COMBONIANUM – Formazione e Missione

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O Pão do Domingo de Ramos (B)

Domingo de Ramos (B)
Marcos 14,1-15,47

Domingo de Ramos4

Na verdade, este homem era Filho de Deus
Comentário de D. Fidel Catalán

Hoje, na Liturgia da palavra lemos a paixão do Senhor segundo São Marcos e escutamos um testemunho que nos deixa estremecidos: «Na verdade, este homem era Filho de Deus!» (Mc 15,39). O Evangelista tem muito cuidado em colocar estas palavras em lábios de um centurião romano, que atônito, assistiu a uma execução mais entre tantas que deveria presenciar devido a sua permanência num país estrangeiro e submetido.

Não deve ser fácil se perguntar que viu Naquele rosto —quase desfigurado— como para emitir semelhante expressão. De uma forma ou de outra descobriu um rosto inocente; alguém abandonando e talvez atraiçoado, a mercê de interesses particulares; o quiçá alguém que era objeto de uma injustiça em meio de uma sociedade não muito justa; alguém que cala, suporta e, inclusive de forma misteriosa aceita tudo o que vem. Tal vez, inclusive, se sentiu colaborador de uma injustiça diante da qual ele não pôde mover nem um dedo para impedi-la, como tantos outros se lava as mãos diante os problemas dos outros.

A imagem daquele centurião romano é a imagem da Humanidade que contempla. É, ao mesmo tempo, a profissão de fé de um pagão. Jesus morre só, inocente, golpeado, abandonado e confiado também, com um sentido profundo de sua missão, com os “restos de amor” que os golpes tinham deixado no seu corpo.

Mas, antes —na sua entrada em Jerusalém— lhe aclamaram como Aquele que vem em nome do Senhor (cf. Mc 11,9). Nossa aclamação este ano não é de expectativa, ilusionada e sem conhecimento, como a de aqueles habitantes de Jerusalém. Nossa aclamação dirige-se Àquele que já passou pela doação total e que saiu vitorioso. Em fim, «nós deveríamos nos prosternar aos pés de Cristo, não pondo sob seus pés nossas túnicas ou ramas inertes, que muito pronto perderiam seu verdor, seu fruto e seu aspecto agradável, senão nos revestindo de sua graça» (Santo André de Creta).

http://evangeli.net

Cruz e glória
Comentário do Pe. Antonio Rivero.

Ideia principal: Cruz e glória vão juntos na nossa vida, como na vida de Cristo.

Síntese da mensagem: Entramos hoje na “Semana Santa” ou na “Semana Maior”, que é metade quaresma (até a Eucaristia da Quinta-feira) e metade Tríduo Pascal (desde essa Eucaristia até a Vigília Pascal e depois todo o domingo). E entramos envolvidos no paradoxo: procissão com hosanas e aplausos vitoriosos e a paixão com choros compartilhados.

Pontos da ideia principal:

Em primeiro lugar, a Cruz está ai pendente, como espada de Damocles, desde que nascemos até a nossa morte, porque somos seguidores de Cristo e o único sinal do cristão é a santa Cruz. Assim aprendemos no catecismo da nossa infância. O lema dos cartuxos nos confirma que muitas coisas mudarão, mas ai está a Cruz sempre firme: “Stat Crux dum volvitur orbis” (a Cruz está constante e de pé, enquanto o mundo muda). O nosso mundo é um bosque de cruzes morais, físicas, afetivas…,diárias, pessoais, familiares, sociais, políticas…, nacionais, internacionais, planetárias. E em cada uma, um cristo: o prisioneiro sem esperança, o revolucionário fracassado, o condenado por Aids, o mártir das estruturas opressoras sem poder revolucioná-las, a mãe do drogado, o filho abusado por um pedófilo, o moribundo por falta de um diagnóstico. Cruzes e mais cruzes: os 15 milhões e algo mais de leprosos; os 800 milhões de analfabetos, os 1.500 milhões sem direitos humanos, os 3.500 milhões de famintos no mundo de hoje com 5.800 milhões de inquilinos. A terrível historia da cruz do sofrimento humano: injustiça, desigualdade, miséria social, doenças, culpas, destino cego, maldade absurda. Ondas sem fim de sangue, suor e lágrimas, dor, tristeza e medo, abandono, desesperação e morte. E, Vós, Cristo, o que nos dizeis, o que fazeis? Só o Pai responde: “Olha o meu Filho na cruz, e atreve-te a rezar gritando, mas não blasfemar”.

