COMBONIANUM – Spiritualità e Missione

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FP.pt 11/2017 Cantalamessa – Segunda pregação do Advento 2017

Formação Permanente – português
FP.pt 2017-11 Cantalamessa – Segunda pregação do Advento 2017

Segunda pregação do Advento
do Pe. Raniero Cantalamessa

II-PREGAÇÃO-DO-ADVENTO-2017

“CRISTO É O MESMO, ONTEM, HOJE E SEMPRE”
(Hb 13,8)
A onipresença de Cristo no tempo

 

1. Cristo e o tempo

Depois de ter meditado, da última vez, no lugar que a pessoa de Cristo ocupa no cosmos, queremos dedicar essa segunda reflexão ao lugar que Cristo ocupa na história humana; depois da presença no espaço, aquela no tempo.

Na Missa da Noite de Natal na Basílica de São Pedro, foi restaurado, depois do concílio, o antigo canto da Kalenda, retirado do Martirológio Romano. Nele, o nascimento de Jesus Cristo é colocado no final de uma série de datas que o situam ao longo do tempo. Aqui estão algumas frases:

“Transcorridos muitos séculos desde que Deus criou o mundo […];
treze séculos depois da saída de Israel do Egito sob a guia de Moisés;
cerca de mil anos depois da unção de Davi como rei de Israel; […];
na nonagésima quarta Olimpíada de Atenas;
no ano setecentos e cinquenta e dois da fundação de Roma; […]
no quadragésimo segundo ano do Império de César Otaviano Augusto,
enquanto reinava a paz sobre a terra, na sexta idade do mundo.
Jesus Cristo, Deus Eterno e Filho do Eterno Pai,
querendo santificar o mundo com a sua vinda,
foi concebido por obra do Espírito Santo e se fez homem;
transcorridos nove meses nasceu da Virgem Maria em Belém de Judá.

Esta forma relativa de calcular o tempo, a partir de um princípio e se referindo a diferentes eventos, estava destinada a mudar radicalmente com a vinda de Cristo, mesmo que não tenha acontecido imediatamente e de uma só vez. Oscar Cullmann, no conhecido estudo “Cristo e o Tempo”, explicou com a maior clareza em que consistia esta mudança no modo humano de calcular o tempo.

Nós não começamos mais de um ponto inicial (a criação do mundo, a saída do Egito, a fundação de Roma, etc.), seguindo um progresso que avança em direção a um futuro ilimitado. Começamos agora de um ponto central, o nascimento de Cristo, e calculamos o tempo que o precede de uma maneira decrescente em direção a ele: cinco séculos, quatro séculos, um século antes de Cristo … e, de modo crescente o tempo que o segue: um século, dois séculos ou dois milênios depois de Cristo. Dentro de alguns dias, vamos comemorar o 2017° aniversário daquele evento.

Esta maneira de calcular o tempo, dizia, não se impôs imediatamente e da mesma maneira. Com Dionísio Exíguo, em 525, começou-se a calcular os anos a partir do nascimento de Cristo, e não desde a fundação de Roma; mas só a partir do século XVII (parece que com o teólogo Denis Pétau, chamado Petavius) espalhou-se o costume de contar também o tempo antes de Cristo de acordo com os anos que precederam a sua vinda.

Chegou-se assim ao uso geral, expressado pelas fórmulas: ante Christum natum (abreviado a.C.) e post Christum natum (abreviado p.C.); antes de Cristo, depois de Cristo.
Já faz algum tempo que está se espalhando o costume, especialmente no mundo anglo-saxão e nas relações internacionais, de evitar essa redação, não apreciada, por razões compreensíveis, por pessoas pertencentes a outras religiões ou a nenhuma religião. Em vez de falar de “era cristã” ou “de ano do Senhor”, se prefere falar de “era atual” ou “era comum” (“Common era”).

Às palavras “antes de Cristo” (a. C.) prefere-se “antes da era comum” (em inglês BCE) e àquele “depois do Cristo” (d.C.) as palavras “era comum” (em inglês CE). Muda-se a forma de dizer, mas não a substância da coisa; o cálculo dos anos e do tempo permanece o mesmo.

