinha feito qualquer sinal, e no entanto olhaste para mim.
Eu não Te tinha dirigido qualquer súplica, e no entanto tiveste misericórdia para comigo.
Eu não tinha articulado o mínimo som, e no entanto ouviste-me.
Eu não tinha sequer suspirado, e no entanto a tudo estiveste atento.

Sabedor do que ia acontecer-me neste tempo presente
Não me votaste ao desprezo.
Considerando, com Teus previdentes olhos,
Os erros deste pecador que eu sou,
Vieste contudo a modelar-me.
Sou agora este ser que Tu criaste,
Que salvaste,
Que foi alvo de tanta solicitude!
Que a ferida do pecado, suscitada pelo Acusador,
Não me perca para sempre! […]

Presa, paralisada, curvada como a mulher que sofria,
A minha alma infeliz, impotente, não consegue reerguer-se.
Sob o peso do pecado, ela fixa-se à terra, Com as pesadas cadeias de Satã […]
Inclina-Te, ó Misericordioso único, sobre mim,
Esta pobre árvore que pensa que caiu.
A mim, que estou seco, faz-me reflorir em beleza e esplendor,
Segundo as palavras divinas do santo profeta (Ez 17, 22-24) […]
Tu, Protector único, digna-Te lançar sobre mim um olhar
Vindo da solicitude do Teu indizível amor […]
E do nada criarás em mim a própria luz (cf. Gn 1, 3).

Livro das orações, nº 33

Onipotente, Benfeitor, Amigo dos homens, Deus de todos, Criador dos seres visíveis e invisíveis,
Tu que salvas e fortaleces, Tu que curas e pacificas, Espírito poderoso do Pai […],
Tu participas no mesmo trono e na mesma glória, e na ação criadora do Pai […].
Por meio de Ti nos foi revelada a trindade das Pessoas, na unidade da natureza da Divindade;
e Tu és uma destas Pessoas, Tu, o Incompreensível. […]

Moisés Te proclamou Espírito de Deus (Gn 1, 2):
a Ti, que planavas sobre as águas, com proteção envolvente, temível e cheia de solicitude;
Tu abriste as asas como sinal de auxílio compadecido aos recém-nascidos,
revelando-nos assim o mistério da fonte batismal. […]
Tu criaste, ó Onipotente, enquanto Senhor,
todas as naturezas de tudo quanto existe, todos os seres a partir do nada.
Por Ti se renovam pela ressurreição todos os seres por Ti criados,
nesse momento que é o último dia da vida nesta terra
e o primeiro dia da vida na Terra dos Vivos.

Aquele que tem a mesma natureza que Tu,
Aquele que é consubstancial ao Pai, o Filho Unigênito,
obedeceu-Te, na nossa natureza, como a Seu Pai, unindo a Sua vontade à Tua.
Ele Te anunciou como Deus verdadeiro, igual e consubstancial a Seu Pai onipotente […]
e calou aqueles que a Ti resistiam, esses que combatiam Deus (cf Mt 12, 28),
perdoando embora àqueles que se Lhe opunham.

Ele é o Justo e o Imaculado, o Salvador de todos,
que foi entregue por causa dos nossos pecados, e que ressuscitou para nossa justificação (Rom 4, 25).
A Ele a glória por Ti, e a Ti o louvor pelo Pai onipotente, pelos séculos dos séculos. Amem.

Livro de orações, n° 40

Deus todo-poderoso, nosso Benfeitor, Criador do Universo,
Escuta os meus gemidos, que estou em perigo.
Liberta-me do medo e da angústia;
Liberta-me com a tua força poderosa,
Tu que tudo podes…
Senhor Cristo, rasga as malhas desta rede que me envolve
com a espada da tua cruz vitoriosa, que é a arma da vida.
Por todos os lados esta rede me envolve, me aprisiona,
a mim, cativo, para me fazer perecer;
Conduz para o repouso os meus cambaleantes e oblíquos passos.
Cura a febre que me sufoca o coração.
Perante ti sou culpado, liberta-me da inquietação, fruto da invenção diabólica,
Faz desaparecer a escuridão da minha alma angustiada […].

Renova-me na alma a imagem de luz da glória do teu nome, grande e poderoso.
Intensifica o brilho da tua graça na beleza do meu rosto
E na efígie dos olhos do meu espírito, a mim, que do barro nasci (Gn 2,7).
Corrige em mim, refaz, com maior fidelidade, a imagem que reflecte a tua (Gn 1,26).
Com a tua pureza luminosa faz desaparecer as minhas trevas, a mim, que sou pecador.
Inunda a minha alma com a tua luz divina, viva, eterna, celeste,
Para que em mim se torne maior a semelhança com o Deus Trinitário.
Só Tu, ó Cristo, és bendito com o Pai Para louvor do teu Espírito Santo
Pelos séculos dos séculos. Ámen.

Livro de orações, n° 66

Deus misericordioso, muito compassivo, amigo dos homens (Sab 1, 6) […],
quando Tu falas, nada é impossível, mesmo o que parece impossível ao nosso espírito:
és Tu que dás um fruto saboroso em troca dos duros espinhos da nossa vida […].

