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FP.pt 5/2017 Tempo Pascal – Celebração das “entranhas” de Deus

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PASCOA

Tempo Pascal – Celebração das “entranhas” de Deus

Estamos a viver mais um Tempo Pascal. Esta é certamente mais uma oportunidade para podermos aprofundar e intensificar a nossa experiência cristã. Sublinho esta ideia, pois parece-me que muitas vezes as comunidades gastam a maior parte das suas energias na preparação deste tempo, diminuindo, depois, a sua intensidade e concentração. Um olhar atento permite-nos perceber que o número de propostas de atividades e encontros no tempo da Quaresma é quase sempre superior ao do Tempo Pascal e isso não pode deixar de nos interpelar. Sabemos que uma boa celebração pressupõe uma boa preparação, mas não podemos pensar que a preparação é por si mesmo a celebração. Deste modo aquilo que fazemos na Quaresma ajuda-nos a preparar a Páscoa, mas não esgota, não pode esgotar, a celebração pascal. O Tempo Pascal é o tempo por excelência para celebrarmos e aprofundarmos a experiência central do cristianismo. O que nele formos capazes de fazer certamente marcará, depois, todo o tempo. Nesse sentido as linhas que se seguem pretendem ser uma proposta de reflexão e itinerário que apontem algumas pistas para a vivência do tempo pascal.

Para isso, o nosso falar de Deus não pode continuar a ser, como muitas vezes tem sido, um falar acerca de algo com o qual não estamos verdadeiramente comprometidos, ou então, um falar que não nos compromete na intervenção ativa no mundo em que vivemos. Na verdade, muitas vezes falámos da essência de Deus como se fala da essência das coisas. Mas quando queremos falar de uma pessoa, querendo referir-nos ao seu mais nuclear e íntimo, então dizemos que falamos das suas “entranhas”.

Pois bem, «No cristianismo temos que lidar com as entranhas de misericórdia de Deus manifestadas na pessoa de Jesus, que por nós se entregou na morte e que pela ressurreição nos tornou possível uma vida nova e a ressurreição de toda a carne. A entranha do cristianismo é que Deus teve corpo de homem (encarnação) e, por isso, tem entranhas de humanidade, sabendo por si mesmo o que é ser homem, com a sua realização no tempo (história) e a sua consumação pelo tempo (morte). O cristianismo vai das entranhas de Deus encarnado às entranhas do ser humano mortal e pecador, redimível e ressuscitável na sua constituição visceral.» (1)

Em última instância quando falamos do Mistério de Deus referimo-nos a esta profunda realidade de um Deus que ao fazer-se homem ratifica, glorifica e afirma, para todo o sempre, a condição humana. Em Jesus Cristo o ser humano vive até ao máximo todas as suas potencialidades ontológicas. Verdadeiramente o ser humano está feito para Deus. Neste sentido, podemos afirmar que Cristo surge como o intérprete supremo da existência humana.

Por isso, ao falarmos da salvação temos que falar desta relação com Deus que, de uma maneira definitiva, afirma a existência humana sem a destruir ou degradar, integrando o seu enraizamento no tempo (dando respostas concretas, na existência concreta) e concedendo-lhe a possibilidade de uma existência plena (divinização), à qual anseia no seu mais íntimo, perdoando-lhe, pois, tudo o que é rutura e ofensa.

No entanto, «A história moderna do ocidente cometeu o erro de concentrar a atenção do homem nas ordens morais, psicológicas e sociais. Em consequência percebeu a vida humana e a relação com Deus sobretudo como um fazer moral, rutura moral, ou reconstrução moral. O pecado foi a categoria determinante da relação com Deus num sentido, e o cristianismo compreendeu-se como proposta de redenção enquanto perdão, superação ou anulação do pecado. Isto causou uma depauperação tanto do sentido soteriológico fundamental da vida humana, como do sentido da mensagem cristã, que é muito mais fundo e complexo do que essa significação deixa suspeitar». (2).

Só podemos verdadeiramente falar do cristianismo e do Mistério de Deus se entendermos Deus e o ser humano de uma maneira encarnativa e relacional. Falar de Deus hoje é, portanto, falar das suas entranhas e essas são entranhas de misericórdia.