Oscar Cullmann deixou claro qual é a novidade da nova cronologia, introduzida pelo cristianismo. O tempo não procede por ciclos que se repetem, como acontecia no pensamento filosófico dos gregos e, entre os modernos, em Nietzsche, mas progride linearmente, a partir de um ponto não especificado (e na realidade não datável) que é a criação do mundo, em direção a um ponto igualmente indefinido e imprevisível que é parusia.

Cristo é o centro da linha, aquele a quem tudo tende antes dele e do qual tudo depende depois dele . Ao se definir “o Alfa e o Ômega” da história (Ap 21,6), o Ressuscitado assegura que não só reúne o princípio no final, mas ele mesmo é esse princípio não especificado e esse fim imprevisível, o autor da criação e da consumação.

Na época, a posição de Cullmann encontrou uma forte reação hostil dos representantes da teologia dialética, dominante naquele momento: Barth, Bultmann e seus discípulos. Tal teologia tendia a des-historicizar o Kerygma, reduzindo-o a um existencialístico “apelo à decisão”.

Professava, consequentemente, um marcado desinteresse pelo “Jesus da história” em favor do chamado “Cristo da fé”. O renovado interesse pela “história da salvação” na teologia do pós Concílio e a volta do interesse pelo Jesus da história na exegese (a assim chamada “nova pesquisa histórica sobre Jesus” ), confirmou a validez da intuição de Cullmann.

Uma conquista da teologia dialética permaneceu intacta: Deus é totalmente outro, diferente do mundo, da história e do tempo: entre as duas realidades há uma “infinita e irredutivível diferença qualitativa”. Quando se trata de Cristo, no entanto, a esta certeza da infinita diferença, junta-se sempre a afirmação da igualmente “infinita” semelhança.

É o próprio núcleo da definição de Calcedônia, expressado com os dois advérbios “inconfundidos, indivisíveis, sem confusão e sem separação. De Cristo, devemos dizer, de uma maneira eminente, que está “no mundo”, mas não é “do mundo”; está na história e no tempo, mas transcende a história e o tempo.

2. Cristo: figura, evento e sacramento

Vamos agora tentar dar um conteúdo mais preciso à afirmação da onipresença de Cristo na história e no tempo. Não é uma presença abstrata e uniforme. Atua de modo diferenciado nas diversas fases da história da salvação. Cristo “é o mesmo, ontem, hoje e sempre” (Heb 13,8), mas não com a mesma modalidade. Ele está presente no Antigo Testamento como figura, está presente no Novo Testamento como evento e está presente no tempo da Igreja como sacramento.

A figura anuncia, antecipa e prepara o evento, enquanto o sacramento o celebra, o torna presente, o atualiza e, em certo sentido, o prolonga. Nesse sentido, a liturgia nos faz dizer no Natal: “Hodie Christus natus est, hodie Salvator apparuit”: “Hoje nasceu Cristo, hoje apareceu o Salvador”.

É uma afirmação constante de São Paulo que, no Antigo Testamento, tudo – eventos e personagens – refere-se a Cristo; é um “tipo”, uma profecia ou uma “alegoria” dele. Mas a convicção remonta ao Jesus dos Evangelhos, que aplica a si mesmo muitas palavras e fatos do Antigo Testamento.

De acordo com Lucas, o Ressuscitado viajando com dois discípulos para Emaús, “começando com Moisés e todos os profetas, lhes explicou em todas as Escrituras o que se referia a ele” (Lc 24, 27). A tradição cristã inventou fórmulas curtas para expressar esta verdade de fé, dizendo, por exemplo, que a Lei estava “grávida” de Cristo; a liturgia da Igreja vive, praticamente, dessa convicção e lê em referência a Cristo todas as páginas do Antigo Testamento.

Dizer, então, que Cristo está presente no Novo Testamento como “evento”, significa afirmar o caráter único e irrepetível dos eventos históricos relativos à pessoa de Jesus e, em particular, ao seu mistério pascal de morte e ressurreição. O evento é o que acontece semel, “de uma vez por todas” (Heb 9, 26-28) e, como tal, não é repetível, estando encerrado no espaço e no tempo.

