COMBONIANUM – Formazione e Missione

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O Pão do Domingo da Sagrada Familia (B)

Festa da Sagrada família

la sagrada kirken

1ª Leitura – Eclo 3,3-7.14-17a
Salmo – Sl 127,1-2.3.4-5 (R. Cf 1)
2ª Leitura – Col 3, 12-21
Evangelho – Lc 2, 22-40

Hoje, neste domingo, a Igreja nos convida a voltarmos nosso olhar para Jesus, Maria e José, a Sagrada Família de Nazaré. Olhando para eles, nos vemos. E o que podemos contemplar?

Sabemos que nossas famílias, nos diferentes e complexos modos como se arranjam para sobreviver, vivem muitos momentos de alegria, felicidade, amor repartido; mas também estão sujeitas a inúmeras dificuldades, e a elas resistem, muitas vezes, pela força insistente da vida que teima em continuar, apesar de tudo.

A festa de hoje nos anima, porque nos faz refletir sobre o projeto de um Deus que se faz pequeno, que se faz menino e que se encarna no seio de uma família humana. Família comum, como a de cada um de nós. O Papa Francisco, na Exortação apostólica Amores Laetitia, nos diz assim: “cada família tem diante de si o ícone da família de Nazaré, com o seu dia a dia cheio de fadigas e até de pesadelos”. Ao dizer isso, ele nos recorda que a família de Jesus não foi poupada das situações cotidianas que precisam ser vividas e enfrentadas com coragem e determinação.

E é por isso que ela serve de referência para nós.

A Palavra de Deus, proposta para hoje, nos ajuda.

O evangelho de Lucas nos apresenta Maria e José, bons judeus, quando levam o Menino Jesus ao Templo de Jerusalém, quarenta dias após o seu nascimento, para apresentá-lo ao Senhor, em obediência à Lei de Moisés.

A primeira reflexão que podemos fazer é que apresentar nossos filhos ao Senhor é reconhecer que eles são dons de Deus para nós, são sinais de que Deus não desistiu de nós, que a esperança vive, que Deus ainda confia na humanidade, mesmo ferida e fragmentada por tantas situações de indiferença, de intolerância e mesmo de ódio. O nascimento de uma criança representa para as famílias uma rajada do vento benfazejo da esperança.

A segunda reflexão é a de que a pequena família de Nazaré, em meio a tantas outras que peregrinavam, é reconhecida por dois idosos que ali estavam: Simeão e Ana. Estes, movidos pelo Espírito Santo, o Vento da esperança, olham para o menino e reconhecem nele o Messias que vem do Senhor. Simeão bendiz a Deus e abençoa os pais e o menino e diz a Maria aquilo que toda mãe deve saber e que também foi dito pelo poeta Khalil Gibran, que recordo aqui:

“Vossos filhos não são vossos filhos. São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma. Vêm através de vós, mas não de vós. E embora vivam convosco, não vos pertencem.”

Esta é a espada que atravessa o coração de Maria e também o coração de todas as mães e pais: a certeza de que seus filhos ou filhas vão crescer, tornar-se fortes e, mesmo cheios de sabedoria e graça, vão encontrar seus próprios caminhos, muitas vezes aparentemente contraditórios aos olhos de muitos.

O Papa Francisco certa vez falou desse encontro da família de Nazaré com os idosos Simeão e Ana. É um momento simples, mas rico de profecia: o encontro entre dois jovens esposos cheios de alegria e fé pelas graças do Senhor e dois anciãos também eles cheios de alegria e fé pela ação do Espírito Santo. E quem promove o encontro entre eles é um menino: Jesus. É ele que aproxima as gerações. Ele é a fonte daquele amor que une as famílias e as pessoas, vencendo qualquer desconfiança, qualquer isolamento, qualquer distância. Simeão e Ana retratam aqueles avós, que quando se deixam iluminar pela sabedoria que vem de Deus, podem ainda apontar para as novas gerações caminhos de salvação e de paz.

Nas duas outras leituras, retiradas do livro do Eclesiástico e da carta de Paulo aos Colossenses, encontramos algumas indicações de comportamentos humanizadores que devem ser tomados como diretrizes éticas para um bom relacionamento familiar: o respeito, o cuidado, a gratidão, a misericórdia, a bondade, a humildade, a mansidão, a

nele o Messias que vem do Senhor. Simeão bendiz a Deus e abençoa os pais e o menino e diz a Maria aquilo que toda mãe deve saber e que também foi dito pelo poeta Khalil Gibran, que recordo aqui:

“Vossos filhos não são vossos filhos. São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma. Vêm através de vós, mas não de vós. E embora vivam convosco, não vos pertencem.”

Esta é a espada que atravessa o coração de Maria e também o coração de todas as mães e pais: a certeza de que seus filhos ou filhas vão crescer, tornar-se fortes e, mesmo cheios de sabedoria e graça, vão encontrar seus próprios caminhos, muitas vezes aparentemente contraditórios aos olhos de muitos.

O Papa Francisco certa vez falou desse encontro da família de Nazaré com os idosos Simeão e Ana. É um momento simples, mas rico de profecia: o encontro entre dois jovens esposos cheios de alegria e fé pelas graças do Senhor e dois anciãos também eles cheios de alegria e fé pela ação do Espírito Santo. E quem promove o encontro entre eles é um menino: Jesus. É ele que aproxima as gerações. Ele é a fonte daquele amor que une as famílias e as pessoas, vencendo qualquer desconfiança, qualquer isolamento, qualquer distância. Simeão e Ana retratam aqueles avós, que quando se deixam iluminar pela sabedoria que vem de Deus, podem ainda apontar para as novas gerações caminhos de salvação e de paz.

Nas duas outras leituras, retiradas do livro do Eclesiástico e da carta de Paulo aos Colossenses, encontramos algumas indicações de comportamentos humanizadores que devem ser tomados como diretrizes éticas para um bom relacionamento familiar: o respeito, o cuidado, a gratidão, a misericórdia, a bondade, a humildade, a mansidão, a paciência, a tolerância, o perdão. Estas diretrizes apontam para um valor supremo, o amor, valor que precisamos urgentemente cultivar entre nós em um mundo muitas vezes marcado pela indiferença, pelo descarte do outro, pela cultura do ódio, que mina até as relações mais próximas. Precisamos reabilitar o amor, trazendo-o para dentro das famílias. Aquele amor que supera as diferenças, sem negá-las; que permite as correções fraternas, sem imposições autoritárias; que possibilita uma vida de alegria e de paz, mesmo em meio aos conflitos inevitáveis. É por isso que Paulo nos relembra que o amor é o vínculo da perfeição.

Por fim, é preciso recordar que a alegria e a paz conquistadas por uma vida simples, amorosa e cheia de esperança devem ser partilhadas com outras pessoas. Somos convidados a ser famílias ‘em saída’. Precisamos vencer a tentação da autorreferencialidade para que possamos sinalizar sempre para todos que o Amor maior que nos criou e que nos sustenta no caminho se faz de novo, a cada vez, presença entre nós.

Maria Inês de Castro Millen
http://www.ihu.unisinos.br/574856-festa-da-sagrada-familia

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Questa voce è stata pubblicata il 28/12/2017 da in Fé e Espiritualidade, O Pão do Domingo, PORTUGUÊS con tag .

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