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Exortação ”Gaudete et exsultate”: o diabo versus a classe média da santidade


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Gaudete et exsultate é uma meditação sobre a santidade comum, da porta ao lado, e dá uma visão realista e desromantizada da vida dos santos.

A opinião é do historiador italiano Massimo Faggioli, professor de teologia e estudos religiosos da Villanova University, nos Estados Unidos. O artigo foi publicado por Commonweal, 09-04-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Segundo Faggioli, “universalismos de todos os tipos estão em crise – na Igreja e no mundo –, e a articulação de Francisco do chamado universal à santidade é, em parte, uma tentativa de enfrentar essa crise”.

Eis o texto.

O chamado à santidade é universal e é incompatível com o individualismo, o dogmatismo e o sectarismo. Esse é o coração da exortação Gaudete et exsultate, o quarto maior documento pontifício  publicado desde que Francisco se tornou papa (sem contar a encíclica Lumen fidei de junho de 2013, amplamente escrita por Bento XVI antes de sua renúncia).

A nova exortação é também o texto magisterial mais importante da Igreja Católica sobre a santidade desde a Lumen gentium do Vaticano II, que insistiu no “chamado universal à santidade”. Gaudete et exsultate encoraja os fiéis a viverem na santidade cotidiana, em termos que expressam o cristianismo místico e não ascético de Francisco (a palavra “ascetismo” está ausente do documento).

A exortação consiste em 177 parágrafos divididos em cinco capítulos: um sobre o chamado à santidade, um sobre gnosticismo e o pelagianismo, um sobre a santidade e as Bem-aventuranças, um sobre os sinais de santidade no mundo de hoje, e um último capítulo sobre a luta espiritual, a vigilância e o discernimento.

Gaudete et exsultate é uma meditação sobre a santidade comum, da porta ao lado. Franciscotoma emprestada a frase “classe média da santidade” do romancista francês Joseph Malegue(1876-1940), que foi descrito como “o Proust católico”. O papa se refere à “classe média” não no sentido de uma classe medíocre – “[Deus] quer-nos santos e espera que não nos resignemos com uma vida medíocre, superficial e indecisa” (§ 1) – mas sim no sentido de estar disponível a todos: “Esta é muitas vezes a santidade ‘ao pé da porta’, daqueles que vivem perto de nós e são um reflexo da presença de Deus, ou – por outras palavras – da ‘classe média da santidade’” (§ 7).

Gaudete et exsultate dá uma visão realista e desromantizada da vida dos santos: “Nem tudo o que um santo diz é plenamente fiel ao Evangelho, nem tudo o que faz é autêntico ou perfeito. O que devemos contemplar é o conjunto da sua vida, o seu caminho inteiro de santificação, aquela figura que reflete algo de Jesus Cristo e que sobressai quando se consegue compor o sentido da totalidade da sua pessoa” (§ 22).

O segundo capítulo é sobre dois inimigos da santidade, o gnosticismo e o pelagianismo. A maioria dos católicos provavelmente nunca ouviu falar dessas duas heresias antigas, mas serão capazes de reconhecê-las em sua experiência de Igreja.

Esse capítulo se baseia em uma carta emitida pela Congregação para a Doutrina da Fé em fevereiro, Placuit deo. Ela também se fundamenta em um importante discurso que Francisco proferiu no quinto congresso da Igreja italiana em Florença, em novembro de 2015.

De acordo com o papa, o gnosticismo é um inimigo da santidade porque ele pressupõe “uma fé fechada no subjetivismo, onde apenas interessa uma determinada experiência ou uma série de raciocínios e conhecimentos que supostamente confortam e iluminam, mas, em última instância, a pessoa fica enclausurada na imanência da sua própria razão ou dos seus sentimentos” (§ 36).

Francisco coloca o intelectualismo contra a santidade: “Os gnósticos (…) julgam os outros segundo conseguem, ou não, compreender a profundidade de certas doutrinas” (§ 37).

pelagianismo cria outro obstáculo para a santidade: “O poder que os gnósticos atribuíam à inteligência, alguns começaram a atribuí-lo à vontade humana, ao esforço pessoal. Surgiram, assim, os pelagianos e os semipelagianos. Já não era a inteligência que ocupava o lugar do mistério e da graça, mas a vontade” (§ 48).

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Questa voce è stata pubblicata il 10/04/2018 da in Atualidade eclesial, PORTUGUÊS con tag , , .

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