Finalmente, dizer que Cristo está presente na Igreja como um “sacramento”, significa afirmar que a salvação atuada por ele torna-se operacional na história através dos sinais que ele instituiu. A palavra “sacramento” deve ser entendida aqui no sentido mais amplo, que inclui os sete sacramentos, mas também a palavra de Deus e, de fato, toda a Igreja como “sacramento universal de salvação”.

Graças aos sacramentos, o semel torna-se quotiescunque, o “uma só vez”, se torna “toda vez”, como afirma Paulo da ceia do Senhor: “Toda vez (quotiescunque) que comeis este pão e bebeis o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha” (1 Cor 11, 26).

Quando se fala da presença de Cristo na história da salvação como figura, como evento e como sacramento, é necessário evitar o erro de Joaquim de Fiore (ou pelo menos atribuído a ele): o de dividir toda a história humana em três épocas: a época do Pai que seria o Antigo Testamento, a era do Filho que seria o Novo Testamento e a era do Espírito Santo que seria o tempo da Igreja.

Isso não só seria contrário à doutrina da Trindade (que sempre atua conjuntamente nas obras ad extra), mas também à doutrina cristológica. O evento de Cristo não é um dos três momentos ou das três fases da história, mas o centro delas, aquilo ao qual o tempo tende antes dele e desse ponto o tempo ganha sentido depois dele. É o eixo que os une e os distingue. Esta é precisamente a verdade expressa pela nova cronologia que divide o tempo em “antes de Cristo” e “depois de Cristo”.

3. O encontro que muda a vida

Agora, como de costume, passamos do macrocosmo ao microcosmo, da história universal à história pessoal, isto é, da teologia à vida. A constatação de que Cristo, também no costume universal de datar os eventos, é reconhecido como o pivô e o eixo do tempo, o baricentro da história, não deve ser para um cristão um motivo de orgulho e triunfalismo, mas uma oportunidade para um austero exame de consciência.

A primeira pergunta é simples: Cristo também é o centro da minha vida, da minha pequena história pessoal? Do meu tempo? Ele ocupa um lugar central apenas na teoria, ou também de fato? É uma verdade só pensada ou também vivida?

Na vida da maioria das pessoas há um evento que divide a vida em duas partes, cria um antes e um depois. Para os casais, isso, geralmente, é o casamento e eles dividem dessa forma as suas vidas: “antes de casar-me” e “depois de casado”; para os sacerdotes é a ordenação sacerdotal: antes da ordenação, após a ordenação; para os religiosos, é a profissão religiosa.

São Paulo também dividiu sua própria vida em duas partes, mas a divisória não era nem o matrimônio e nem a ordenação. “Eu era, eu era…”, escreve aos filipenses – e segue uma lista de todos os seus títulos e garantias de santidade (circuncidado, judeu, observador da lei, irrepreensível); mas de repente tudo isso, de lucro, tornou-se para ele perda, de causa de orgulho a lixo. Por quê? “Por motivo, ele diz, da sublime vantagem de conhecer a Cristo Jesus como meu Senhor” (Fil 3, 5ss).

O incrível encontro com Cristo criou na vida do Apóstolo uma espécie de “antes de Cristo” e “depois de Cristo” pessoal.

Para nós, esta divisória é mais difícil de identificar; tudo é fluido, diluído ao longo do tempo e marcado pelos chamados “ritos de passagem”: batismo, crisma, matrimônio, ordenação sacerdotal ou profissão religiosa. Como podemos fazer para, também nós, experimentarmos algo do que São Paulo, Santo Hilário e muitos outros experimentaram como eles?

Felizmente, um evento assim não é fruto exclusivo dos sacramentos; de fato, os sacramentos podem muito bem não representar nenhuma “passagem”, do ponto de vista existencial. O encontro pessoal com Cristo é um evento que pode acontecer em qualquer momento da vida. Sobre isso, a exortação apostólica Evangelii gaudium escreve:

“Convido todo o cristão, em qualquer lugar e situação que se encontre, a renovar hoje mesmo o seu encontro pessoal com Jesus Cristo ou, pelo menos, a tomar a decisão de se deixar encontrar por Ele, de O procurar dia a dia sem cessar. Não há motivo para alguém poder pensar que este convite não lhe diz respeito, já que «da alegria trazida pelo Senhor ninguém é excluído»”(EG, 3).

