COMBONIANUM – Spiritualità e Missione

Blog di FORMAZIONE PERMANENTE MISSIONARIA – Uno sguardo missionario sulla Vita, il Mondo e la Chiesa MISSIONARY ONGOING FORMATION – A missionary look on the life of the world and the church

Para melhor conhecer o Islão: Sunitas, Xiitas, Ismailitas, Sufismo.

 Sunitas, Xiitas e Ismaelitas

Sunitas, Xiitas e Ismaelitas

Desde os primeiros tempos, pouco depois do desaparecimento do Profeta, que se criaram várias denominações no Islão. Os principais ramos são o Islão Sunita e o Islão Xiita.

Sem deixar claro quem deveria ser o seu sucessor na liderança da comunidade muçulmana (a “Umma”), os anciãos da comunidade entenderam que Abu Bakr, um dos primeiros convertidos ao Islão e companheiro fiel do Profeta, deveria ser o líder.

Abu Bakr foi o líder durante dois anos seguidos; após a sua morte, foi Omar que dirigiu a comunidade, por dez anos; el, logo de seguida, Osman, durante doze anos, foi o líder do Islão.

Após a morte de Osman, deu-se uma disputa em torno de quem deveria ser o novo califa. Para alguns, essa honra deveria recair sobre Ali, primo de Muhammad que era também casado com a sua filha Fátima. Para outros, o califa deveria ser o primo de Osman, Muawiyah.

A eleição de Ali, em 656, foi contestada por Muawiyah, originando uma guerra civil entre os partidários das duas fações. Ali acabaria por ser assassinado em 661 e Muawiyah conquistou o poder para si e para a sua família, fundando a dinastia dos Omíadas.

O conflito entre os dois campos não terminaria aqui, estendendo-se até aos dias de hoje, em continuadas lutas, das quais se destaca, logo em 680, o massacre, onde Hussein, filho de Ali, morreria contra as tropas de Yazid, filho de Muawiyah.

A origem dos dois principais ramos em que atualmente se divide o Islão teve como base esta diferente interpretação da forma de sucessão do Profeta. Os partidários de Ali (“shiat ali”, ou seja, Xiitas) acreditam que os três primeiros califas foram usurpadores que retiraram a Ali o seu direito legítimo à liderança.

Esta crença é justificada em “hadiths” interpretados como reveladores de que quando Muhammad se encontrava ausente, nomeava Ali como líder momentâneo da comunidade.

Atualmente, calcula-se que cerca de 90% dos muçulmanos sejam sunitas.

Escolas jurídicas sunitas

São quatro as principais tradições de interpretação dos textos do Islão. Estas escolas de jurisprudência, “madhabs”, interpretam de formas diversas a lei islâmica, a “Charia”.

Os nomes dados a estas tradições tomam o nome dos seus fundadores: a “Hanafita” (Hanafi, de Abu Hanifa), a “Shaafita” (de Shafi, de Muhammad Bin Idris Ash-Shafi), “Hanbalita” (Hanbali, de Ahmad Bin Hanbal), e “Malikita” (Maliki, de Abu Abd Allah Malik). Os muçulmanos portugueses e/ou residentes em Portugal são Hanafitas e Malikitas.

De resto, os Malikitas apresentam uma forte presença no Norte de África; os Shaafitas, no Médio Oriente, Indonésia, Malásia e Filipinas; os Hanafitas estão bastante presentes na Ásia Central e do Sul, assim como na Turquia; e os Hanbalitas são a escola dominante na Arábia Saudita e no Qatar.

Correntes xiitas

Para os Xiitas, o líder da comunidade muçulmana, o Imã, deve ser descendente de Ali e de sua esposa Fátima. O Islão Xiita pode, ainda, ser subdividido em três ramos principais, de acordo com o número de imãs que reconhecem: Xiitas Duodecimânicos Imãs, Ismailitas e Zayditas.

Todos estão de acordo quanto à legitimidade dos quatro primeiros imãs, porém, discordam em relação ao quinto: a maioria dos Xiitas acredita que o neto de Hussein, Muhammad Al-Baquir, era o imã legítimo, enquanto que outros seguem o irmão de Al-Baquir, Zayd bin Ali (Zayditas).

Os Xiitas que não reconheceram Zayd como imã permaneceram unidos durante algum tempo. O sexto imã, Jafar al-Sadiq (702-765), foi um grande erudito, tido em consideração pelos teólogos sunitas. A principal escola xiita de lei religiosa recebeu o nome de “Jafari”.

Após a morte de Jafar Al-Sadiq, ocorreu uma cisão no grupo: uns reconheciam como imã o filho mais velho de Al-Sadiq, Ismail bin Jafar (m. 765), enquanto que para outros o imã era o filho mais novo, Musa Al-Kazim (m. 799).

Este último grupo continuou a seguir uma cadeia de imãs até ao décimo segundo, Muhammad Al-Mahdi (falecido, ou de acordo com a visão religiosa, desaparecido em 874, o «imã oculto»).

Os primeiros ficaram conhecidos como Ismailitas; os que seguiram uma cadeia de doze imãs ficaram conhecidos como os Xiitas Duodecimânicos, maioritários no Irão. Em Portugal não ultrapassam meio milhar [dados publicados em 2006].

