COMBONIANUM – Formazione e Missione

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O Pão do 5º Domingo da Quaresma (B)

5º Domingo da Quaresma (B)
João 12, 20-33


parabola del seminatore2

Queremos ver Jesus

O evangelho deste domingo nos situa já na festa da Páscoa. Entre os judeus que costumavam ir a Jerusalém para celebrar sua festa principal, se encontravam também uns gregos.

Possivelmente eles sejam “tementes de Deus”, isto é, “prosélitos” que querem ver Jesus. Além de fazer contato é seu interesse conhecer Jesus, sua disposição de crer nele. Eles procuram Filipe e André que são os únicos que possuem nome grego e possivelmente a origem de Filipe – Betsaida – favorece que ele fale grego.

Sem dúvida, na pessoa deles, o evangelista sinaliza a universalidade da missão de Jesus, que não é restrita a um povo, mas a todo o universo.

Nestes dois discípulos também apreciamos que são pessoas próximas dos outros. Os estrangeiros os reconhecem como discípulos e por isso pedem-lhes contato com Jesus.

Nesta semana Francisco convida a Igreja a ser uma casa aberta. Como disse o Cardeal Walter Kasper referindo-se a este pedido do Papa: “trata-se de ser uma Igreja que vai às periferias. Isto significa não apenas as periferias desabrigadas das megalópoles, mas também as periferias da existência humana”.

Deus é um Deus da caminhada, aquele que pacientemente viajou um longo caminho conosco na história da salvação.

Neste tempo que nos preparamos para celebrar os últimos momentos da vida de Jesus podemos perguntar-nos: Qual é o rosto de Deus que, como discípulas e discípulos de Jesus, estamos mostrando neste tempo?

Jesus aproveita para anunciar que sua hora chegou. A que hora está se referindo? Cumpre-se a hora anunciada nas bodas de Canaã (Jo2,4). É a hora da exaltação de Jesus, de sua morte e ressurreição, duas realidades inseparáveis de um único evento.

Para explicar-nos melhor esta hora difícil, Jesus recorre a uma parábola: “Se o grão de trigo não cai na terra e não morre, fica sozinho. Mas se morre, produz muito fruto”.

A morte é a condição para que o grão libere a capacidade de vida que possui. Se não morre também não gera vida, se morre, de um só grão nascem muitos outros. Dessa maneira, Jesus nos apresenta a sua opção de vida, doá-la até o extremo, morrer para oferecer à humanidade o nascimento de um novo caminho de liberdade, de comunhão fraterna com Deus.

Jesus está convencido de que viver e morrer por este objetivo vale tanto a pena que faz o convite para os seus seguidores e seguidoras: “Se alguém quer servir a mim, que me siga. E onde eu estiver, aí também estará o meu servo”.

Hoje há muitas pessoas conhecidas e desconhecidas que seguem os passos de Jesus entregando sua vida até a morte. Constantemente escutamos e lemos as tristes informações que recebemos dos massacres contra os cristãos.

Diante do sofrimento e da morte é normal que sintamos medo. Jesus é tão humano que não tem problema em reconhecer que se sente perturbado e até angustiado diante da proximidade de sua hora. Por isso não temos que nos envergonhar, nem julgarmos mal.

É importante que descubramos qual foi o seu segredo para vencer o medo e se doar livremente (Jo 10,18). A força de Jesus é sua relação de amor com seu Pai. Ele sabe que seu Pai está com Ele, mesmo no sofrimento, e partilha também com ele a sua paixão de amor pela humanidade.

Ao lançar esta proposta de vida aos seus amigos e amigas, Jesus lhes indica também com suas atitudes onde eles têm que colocar os olhos e o coração para vencer o medo e seguir seu caminho, no Pai e nos irmãos e irmãs que ainda clamam por uma vida digna!

Transcrevo a seguir trechos de uma carta escrita por Santo Inácio, bispo de Antioquia, antes de morrer cruelmente pela sua fé, nos primeiros séculos da Igreja. “Sou trigo de Deus, moído pelos dentes das feras para tornar-me pão puro de Cristo, então quando o mundo não puder ver mais meu corpo, me tornarei verdadeiramente discípulo de Cristo… Este é meu nascimento!… Minhas paixões foram crucificadas, não há em mim fogo para amar a matéria. Não há senão a ‘água viva’ que murmura dentro de mim e me diz: ‘Vem para o Pai’.”

No testemunho deste santo Padre temos refletida sua confiança e esperança no Deus da vida. Igualmente Jesus sabia que o Pai não o deixaria morrer, que o faria nascer para uma nova vida e para sempre. Ele também se ofereceu para ser grão que cai na terra e morre, para se transformar em pão de Cristo, alimento para os cristãos.

O/a seguidor/a de Jesus é aquele/a que por amor a ele está disposto/a a não pactuar com estruturas que deformem o ser humano, que gerem desigualdade e injustiças, mostrando por meio de suas relações, de seu trabalho, de suas opções de vida que nosso Deus é um Deus que ama a vida, ama apaixonadamente a família humana, correndo o risco da incompreensão, da solidão… mas com a alegria de acreditar nas palavras de Jesus: “Se alguém serve a mim, o Pai o honrará”.

Cabe-nos perguntar se o “grão”, que somos cada um/a de nós, está disposto a morrer pela causa de nosso Irmão maior, portanto, pela causa de nossos irmãos e irmãs, para assim nossos povos terem vida, e vida em abundância.

http://www.ihu.unisinos.br


Ficha do domingo:

V Quaresma B – 2018 – A abundância do Evangelho

Semeado em mim,

o Filho de Deus é vulcão da existência,

fermento de pão e abraços,

para que a solidão seja vencida pela comunhão,

o silêncio pela palavra,

o esquecimento pela presença.

Deus sabe que a dinâmica do dom,

espiral de vida,

mesmo esquecida e soterrada,

a seu tempo produzirá bela flor

e saboroso fruto.

frei Acílio Mendes

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Questa voce è stata pubblicata il 15/03/2018 da in Fé e Espiritualidade, O Pão do Domingo, PORTUGUÊS con tag .

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