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O Pão do XV Domingo do Tempo Comum (B)

XV DOMINGO DO TEMPO COMUM (B)
Marcos 6,7-13


XVb (1)


Chamou os doze discípulos, começou a enviá-los dois a dois e dava-lhes poder sobre os espíritos maus. Jesus recomendou que não levassem nada pelo caminho, além de um bastão; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura.

O comentário corresponde às leituras do 15° Domingo do Tempo Comum, do ciclo B, do ano litúrgico e é elaborado por Maria Cristina GianiMissionária de Cristo Ressuscitado.

Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas. E Jesus disse ainda: “Quando vocês entrarem numa casa, fiquem aí até partirem. Se vocês forem mal recebidos num lugar, e o povo não escutar vocês, quando saírem, sacudam a poeira dos pés como protesto contra eles.”

Então os discípulos partiram e pregaram para que as pessoas se convertessem. Expulsavam muitos demônios e curavam muitos doentes, ungindo-os com óleo.

Uma comunidade missionária

O texto do Evangelho de hoje situa-se logo após a rejeição sofrida por Jesus em Nazaré (Mc 6,1-6). Neste texto é Jesus quem toma a iniciativa e convida-nos a refletir e escutar sua mensagem e entender seu significado hoje para as diferentes culturas que vivemos.

Marcos narra que “Jesus chama os discípulos, os envia de dois a dois e lhes dá poder sobre os espíritos maus”. É um novo começo. Jesus inicia a sua comunidade de discípulos e discípulas na missão, que é a mesma que a dele! Todo o que é chamado é para uma missão. Ele os envia e dá-lhes o mesmo poder que Ele tem.

Resulta interessante o detalhe do evangelista ao dizer que os discípulos são enviados de dois em dois. Desta maneira, sinaliza que a missão não é propriedade de uma pessoa, e sim de toda a comunidade. Os/as missionários/as são enviados em nome de uma comunidade e com a mensagem evangélica.

Os cristãos e cristãs, de todos os tempos, participam da missão que Jesus confiou à sua Igreja.

Não há superioridade de um/a missionário/a sobre outra pessoa ou outra comunidade.

Concílio Vaticano II marca claramente a natureza missionária da Igreja. No concílio, passa-se de uma Igreja que tem missões a uma igreja missionária.

E essa identidade missionária significa “responsabilidade para com o mundo”, e comporta um posicionamento que é o ensino de Jesus ao longo de toda sua vida: Ele passou sua vida servindo aos mais pobres, excluídos sociais e religiosos.

Papa Francisco faz diferentes menções a esta realidade fundamental do cristianismo, como discípulos/as missionários/as. Na sua Exortação Apostólica Evangelii Gaudium ressalta que: “Todos têm o direito de receber o Evangelho. Os cristãos têm o dever de anunciá-lo sem excluir ninguém, não como quem impõe uma nova obrigação, mas como quem compartilha uma alegria, assinala um belo horizonte, oferece um banquete desejável. A Igreja não cresce por proselitismo, mas ‘por atração’”. E a alegria do Evangelho é missionária porque “sempre tem a dinâmica do êxodo e do dom, do sair de si, do caminhar e semear sempre de novo, sempre para mais além”.

[…]A comunidade evangelizadora “mergulha na vida cotidiana dos outros, encurta distâncias, abaixa-se até a humilhação, caso for necessário” e “acompanha a humanidade em todos os seus processos, por mais duros e demorados que sejam. Conhece as longas esperas e a paciência apostólica. A evangelização patenteia muita paciência, e evita deter-se a considerar as limitações. Fiel ao dom do Senhor, sabe também ‘frutificar’. A comunidade evangelizadora mantém-se atenta aos frutos, porque o Senhor a quer fecunda. Cuida do trigo e não perde a paz por causa do joio”.

No texto que hoje estamos refletindo lembremos que o primeiro milagre de Jesus, que nos relata o Evangelho de Marcos, é a expulsão de um espírito impuro (Mc 1,21-28). E no texto de hoje, Jesus confere-lhes autoridade sobre os espíritos maus.

Com este “artifício literário”, o evangelista mostra à comunidade primitiva, como a missão de Jesus se prolonga na sua e que ela tem o mesmo poder de seu Mestre para libertar os excluídos/as de cada tempo e lhes oferecer uma nova vida.

Sentimo-nos comunidade enviada por Jesus para continuar sua missão? Por quem “tomamos partido”? De que “mal” precisamos ser libertos para libertar?

Para viver essa missão Jesus deixa algumas recomendações simples e concretas.

A primeira: “que não levassem nada pelo caminho, além de um bastão; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura”. Com comparações orientais, bíblicas, exorta-os a viver o espírito evangélico de pobreza.

Num mundo marcado pelo materialismo, pelo egoísmo, pela desigualdade social, os enviados de Jesus são convidados a apresentar-se na liberdade que nasce do espírito de pobreza, na confiança no Deus providente (Lc 12,31).

Depois: “Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas”, continuando com ideia anterior agora Jesus parece desenhar a figura de um peregrino. As sandálias nos remetem aos pés cansados e empoeirados dos mensageiros da Boa Notícia, que caminham livremente!

Finalmente as últimas recomendações: “Quando vocês entrarem numa casa, fiquem aí até partirem. Se vocês forem mal recebidos num lugar, e o povo não escutar vocês, quando saírem, sacudam a poeira dos pés como protesto contra eles”.

A proclamação da Boa Nova deve fazer-se em liberdade, não se pode obrigar ninguém a aceitá-la. Por isso, a orientação é permanecer com aqueles que a acolhem, deixar aqueles que a rejeitam.

Precisamos ter cuidado com a interpretação desta recomendação. Sacudir a poeira dos pés é um gesto simbólico dos israelitas que, ao ingressarem ao próprio país, depois de terem estado em terra pagã, não queriam ter nada em comum com o modo de vida deles.

O gesto com aqueles que não aceitam a proposta do Evangelho não pode ser lido como intolerância de certos missionários que não suportam a rejeição.

É sinal de ruptura sim, mas que representa respeito pela escolha feita, por mais que isso implique sofrimento para o evangelizador. Ele deve ter uma atitude tolerante e compreensiva, esperando uma nova oportunidade.

Hoje podemos perguntar-nos:

Levando em conta estas recomendações missionárias, em quais deveríamos crescer mais como comunidade eclesial e pessoalmente?

Depois de escutar as palavras de Jesus, os discípulos e discípulas se puseram em marcha, “partiram e pregaram para que as pessoas se convertessem. Expulsavam muitos demônios e curavam muitos doentes”.

http://www.ihu.unisinos.br


 

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Questa voce è stata pubblicata il 12/07/2018 da in O Pão do Domingo, PORTUGUÊS con tag .

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