Há ainda uma minoria remanescente, constituída, entre outros, pelos Xiitas Septimânicos, mais conhecidos por Ismailitas, que estão espalhados por vários países, sendo a sua presença predominante na ÍNdia e Paquistão, Afeganistão, Azerbeijão, Canadá, EUA e Reino Unido. Em Portugal são cerca de dez mil [dados publicados em 2006] e têm em Lisboa o conhecido Centro Ismai’li.

As correntes Xiitas, dentro da linha que as orienta, têm um Imã como seu líder espiritual, que, no caso dos Ismailitas, é, neste momento, S.A. o Príncipe Karim Aga Khan.

Para os Ismailitas, Ismail nomeou o seu filho Muhammad ibn Ismail como seu sucessor, tendo a linha sucessória dos imãs continuado com ele e os seus descendentes. O Ismailismo dividiu-se, por sua vez, em vários grupos.

Sufismo

Do árabe “Tasawwuf”, é o vocábulo genérico que designa os grupos, escolas e correntes místicas e contemplativas. Nestes grupos são correntes os rituais, a existência de «piedosos», bem como de irmandades.

O sufismo é uma realidade efetivamente autónoma dos principais grupos islâmicos. Apesar de muitas escolas (“tariqas”) sufis poderem ser classificadas como xiitas ou sunitas.

Os Sufis constituem um grupo místico do Islão. A direção do “Tasawwuf” é designada de “o Caminho”. Um determinado caminho ou direção em particular constitui a “Tariqah”. É o caminho cujo objetivo é a procura do conhecimento, que significa “Conhecimento da Realidade Última ou Absoluta” que é Deus.

Este absoluto, atributo ou qualidade não contingente de Deus, é designado por “Al-Haq”, um dos Atributos Divinos, ou Nomes, por que Deus é descrito no Alcorão. “Al-Haq” significa “o Real” e “Al-Haqiqah” traduz-se por “a Verdade”. O “Conhecimento da Realidade Última”, ou a “Grande Verdade”, pode ser descrito em árabe como “ma’rifah haqiqah”, dois termos muito usados pelos Sufis.

De acordo com o Alcorão, a espécie humana foi criada pelo «Sopro Divino» e o nosso Eu essencial é esse sopro divino que está dentro de nós e a querer retornar para se unir ao Criador. O sopro divino dentro de cada um de nós faz-nos procurar a realização, a todos os níveis, da nossa psique, para atingir o objetivo de vida e afinal encontrar Deus.

Porque o nosso Eu é um pouco do Sopro Divino, acedemos a essa experiência simplesmente através da respiração. A respiração profunda leva-nos a um estado de maior consciencialização do nosso íntimo, podendo transportar-nos para além das fronteiras do nosso quotidiano físico, levando-nos a criar uma estreita ligação com as nossas origens e, portanto, com o nosso Criador.

É afinal esse despertar do estado da nossa consciência que se encerra na palavra árabe “Dhikr”. É um termo muito corrente no Alcorão, que significa «lembrar Deus». O objetivo das sessões de “Dhikr” dos Sufis é inspirar e expirar os Nomes de Deus e os Seus Atributos, mencionando-o frequentemente, catalisando um maior grau de consciencialização externa e interna.

Nestas sessões, cada indivíduo do grupo repete, usando as contas do seu terço e em uníssono, palavras e expressões relacionadas com Deus e os Seus atributos. Algumas das mais frequentemente utilizadas:

“Bimillah” (Em nome de Deus), “Ya Rahman” (Ó Beneficente), “Ya Rahim” (Ó Misericordioso), “Allahu Akbar” (Deus é O Maior), “Ya Sabur” (Ó Paciente), “Ya Ghaffar” (Ó Condescendente), “Ya Latif” (Ó Subtil), “Allahumma Innaka Afuwwun; tohib-ul-Afwa; fa Afu Anni” (Meu Deus, Tu de facto és o Perdoador; Tu gostas de perdoar; perdoa-me), “Salamun Kaulan Mir-Rab-ir-Rahim” (Paz é a palavra do Senhor Misericordioso).

O termo “Dhikr” e os seus derivados são referidos em mais de uma centena de versículos do Alcorão.

In “Religiões – História, textos, tradições”, ed. Paulinas
Publicado em 24.11.2015
http://www.snpcultura.org

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Questa voce è stata pubblicata il 31/01/2016 da in Atualidade eclesial, Atualidade social, PORTUGUÊS con tag , , , , .

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San Daniele Comboni (1831-1881)

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Combonianum è stato una pubblicazione interna di condivisione sul carisma di Comboni. Assegnando questo nome al blog, ho voluto far rivivere questo titolo, ricco di storia e patrimonio carismatico.
Il sottotitolo Spiritualità e Missione vuole precisare l’obiettivo del blog: promuovere una spiritualità missionaria.

Combonianum was an internal publication of sharing on Comboni’s charism. By assigning this name to the blog, I wanted to revive this title, rich in history and charismatic heritage.
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Sono un comboniano affetto da Sla. Ho aperto e continuo a curare questo blog (tramite il puntatore oculare), animato dal desiderio di rimanere in contatto con la vita del mondo e della Chiesa, e di proseguire così il mio piccolo servizio alla missione.
I miei interessi: tematiche missionarie, spiritualità (ho lavorato nella formazione) e temi biblici (ho fatto teologia biblica alla PUG di Roma)

I am a Comboni missionary with ALS. I opened and continue to curate this blog (through the eye pointer), animated by the desire to stay in touch with the life of the world and of the Church, and thus continue my small service to the mission.
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Manuel João Pereira Correia combonianum@gmail.com

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