Talvez aqui convenha determo-nos um pouco na expressão misericórdia. É que esta palavra pode conter para nós uma determinação negativa, porque imediatamente nos pode remeter para a situação de miséria prévia em que se encontra aquele sobre quem se exerce a misericórdia. Mas a expressão rahamim, que a palavra misericórdia quer traduzir, diz algo de mais prévio e primordial, diz a emoção que subindo do mais íntimo das profundezas implica todo o ser nesse movimento. É neste sentido que se pode afirmar que a mãe tem misericórdia do seu filho, não querendo com isso dizer, em primeira mão, que tem pena ou compaixão dele, mas que o ama como fruto das suas entranhas. Também Deus nos ama por aquilo que somos. Ama-nos como uma mãe ama os filhos que carregou no seu seio. Ama-nos antes de ter pena de nós porque somos indigentes e pecadores. Deus ama-nos porque nós somos fruto das suas entranhas. É neste sentido que devemos falar de Deus como Pai.

A expressão ABBA, com que Jesus Cristo se dirige ao Pai e que o Espírito Santo coloca também na nossa boca ao dirigirmo-nos a Deus, é a expressão com maior densidade teológica de todo o Novo testamento (3). Falar de Deus como Pai é falar das entranhas de Deus, ou seja, é falar daquilo que é nuclear e íntimo no próprio Mistério de Deus. Ao falar de Deus como Pai misericordioso é necessário centrarmo-nos nesta imagem de um Pai que, acima de tudo, tem ternura, carinho e amor por aqueles que são fruto das suas entranhas. Só depois podemos passar a uma outra leitura que nos fala de um Deus que tem pena da nossa indigência e nos perdoa os nossos pecados.

«Deus é acima de tudo Deus de ternura e por sê-lo é Deus de piedade, compaixão e misericórdia. Ele olha, em primeiro lugar, ao nosso ser de filhos saído das suas entranhas e fruto do seu amor; em segundo lugar compadece-se da nossa pobreza e tem misericórdia da nossa debilidade; em terceiro lugar oferece-nos o perdão dos nossos pecados. Esta é a ordem a partir da qual temos que pensar Deus: ternura, misericórdia e compaixão, perdão. Essas são as suas entranhas […].» (4)

A reação primordial de um pai ou de uma mãe para com os seus filhos, reação à luz da qual podemos entender um pouco melhor a relação primordial de Deus para com o ser humano, é, acima de tudo, carinho, ternura e amor. Deus não se relaciona com o ser humano como alguém longínquo e “exterior”, mas como alguém profundamente próximo e “interior”. É ele que cria o ser humano; é ele que o gera no seu seio de amor e ternura, por isso, este é destinatário permanente do seu amor e, ao mesmo tempo, aquele que é constantemente esperado no amor. O olhar de Deus dirige-se ao ser humano como aquele que ele criou e com o impulso com que as entranhas orientam em direção ao seu fruto.

Esta dimensão de Deus Pai não anula, de maneira nenhuma todas as outras dimensões, com as quais estamos habituados a pensá-lo. Pelo contrário, a justiça, a santidade e a majestade são outra forma de se manifestar o mesmo amor do Pai. A misericórdia de Deus, ou seja este amor das entranhas, é, no entanto, o seu principal traço característico, aquele a partir do qual todos os outros podem melhor ser compreendidos; aquele no qual irrompe já o escatológico, o último e o definitivo, podendo, por isso ser o fundamento de toda a esperança. A misericórdia é, como que, a “chave” que nos permite compreender e viver melhor o Mistério de Deus e, por isso é a “chave” do Evangelho e, consequentemente, a “chave” de toda a vida cristã. (5)

É esta ideia de paternidade e esta certeza do amor com que somos amados que está profundamente marcada na condição humana. De facto, desde o nascimento o ser humano vai sendo constituído na sua identidade à medida que vai integrando a relação que tem com os pais e com aqueles que o rodeiam. Quando todo este processo é marcado pela ternura e pelo amor, o ser humano é capaz de ter uma confiança radical na existência; quando, pelo contrário, a violência marca uma presença determinante, então estão reunidas as condições para que a sua identidade fique profundamente marcada pelo conflito e pelo confronto e se vá forjando um ser que pensa que a existência se faz à custa dos outros e contra os outros.

