COMBONIANUM – Formazione e Missione

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O Pão do XIII Domingo do Tempo Comum (B)

XIII DOMINGO DO TEMPO COMUM (B)
Marcos 5,21-43


13b

“Menina, Eu te ordeno, levanta-te”! (Mc 5,41)

1. Em resposta à palavra de Jesus, a menina “ergueu-se e começou a andar” (Mc.5,42). Aquela menina, de apenas doze anos, tem pernas para andar, tem uma lição de vida e um testemunho de fé, a comunicar. A mensagem é simples: “quando Jesus se atravessa, no caminho da nossa existência, mesmo se ela parece e aparece marcada pelos sinais do medo e da morte, triunfará sempre a vida, a vida em abundância, a vida eterna, uma vida com futuro”!

2. Aquela menina tem a mostrar aos outros beleza da sua fé, daquela fé que brota do contacto pessoal com Cristo e que transforma a vida toda: todo aquele que encontra Cristo, acha um caminho pela frente! Um caminho, ainda e sempre, a percorrer. Uma meta, ainda e sempre, por alcançar. Ela começou a andar, pois já tinha doze anos. Já podia, por iniciativa própria, continuar o seu caminho, dar uma resposta pessoal, um contributo seu. Perante o milagre da fé, a sua resposta é decidida e generosa.

3. Este encontro pessoal e decisivo com Jesus, que estanca o fluxo de sangue de uma mulher anónima, e levanta a menina, filha de um fariseu conhecido, reporta-nos aqueloutro famoso encontro de Jesus, com Paulo, no caminho de Damasco. Aquele Jesus, que então feriu Paulo, com um golpe de luz e o fez cair ao chão, também o curou e levantou do pó da terra, para fazer dele nova criatura, apóstolo e testemunha da Sua ressurreição! É verdade, é sempre assim. Disse-o e repito: “quando Jesus irrompe na vida de alguém, interrompe a normalidade de um percurso, e rompe essa vida, em duas partes desiguais: uma que fica para trás, outra que se abre à nossa frente, recta como uma seta, directa a uma meta, a um alvo, um objectivo intenso e claro, tão intenso e claro que na vida de cada um só pode haver um”: Nosso Senhor Jesus Cristo e mais nenhum!

4. Meus queridos irmãos e irmãs: Fica então bem claro para todos: Jesus chama-nos a um caminho! Ele próprio é o Caminho. Não nos chama a ficar “parados” ou “paralisados”, satisfeitos ou maravilhados, com a obra feita. Ele cura-nos e salva-nos, precisamente para termos “mãos livres” e pés ligeiros, de mensageiros, sempre prontos a anunciar O Evangelho. Quem encontra Jesus, encontra Caminho e encontra e chama outras pessoas pelo caminho. Dá-se a uma missão. Ora o caminho nunca está feito. O caminho faz-se caminhando…

5. (…) Terminámos mais uma etapa, iniciamos outra. É assim na vida das pessoas, é assim na vida cristã, é assim na vida da Igreja. O Senhor atravessa-se no nosso caminho e continuamente nos desafia: “Levanta-te e anda”…

6. Que todos se levantem agora, e respondam à chamada do Mestre, para nova Missão. A Igreja não pode transformar-se numa multidão anónima, que impede os outros de chegar a Jesus; não pode instalar-se, em certezas feitas, nem deitar-se a dormir, nos seus eventos ou lamentos; precisa de um verdadeiro “levantamento popular”, precisa de soltar um verdadeiro grito de fé, de dar um salto em frente. Precisa de um impulso de mudança!

7. O Senhor Jesus que “mandou dar de comer à menina” (Mc 5,43), alimenta-nos agora com o Pão da imortalidade, que é, ao mesmo tempo, Pão da Missão. Por isso, sempre que partimos da Missa, partimos em missão! E esta não é excepção! “Levanta-te e anda”! Atravessa e vence os obstáculos da multidão”! “Não temas. Basta que tenhas fé” (Mc 5,36)! A São Paulo disse praticamente a mesma coisa: “Não temas. Basta-te a minha graça” (II Cor 12,9)! E foi o que se viu! É chegada a nossa vez!


