COMBONIANUM – Formazione Permanente

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O Pão do II Domingo do Tempo Comum (B)

II DOMINGO do TEMPO COMUM
Evangelho segundo São João 1, 35-42

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A morada de Deus

Iniciamos um novo ano litúrgico com a festa do Batismo de Jesus, que celebramos no domingo passado.

De acordo com o evangelista Marcos (Mc 1,7-11), esta festa é a inauguração secreta do tempo messiânico, porque só Jesus o sabe por enquanto.

Novamente a Igreja nos convida a percorrer e participar da vida de Jesus. E nos oferece a sua Palavra, para ser acolhida, vivida e celebrada comunitariamente.

Neste ano, quem nos vai introduzir, cada domingo, no mistério da Boa Nova de Jesus, é o evangelho de Marcos.

Iniciamos este novo ano litúrgico com João Batista apontando aos seus discípulos Jesus de Nazaré como o Cordeiro de Deus, porque como ele mesmo diz: “Eu vi e deu testemunho que ele é o Eleito de Deus” (Jo 1,34). O precursor cumpre sua missão e convida aos seus discípulos a seguir Aquele para quem ele tinha preparado o caminho.

Podemos nos perguntar por que João chama Jesus de Cordeiro de Deus?

Para os judeus, escutar essas palavras ativam sua memória do Primeiro (Antigo) Testamento. A libertação da escravidão, a saída de Egito é marcada pelo sangue do cordeiro, seu sangue sela a aliança de Deus com seu povo.

Assim sendo, João Batista apresenta Jesus como o novo Cordeiro de Deus, o Ungido, aquele através do qual Deus realizará uma nova e eterna aliança com a humanidade (Jr 32, 40-41).

É por isso que os discípulos de João não duvidam em seguir Jesus, a vida e as palavras do Batista os orientam a Jesus, colocam-nos no seu caminho.

Lembremos que pessoas nos têm ajudado a colocar-nos no caminho de Jesus. E nossa vida leva outros a conhecerem Jesus?

Os discípulos caminham atrás Jesus. De repente, Ele rompe o silêncio de seus seguidores, voltando-se pergunta-lhes: “O que é que vocês estão procurando?”.

Dessa maneira, leva-os a questionar-se interiormente por que o estão seguindo. Iniciaram esse caminho, conduzidos pelas palavras de João Batista, agora têm que responder por si próprios, o seguimento de Jesus pede uma adesão livre e responsável de cada um, cada uma.

Jesus se apresenta já como mestre de liberdade, ele quer que seus amigos e amigas sejam homens e mulheres livres.

Ao responder a sua pergunta com outra: “Rabi, (Mestre) onde moras?”, os discípulos estão manifestando a Jesus seu desejo de conhecê-lo, de saber dele, de entrar na sua vida, na sua intimidade. Deixam claro que querem segui-lo, e o seguimento é estar com o Mestre.

E Jesus os acolhe, abre-lhes as portas da sua vida, convidando novamente à liberdade a colocar-se em ação: “Venham, e vocês verão.” Não faz um discurso, não dita normas, mostra-lhes sua morada. Cabe-nos perguntar qual é essa morada,  já que ele mesmo diz que não tem morada alguma! (Mt 8,20)!

João evangelista nos dá uma dica sobre a residência de Jesus: “E a Palavra se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14), colocou sua tenda no meio de nós.

Para Marcelo Barros, monge beneditino e biblista, quando o quarto evangelho diz: “A Palavra de Deus se fez Carne”, podemos compreender que todo o universo, com a imensidade da sua “comunidade da vida”, não somente se torna uma espécie de presépio permanente para a manifestação humana de Deus, na pessoa de Jesus Cristo, mas também é assumida pela encarnação como uma espécie de extensão do corpo do Cristo.

Por isso, a comunhão com a natureza é fundamental no caminho da intimidade com Deus. Dela podemos aprender atitudes fundamentais para viver segundo o projeto de Deus, as palavras e parábolas de Jesus estão cheias desses ensinamentos!

Não podemos esquecer que a morada, na qual Jesus convida seus discípulos/as de todos os tempos a entrar e morar, o universo do qual somos parte, sofre e geme.

É necessário que, em primeiro lugar, escutemos seus gemidos, sejamos sensíveis a eles para depois cada um/a, do lugar onde se encontra, colabore com o desenvolvimento sustentável de nosso planeta, morada de Deus e de suas criaturas.

O seguimento de Jesus que se inicia nesta experiência de encontro com Ele, leva a marca do compromisso no cuidado e respeito com todo o criado. Hoje todo o universo está crucificado com Cristo (não são mais somente, como dizia Jon Sobrino, “os povos crucificados”).

Ser seguidores/as de Jesus, viver sua ressurreição é trabalhar para que toda a criação goze da sua Vida em abundância, desta forma louvaremos ao Criador.

Oração

Oração com as culturas indígenas

“Ó grande Espírito, o teu sopro infunde vida
ao mundo inteiro e a cada ser do universo.
Tua voz se ouve no vento que assobia,
o teu cheiro nas flores e no capim molhado.
Precisamos de tua beleza e teu encanto,
dá a todos os seres que te buscam, sabedoria,
dá-nos olhos capazes de te perceber
no menor dos seres e a cada passo do dia.
Faze-nos te descobrir no calor de um dia fatigante
e no trabalho cotidiano que fazemos,
dá-nos tua capacidade de visão
para que possamos entender melhor o que vivemos.
Faze-nos estar em tua presença com mãos limpas,
e olhos atentos para que, quando a vida adormecer,
como o poente, nosso ser mais intimo de ti se aproxime,
e sem temor, o nosso ser se funda ao teu ser.

Oração de um chefe indígena dos EUA.
Disponível em: http://pensador.uol.com.br

http://www.ihu.unisinos.br
Locutor: Gilberto Faggion

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Questa voce è stata pubblicata il 11/01/2018 da in Fé e Espiritualidade, O Pão do Domingo, PORTUGUÊS.

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