Também na relação com Deus esta realidade está presente. Se a imagem que nos dão de Deus é a imagem de um Deus que está atento a tudo o que fazemos para constantemente nos pedir contas e nos castigar, então a relação com ele far-se-á fundamentada na desconfiança e no conflito, ou pura e simplesmente será ignorada e posta de lado. Se, pelo contrário, nos falam e testemunham Deus como aquele que nos ama a partir das suas entranhas, então poderemos ser capazes de entender essa relação como sendo importante para a nossa existência e até mesmo de perceber que ela seja constitutiva do nosso ser.

A reflexão teórica que temos vindo a fazer poder certamente ser importante, mas é necessário que ela tenha consequências na experiência vital. Trata-se, pois, de pôr a teoria ao serviço da vida. Nesse sentido seguem-se algumas sugestões:

Levando a sério o amor de Deus (amor das entranhas) impõe-se uma releitura do “ascetismo cristão”. Na verdade, este, talvez devido a influências dualistas (corpo como oposto a espírito), percorreu certos caminhos que, em alguns casos, acabaram por proclamar a renúncia e a dor como sendo valores por si mesmos e não como negatividades, que só podem ser positivas como aceitação do inevitável no serviço do amor e na realização do sentido da vida. Textos como «quem quiser vir em pós de mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me», tomados absolutamente fora do seu contexto, marcaram de uma maneira profunda a orientação fundamental da piedade cristã, tendo sido considerados como a marca do autenticamente cristão. Sem negar minimamente o seu valor e, muito menos, sem negar o acontecimento central da cruz, o que não podemos continuar a ignorar é que o seu isolamento e descontextualização os deformam gravemente.

Jesus não viveu para a cruz, mas para Deus e para os seres humanos. Esse é o horizonte primeiro e último do seu viver à luz do qual também a cruz pode ser olhada. A cruz é um acontecimento que brota da plenitude da sua vida e da sua liberdade, a partir das quais Jesus enfrentou a própria morte, testemunhando o valor e a coerência da sua existência. Visto a partir deste contexto o acontecimento da cruz não se altera, mas o seu significado pode ser percebido de outra maneira, pois a ressurreição surge no primeiro plano, como vitória e confirmação definitiva de sua vida, a partir do próprio Deus. A experiência global da sua vida não é de uma vida triste, assombrada pela morte, mas a de uma vida plena, marcada pelo sentido que a relação com Deus lhe dá.

Dentro da mesma linha, podemos afirmar que tem havido uma grave deformação na mentalidade cristã quando, muitas vezes, parece que só descobre a Deus no preferencialmente negativo. Quase que parece evidente que quando passamos por dificuldades e sofrimentos ali está, com toda a certeza, Deus. Pelo contrário, existe uma certa tendência em exclui-lo da alegria e da felicidade (inclusivamente algumas vezes até parece que temos medo de o recordar nesses momentos, não seja que tudo se altere).

Mas nós sabemos que Deus criou o ser humano para a felicidade e para a plenitude. Por isso me parece evidente que se alegre com as nossas alegrias e que se regozije com o que de bom nos sucede. Educar para descobrir a Deus nos acontecimentos positivos da vida, constitui, para mim, uma urgência da pedagogia cristã. Na alegria, bem vivida, na realização das nossas plenitudes, anuncia-se a Alegria Definitiva e a Plenitude Ultima que Deus é. Isto não significa que Deus esteja ausente do sofrimento e da dor. Isso seria desumano. Mas se está ai, é precisamente porque quer transformar a negatividade dessas situações, ajudando a redescobrir o sentido da vida. Nem sempre, nós cristãos, temos sido capazes de refletir na nossa vida e nos nossos próprios rostos a alegria de Deus. E este é também um dos seus traços fundamentais. Julgo que é também nesta linha que se pode entender o constante apelo que o papa Francisco tem feito a sermos anunciadores e testemunhas da Alegria do Evangelho.

A maneira como olhamos o mundo também me parece ser merecedora de uma referência. O mundo em que vivemos não é perfeito, não está acabado e nele existe muita coisa mal que é urgente alterar. Mas o cristão não pode fugir do mundo, olhando para ele como se fosse obra do mal. Só existe este mundo, que pode e deve ser transformado, à luz do projeto de Deus. Nesta linha parece-me ser verdadeiramente importante e urgente ter bem presente o desafio que nos é dirigido na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium:

«Precisamos de identificar a cidade a partir de um olhar contemplativo, isto é, de um olhar de fé que descubra Deus que habita nas suas casas, nas suas ruas, nas suas praças […]. Esta presença não precisa de ser criada, mas descoberta, desvendada» (n.º 71).