1. Doze anos é a idade da menina, filha de Jairo, que parece morta, mas afinal está só a dormir. Doze anos é o longo tempo de sofrimento de uma mulher, perdida no meio da multidão, com uma doença secreta, incómoda e humilhante, porque a ataca na sua intimidade, naquela parte do corpo, que devia ser fonte de vida e se torna para ela, causa de condenação. Os fluxos de sangue tornavam-na impura, aos olhos da lei religiosa, e afastavam-na do contágio da multidão. O seu sangue derrama-se inutilmente A sua vida consome-se na esterilidade. E doze são também as tribos de Israel, cujos líderes religiosos, não são capazes de curar as feridas secretas, desta mulher insignificante, antes a deixam entregue ao desprezo e à dominação masculina.

2. E, todavia, esta mulher anónima ousa tocar Jesus, com a sua fé, e procura nele a sua cura. Na verdade, “uma mulher só se sabe e se sente feminina quando um homem acredita nela. É nos olhos de um homem, na sua atitude, que a mulher se sabe feminina” (Françoise Dolto, Psicanalista). Para aquela mulher doente há 12 anos, para aquela menina de 12 anos, esse homem foi Jesus. Aqui Jesus ultrapassa a velha cultura da dominação masculina e deixa-se tocar por uma mulher impura, a quem chama e retira do anonimato, para exaltar a sua grande fé: «filha, a tua fé te salvou; vai em paz e sê curada do teu mal».

3. A atitude de Jesus, frente à mulher, nestas duas curas, como em outros lugares do Evangelho, é verdadeiramente revolucionária. Trata-se de “um caminho que vai longe, do qual percorremos apenas um curto espaço” (Papa Francisco, Audiência, 15 abril 2015). E eu diria, que é, portanto, ainda uma “revolução ignorada”, em boa parte do mundo e também na Igreja: “Pensemos nos excessos negativos das culturas patriarcais. Pensemos nas múltiplas formas de machismo, em que a mulher é considerada de segunda classe. Pensemos na instrumentalização e comercialização do corpo feminino na cultura mediática contemporânea” (Papa Francisco, Audiência, 22 abril 2015).

4. Por isso, “é indubitável que devemos fazer muito mais a favor da mulher. Com efeito, é necessário que a mulher não seja só mais ouvida, mas que a sua voz tenha um peso real, uma autoridade reconhecida, tanto na sociedade como na Igreja” (Papa Francisco, Audiência 15 abril 2015). Lembrando que a própria Igreja é «feminina» (dizemos «a» Igreja e não «o» Igreja), insiste o Papa Francisco: é preciso “estudar critérios e modalidades novas, a fim de que as mulheres não se sintam hóspedes, mas plenamente participantes nos vários âmbitos da vida social e eclesial” (Discurso, 7 fevereiro 2015). E diz mais: “Ainda não entendemos em profundidade aquilo que nos pode proporcionar o génio feminino, o que a mulher pode oferecer à sociedade e também a nós: a mulher sabe ver tudo com outros olhos, que completam o pensamento dos homens. Trata-se de uma senda que devemos percorrer com mais criatividade e audácia” (Papa Francisco, Audiência 15 abril 2015), na Igreja, na família, na esfera pública.

5. Deixai que termine, esta defesa da dignidade humana da mulher, lendo-vos um comentário judaico, ao segundo relato da criação, no qual se diz que Deus plasma a mulher, do lado do Homem, enquanto este dorme um sono profundo (cf. Gn.2,21), exatamente para mostrar que ela não é de modo algum uma criatura ou uma réplica do homem, mas obra de Deus. Escutai: “Tende muito cuidado para não fazerdes chorar uma mulher, porque Deus conta as suas lágrimas! A mulher saiu da costela do homem, e não dos seus pés, para ser espezinhada, nem da sua cabeça, para ser superior, mas do lado, para ser igual; nasceu um pouco abaixo do braço, para ser protegida, e do lado do coração, para ser amada” (cf. Gianfranco Ravasi, O grande encontro, Ed. Paulinas, 2015, pág.153).

https://www.igrejacampogrande.pt

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Questa voce è stata pubblicata il 29/06/2018 da in O Pão do Domingo, PORTUGUÊS con tag .

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