Em segundo lugar, mas essa Cruz é a Árvore da Vida, da qual pendeu Cristo Redentor, Vitorioso e Salvador. Cruz para chegar à Glória. Tem uma cruz ciclope e cinza em Califórnia, levantada nas colinas de Los Angeles: o nascer do sol pelas montanhas alarga a sua sombra sobre as praias mundanais de Malibu e, no pôr-do-sol em direção do Havaí, Samoa e Pago-Pago, projeta a sua sombra perdoadora sobre os chalés dos deuses e deusas de Hollywood. Tem uma cruz de cobre, fincada no topo fronteiriço da Suíça, Alemanha e Áustria- no Zugspitze, 2.960 metros-, que no verão reluz debaixo do sol e no inverno se abriga do gelo, e que ali sinala para os alpinistas da vida o topo por conquistar: o céu. O navegante português Vasco da Gama em 1498 fincou uma cruz vermelha nas costas do Quênia, e quando Francisco Xavier viu a cruz de caminho para a Índia escreveu aos seus irmãos jesuítas de Roma: “Só de vê-la, só Deus sabe quanta consolação recebemos, conhecendo quão grande é a virtude da cruz, vendo-a assim somente e com tanta vitória entre tanta moureria (muitos mouros ou muçulmanos)”. Sim, a cruz nos traz a vitória de Cristo sobre o pecado, o demônio e a morte. Por isso podemos cantar “Hosanas”, embora a cruz penda do teto da nossa vida, porque a cruz é remédio e medicina, é alivio e consolo, se a levarmos com Cristo. A cruz virá acompanhada de Páscoa, não esqueçamos isso. Assim lemos na antífona de entrada de hoje, antes da procissão: “recordando com fé e devoção a entrada triunfal de Jesus Cristo na cidade santa, queremos acompanhá-lo com os nossos cantos, para que, participando agora da sua cruz, mereçamos um dia ter parte na sua ressurreição e na sua vida”. Cantamos hosanas quando alguém se casa diante do altar do Senhor, ou quando um casal tem um bebê, ou esse matrimônio se reconcilia, ou esse jovem se gradua com excelente nota ou se ordena sacerdote, ou supera uma operação complicada, ou essa religiosa entra no convento depois de algumas dificuldades ou faz os seus votos solenes. Hosanas devemos entoar quando um pecador volta para Deus ou perdoa o seu inimigo.

Finalmente, comecemos esta Semana Santa com os mesmos sentimentos de Cristo Jesus, como nos lembra são Paulo na segunda leitura de hoje. Levemos a nossa cruz olhando de soslaio a Cristo, que caminha do nosso lado, compartilhando a sua cruz com os nossos irmãos que também sofrem e levam a sua cruz, da mesma forma que cada um de nós.

Para refletir: Como levo a minha cruz? De má vontade e protestando por todos os cantos, com paciência e resignação, com amor e unido a Cristo?

Para rezar: Saúdo-vos, ó cruz, minha única esperança. Na vossa cruz, Senhor, quero colocar as minhas farpas e as minhas pequenas cruzes, consciente de que chegarei à Glória através da cruz.

 

 

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Questa voce è stata pubblicata il 22/03/2018 da in Fé e Espiritualidade, O Pão do Domingo, PORTUGUÊS con tag , .

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