É nessa mesma direção que se afirma mais à frente:

«Torna-se necessária uma evangelização que ilumine os novos modos de se relacionar com Deus, com os outros e com o ambiente, e que suscite os valores fundamentais. É necessário chegar aonde são concebidas as novas histórias e paradigmas, alcançar com a Palavra de Jesus os núcleos mais profundos da alma das cidades» (n.º 74).

E ainda, ao falar na «via da beleza» como caminho de descoberta da presença de Deus: «É preciso ter a coragem de encontrar os novos sinais, os novos símbolos, uma nova carne para a transmissão da Palavra, as diversas formas de beleza que se manifestam em diferentes âmbitos culturais, incluindo aquelas modalidades não convencionais de beleza que podem ser pouco significativas para os evangelizadores, mas tornaram-se particularmente atraentes para os outros» (n.º 167).

A modo de conclusão destas breves e simples sugestões, recorro, novamente, ao texto da Exortação:

«Confessar um Pai que ama infinitamente cada ser humano implica descobrir que “assim lhe confere uma dignidade infinita”. Confessar que o Filho de Deus assumiu a nossa carne humana significa que cada pessoa humana foi elevada até ao próprio coração de Deus. Confessar que Jesus deu o seu sangue por nós impede-nos de ter qualquer dúvida acerca do amor sem limites que enobrece todo o ser humano. […] A partir do coração do Evangelho, reconhecemos a conexão íntima que existe entre evangelização e promoção humana, que se deve necessariamente exprimir e desenvolver em toda a ação evangelizadora. A aceitação do primeiro anúncio, que convida a deixar-se amar por Deus e a amá-Lo com o amor que Ele mesmo nos comunica [amor das entranhas], provoca na vida da pessoa e nas suas ações uma primeira e fundamental reação: desejar, procurar e ter a peito o bem dos outros» (n.º 178).

Parece-me sinceramente que a celebração deste tempo privilegiado não pode ficar na contemplação do Ressuscitado, mas deve implicar o testemunho dos frutos da Ressurreição, e esses não podem deixar de passar pela celebração e testemunho das “entranhas de misericórdia” do nosso Deus, ou seja pelo testemunho desse amor que nos faz querer, procurar e promover o bem dos outros, de todos os outros, preferencialmente daqueles que se encontram marginalizados em tantas periferias.

(1) Olegario González de Cardedal, La entraña del cristianismo, Secretariado Trinitario, Salamanca 1997, V. O uso da palavra “entranha” tem fases sucessivas. Num primeiro momento é sinónimo de vísceras, tripas, intestinos, interioridade, para depois querer significar núcleo, centro, parte substancial. Entranha é a tradução da expressão Rèhem, que significa o seio materno, o útero, o lugar originário do surgimento da vida humana. Neste sentido entranhas (Rahamim, plural de Rèhem) podem significar aquilo que é o irredutivelmente pessoal, o primeiro num certo sentido e o último noutro. De um sentido quase que biológico, passamos a um sentido psicológico pessoal para significar ternura, misericórdia. Num giro reduplicativo podemos mesmo falar das entranhas de misericórdia, para designar uma misericórdia intensa e radical (cf. Ibidem, 45-46).

(2) Ibidem, 3.

(3) A este propósito conferir Olegário González de Cardedal, Jesus de Nazaret. Aproximación a la cristologia = BAC Maior 9, BAC, Madrid 19933, sobretudo as páginas 97-104. Cf. também Joachim Jeremias, Abba. El mensaje central del nuevo testamento, Sígueme, Salamanca 1989, 3a. ed.

(4) Olegario González de Cardedal, La entranha, 47.

(5) Cf Walter Kasper, Misericórdia. Condição fundamental do Evangelho e chave da vida cristã, Lucerna 2015.

Juan Ambrosio
Faculdade de Teologia, Universidade Católica Portuguesa
Publicado em 09.04.2015
http://www.snpcultura.org


 

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Questa voce è stata pubblicata il 11/04/2017 da in Artigo mensal, Fé e Espiritualidade, PORTUGUÊS con tag , .

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