Senhor Cristo, sopro da nossa vida (Lam 4, 20) e esplendor da nossa beleza […], luz e dador da luz,
Tu não encontras prazer no mal, não queres a perdição de ninguém, não desejas nunca a morte (Ez 18,32).
Não és abalado pela perturbação, nem estás sujeito à cólera;
não és intermitente no Teu amor, nem modificas a Tua compaixão;
jamais alteras a Tua bondade.
Não voltas as costas, não desvias a face, mas és totalmente luz e vontade de salvação.
Quando queres perdoar, perdoas;
quando queres curar, és poderoso;
quando queres vivificar, és capaz;
quando concedes a Tua graça, és generoso;
quando queres devolver a saúde, és prodigioso […].
Quando queres renovar és criador;
quando queres ressuscitar, és Deus […].
Quando, antes mesmo de nós o pedirmos, queres estender a Tua mão, não faltas com nada […].
Se me queres fortalecer, a mim que sou inseguro, és rochedo;
se queres dar-me de beber, a mim que estou sequioso, és fonte;
se queres revelar o que está escondido, és luz […].

Tu, que para minha salvação, combateste com coragem […],
tomaste sobre o Teu corpo inocente todo o sofrimento das punições que merecíamos,
a fim de, ao tornares-Te exemplo, manifestares em acto a compaixão que tens por nós.

Livro de orações, nº 74

Muitas são as minhas faltas e inumeráveis,
Contudo, não tão espantosas como a Tua misericórdia.

Múltiplos são os meus pecados,
Mas sempre pequenos, comparados com o teu perdão. […]

Que efeito poderá ter um pouco de trevas
Sobre a Tua luz divina?

Como pode uma pequena obscuridade rivalizar
Com os Teus raios, Tu que és grande!

Como pode a concupiscência do meu corpo frágil
Ser comparada com a Paixão da Tua cruz?

O que parecerão aos olhos da Tua bondade, ò Todo-Poderoso,
Os pecados de todo o universo?

Eis que eles são […] como bolha de água
Que, pela queda da Tua chuva abundante,
Desaparece imediatamente. […]

És Tu que dás o sol aos maus e aos bons,
E fazes chover para todos indistintamente.

Para uns a paz é grande por causa da espera da recompensa; […]
Mas àqueles que preferiram a terra, Tu perdoas por misericórdia:
Dás-lhes um remédio de vida como aos primeiros;
E esperas sempre o seu regresso a Ti.

Livro de Orações, nº 77

Mau grado o temor tingido de alegria,
quero agora aqui contar um pouco dos tormentos que Tu, meu Deus e de todos, sofreste por mim.

De pé no tribunal dos homens, a quem criaste,
Numa natureza que era também a minha,
Não proferiste uma palavra, Tu que a permites,
Não elevaste a voz, Tu que criaste as línguas,
Não soltaste um grito, Tu por quem a terra existe, […]
Não abandonaste à sua sorte quem Te abandonou ao Teu martírio,
Não ofereceste resistência a quem Te atava,
Nem Te indignaste contra quem Te esbofeteava.
Não injuriaste quem Te cuspia na cara,
Nem estremeceste perante quem Te agredia,
Não Te enfureceste contra quem de Ti escarnecia,
Nem alteraste o semblante a quem Te condenava. […]

Longe de Te darem um momento de descanso, a Ti, fonte da vida,
Depressa Te puseram às costas, para a levares, a cruz do suplício,
Que recebeste com magnanimidade,
Tomaste com doçura,
Soergueste com paciência,
E, como um culpado,
Te encarregaste dela, da cruz das dores!

Como Zaqueu, o publicano

Não me ergui desta terra miserável,
Como Zaqueu, o publicano,
Montado em alta árvore de sabedoria
Para Te contemplar na Tua divindade.

A pequena estatura do homem espiritual que há em mim
Não cresceu por boas obras:
Ao contrário, foi sempre diminuindo
Até me fazer voltar a beber leite, como criança (cf 1Co 3,2).

Pegando às avessas na parábola,
Direi que subi à árvore da sensualidade
Por amor às coisas de agradável gosto deste mundo,
Tal outro Zaqueu montado em diversa figueira.

Com Tuas poderosas palavras,
Faz-me daí descer depressa, como fizeste a ele;
Vem-Te abrigar na casa da minha alma,
E, conTigo, o Pai e o Santo Espírito.

Faz que este corpo que tanto mal causou à minh’alma
Lhe dê o quádruplo em serviço
E metade de seus bens
A este meu empobrecido livre arbítrio.

A fim de que, segundo as palavras de salvação que dirigiste a Zaqueu,
Também eu seja digno de ouvir a Tua voz,
Pois também eu sou filho de Abraão,
E sigo a fé do nosso patriarca.

Jesus, Filho único do Pai, 668-673

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Questa voce è stata pubblicata il 24/02/2015 da in Atualidade eclesial, Fé e Espiritualidade, PORTUGUÊS con tag , , .

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San Daniele Comboni (1831-1881)

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Combonianum è stata una pubblicazione interna nata tra gli studenti comboniani nel 1935. Ho voluto far rivivere questo titolo, ricco di storia e di patrimonio carismatico.
Sono un comboniano affetto da Sla. Ho aperto e continuo a curare questo blog (tramite il puntatore oculare), animato dal desiderio di rimanere in contatto con la vita del mondo e della Chiesa, e di proseguire così il mio piccolo servizio alla missione.
Pereira Manuel João (MJ)
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