Em uma homilia anônima de 4ª época de Páscoa, precisamente no ano 387, o bispo faz uma afirmação surpreendentemente moderna, quase existencialista, ante litteram. Ele diz:
“Para cada homem, o princípio da vida é aquele do qual Cristo foi sacrificado por ele. Mas Cristo é sacrificado por ele no momento em que reconhece a graça e torna-se consciente da vida trazida a ele por essa imolação “.

Ao nos aproximarmos do Natal, podemos aplicar ao nascimento de Cristo aquilo que o autor diz sobre a sua morte. “Para cada homem, o princípio da vida é aquele a partir do qual Cristo nasceu por ele. Mas, Cristo nasce por ele no momento em que ele reconhece a graça e torna-se consciente da vida adquirida desse nascimento “.

É um pensamento que atravessou, pode-se dizer, toda a história da espiritualidade cristã, começando com Orígenes, passando por Santo Agostinho, São Bernardo, Lutero e outros: “O que me importa – dizia – que Cristo tenha nascido uma vez de Maria em Belém, se não nasce também por fé na minha alma? ”. Neste sentido, todo Natal, também deste ano, poderia ser o primeiro verdadeiro Natal da nossa vida.

Um filósofo ateu descreveu em uma página famosa o momento em que alguém descobre a existência, das coisas; descobre que elas existem na realidade e não apenas no pensamento.

“Eu estava – ele escreve – no jardim público. A raiz do castanheiro se afundava na terra, logo abaixo do meu banco. Não me lembrava mais que era uma raiz. As palavras haviam desaparecido e, com elas, o significado das coisas, os modos de uso delas, os fracos sinais de reconhecimento que os homens traçaram na superfície […]. E então eu tive esse flash de iluminação. Fiquei sem respiração. Nunca, antes desses últimos dias, eu havia entendido o que significa “existir”. Eu era como os outros, como aqueles passeando pelo mar em suas roupas de primavera. Eu falava como eles: “O mar é verde, aquele ponto branco lá é uma gaivota”, mas não sentia que aquilo existisse, que a gaivota era uma “gaivota existente”; geralmente a existência se esconde. Está ali, à nossa volta, não se pode dizer duas palavras sem falar dela e, por fim, não a tocamos […]. E então, de repente, estava lá, tão claro como o dia: a existência de repente se revelou”.

Algo parecido acontece quando alguém que pronunciou infinitas vezes o nome de Jesus, que conhece quase tudo sobre ele, que celebrou inúmeras Missas, um dia descobre que Jesus não é so uma memória do passado, por mais litúrgica e sacramental que não é um conjunto de doutrinas, de dogmas, um objeto de estudo; não é, em suma, um personagem, mas uma pessoa viva e existente, mesmo que invisível aos olhos. Eis que Cristo nasceu nele; ocorreu um salto qualitativo em seu relacionamento com Cristo.

Isto é o que experimentaram grandes conversos, quando, por um encontro, uma palavra, uma iluminação do alto, de repente uma grande luz acendeu-se neles, também eles “perderam a respiração” e exclamaram: “Mas, então, Deus existe! É tudo verdade!”

Aconteceu, por exemplo, com Paul Claudel que, no dia de Natal de 1886, entrou, por curiosidade, na catedral de Notre Dame em Paris e, ouvindo o canto do Magnificat, teve “o sentimento lacerante da eterna infância de Deus” e exclamou: “Sim, é verdade, é verdade! Deus existe. Está aqui. É alguém, é um ser pessoal como eu! Ele me ama, me chama”. Naquele momento, escreveu mais tarde: “Eu senti toda a fé da Igreja entrar em mim “.

Mas vamos dar um passo à frente. Cristo, nós vimos, não é apenas o centro, ou o baricentro, da história humana, aquele que, com a sua vinda, cria um antes e um depois no passar do tempo; Ele também é aquele que preenche todos os momentos deste tempo; é “a plenitude”, o Pleroma (Col 1:19), também no sentido ativo que enche de si a história da salvação: primeiro como figura, depois como evento e, finalmente, como sacramento.

