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Novo livro desmascara notícias e imagens falsas do papa Francisco


Algumas revelam arte falsificada, outras são o resultado de incompetência ou desleixo, outras ainda são subtilmente construídos para conseguir fazer-lhe dizer o que nunca disse, nem sequer pensou: de “notícias falsas” sobre o papa Francisco está repleta a galáxia da internet, e certamente o pontífice não é o único na mira dos falsários, desde os mais inócuos e irreverentes aos que estão ao serviço da mentira.

Dessas “más novas” ocupa-se o livro “Fake pope” (edições San Paolo, 272 pag., 20 euros), recentemente publicado em Itália, assinado por dois jornalistas reconhecidos: Nello Scavo e Roberto Beretta. O primeiro conduziu uma investigação documentada do passado do papa durante os anos sombrios da ditadura na Argentina (“A lista de Bergoglio”, ed. Paulinas); o segundo é um observador atento da vida eclesial, capaz de comentários irónicos e pungentes. O resultado foi um livro de fácil leitura mas de valor documental objetivo.

Na convergência com o tema escolhido pelo papa para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2018, “‘A verdade vos tornará livres’ (Jo 8, 32). ‘Fake news’ e jornalismo de paz”, os autores recolheram 80 das principais acusações dirigidas a Francisco, em chave de contra-interrogatório ponto por ponto: as relações com as ditaduras com a América Latina, a maçonaria, o conclave manipulado, as supostas heresias, as nomeações falhadas, o relacionamento com a cúria, a mediatização, os escândalos e também as gafes. Distinguir mentira e verdade é tarefa de quem crê no jornalismo e na sua profissionalidade.

Um acrescento significativo e deveras indicativo é representada pelo conjunto de fotografias do volume, onde encontram espaço algumas fotografias retocadas e a prova do engano. Há, por exemplo, a foto que retrata Francisco no momento em que pela primeira vez aparece na varanda central da praça de S. Pedro. Na sombra que o corpo do pontífice projeta sobre a parede contrastante é inserida uma auréola diabólica.

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Entre os exemplos de notícias falsas por imagens está a da “primeira ‘selfie’ do papa Francisco”, em 2015, que totalizou milhares de gostos no Instagram numa conta que alude ao Vaticano. «A imagem em questão – explicam os autores – foi extraída de uma conversa por vídeo em que o papa participou com alguns jovens de várias partes do mundo. Foram inclusive enganados ilustres canais jornalísticos oficiais, como a CNN».

Também circulou muito na internet uma fotografia que mostraria Francisco “dominado pelo poder judaico”. Vê-se o pontífice que beija a mão a alguns idosos com a “kippah”, a cobertura judaica, e o título: «O papa beija a mão de maneira humilhante a um dos chefes do terror maçónico-judaico», e depois, em baixo, com letras maiores: «Se eu fosse a si, começaria a fazer-me algumas perguntas…». É verdade que devem ser feitas algumas perguntas – por exemplo, para saber quem foi o falsário caluniador, dado que Francisco, durante a sua visita ao Yad Vashem, o Memorial do Holocausto, no grande salão onde uma chama perene arde em memória dos seis milhões de judeus exterminados pelos nazistas, beijou as mãos as pessoas em sinal de respeito, mas essas pessoas eram sobreviventes do Holocausto.

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«Este não é um livro apologético. Ou, pelo menos, não queríamos que o fosse: o papa – também o papa – pode criticar-se, inclusive em alguns casos deve-se fazê-lo. O problema não é o de “alargar” o dogma – já discutido e discutível – da infabilidade pontifícia ao ponto de abarcar todas as expressões papais, mas ao contrário reconduzi-lo às matérias, aos argumentos às razões que tornam séria, motivada, credível e verdadeira e útil uma crítica ao papa. Como o leitor depressa se dará conta, com efeito, nem sempre foi o caso», escrevem os autores a abrir a introdução.

A imagem coincide nestes tempos com o valor de cada pessoa, pelo que a sua manipulação é uma arma «poderosíssima», sendo capaz de «devastar o trabalho de anos, de instilar uma desconfiança demolidora onde – e é muitas vezes o caso da Igreja – o resultado final depende dos delicados equilíbrios e da paciência nas relações humanas», assinala a introdução.

«Mesmo sem a necessidade de aderir à tese de um “complô planetário”, segundo a qual existiria um grupo dominante restrito capaz de dirigir a opinião pública para objetivos ocultos, sabemos em todo o caso que as notícias falsas, as informações manipuladas ou instrumentalizadas são um instrumento de poder. Sabemo-lo desde sempre, mas hoje – graças à difusão capilar e instantânea da informação digital – vemos o princípio aplicado de maneira sistemática como nunca antes», observam Nello Scavo e Roberto Beretta.

Os autores lembram que «o diabo, o mal personificado pela tradição cristã, é etimologicamente “aquele que divide”; e por isso, simetricamente, estabelecer a verdade é uma obra espiritual, não só um dever de objetividade para jornalistas e comunicadores. Distinguir para não confundir».

O texto de abertura faz referência a certas afirmações “relativistas” do papa, «como o célebre “quem sou eu para julgar”, mas também “não ouso dizer-vos mais”, “este é só o meu pensamento pessoal”, etc.; modos de dizer (e também sugestões pastorais) que suscitaram reações coléricas de parte de quem está habituado a considerar “ex cathedra” qualquer pronunciamento hierárquico, ainda mais se papal».

«Francisco pede a cada um (e antes de tudo a si mesmo) que seja homem, no bem e no mal; que não se contente a uma referência à autoridade, que ultrapasse as imagens, que vá além da maioria, assumindo antes a responsabilidade de julgar e de escolher, por vezes errando. Na sua pequenez, também este livro desejaria dar testemunho de tal método, profundamente humano», conclui a introdução.

Andrea Tornielli/Vatican Insider, SNPC
Trad. / edição: SNPC
Imagem: Capa | D.R.
Publicado em 22.05.2018
http://www.snpcultura.org
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Questa voce è stata pubblicata il 25/06/2018 da in Atualidade eclesial, Atualidade social, PORTUGUÊS con tag , .

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