O que tudo isso significa, transportado ao plano pessoal? Isso significa que Cristo também deve preencher o meu tempo. “Preencher de Jesus mais instantes possíveis da própria vida”: não é um programa impossível. Não é uma questão de passar todo o tempo pensando em Jesus, mas de “perceber” sua presença, abandonando-se a sua vontade, dizendo-lhe rapidamente “Eu te amo!”, sempre que tivermos a oportunidade (melhor, a inspiração! ) de voltar-nos para nós mesmos.

A tecnologia moderna nos oferece uma imagem que pode nos ajudar a entender do que se trata: a conexão à internet. Viajando e ficando fora, fiz a experiência do que significa agitar-se por um longo tempo para conseguir ter conexão com a internet, com fio ou sem fio, e, finalmente, quando estava prestes a desistir, eis que, de repente, aparece na tela a página libertadora do Google. Se antes eu me sentia cortado fora, sem poder receber o correio, buscar uma informação, comunicar com os da minha comunidade, eis que, agora, se abre diante de mim o mundo todo. A conexão aconteceu.

Mas, o que é essa conexão em comparação com aquela que se realiza quando alguém se “conecta” pela fé com Jesus Ressuscitado e vivo? No primeiro caso, a pessoa se abre para um pobre e trágico mundo dos homens; aqui, a pessoa se abre ao mundo de Deus, porque Cristo é a porta, é o caminho que conduz à Trindade e ao infinito.

A reflexão sobre “Cristo e o tempo” que tentamos fazer pode obrar uma cura interior importante para a maioria de nós: a cura do arrependimento estéril da “abençoada juventude”, a libertação dessa mentalidade entrincheirada que nos leva a ver na terceira idade somente uma derrota e uma doença, e não também uma graça. Diante de Deus, o melhor momento da vida não é o mais cheio de possibilidades e atividades, mas o tempo mais repleto de Cristo porque esse já se insere na eternidade.

O próximo ano veremos os jovens no centro da atenção da Igreja com o sínodo sobre “Os jovens e a fé” em preparação para as Jornadas Mundiais da Juventude. Ajudemos-lhes a preencher de Cristo a sua juventude e teremos dado a eles o dom mais bonito”.

Terminamos lembrando as palavras com as quais a entrada do eterno no tempo é proclamada na noite de Natal, com a simplicidade típica do “sublime”: “no quadragésimo segundo ano do Império de César Otaviano Augusto, enquanto reinava a paz sobre a terra. Jesus Cristo, Deus Eterno e Filho do Eterno Pai, foi concebido, em Belém de Judá, da Virgem Maria, e se fez homem;”.

Em torno do Natal do ano 1308 morria a grande mística Santa Angela de Foligno. Do seu leito de morte, dirigindo-se aos filhos espirituais que estavam ao seu redor, em um momento exclamou: “O Verbo se fez carne!” E depois de um longo intervalo, como se voltasse de outro mundo, acrescentou: “Toda criatura falha; a inteligência dos anjos não é suficiente! “. “Em que, perguntaram a ela, toda criatura falha, e em que a inteligência dos anjos não é suficiente?”. Ela respondeu: “Para entender! “. Ela estava certa.

Que a Virgem Mãe nos obtenha a graça de acolher com alegria e espanto o Verbo que vem morar entre nós.

Santo Padre, Veneráveis Padres, irmãos e irmãs, Feliz Natal a todos!

Informações: Vatican News (Tradução do original italiano feita por Thácio Siqueira)
http://www.diocesedeamparo.org.br

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Questa voce è stata pubblicata il 23/12/2017 da in Artigo mensal, Fé e Espiritualidade, PORTUGUÊS con tag , .

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Sono un comboniano affetto da Sla. Ho aperto e continuo a curare questo blog (tramite il puntatore oculare), animato dal desiderio di rimanere in contatto con la vita del mondo e della Chiesa, e di proseguire così il mio piccolo servizio alla missione.
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