COMBONIANUM – Formazione e Missione

— Sito di FORMAZIONE PERMANENTE MISSIONARIA — Uno sguardo missionario sulla Vita, il Mondo e la Chiesa — Blog of MISSIONARY ONGOING FORMATION — A missionary look on the life of the world and the church

O Pão do XX Domingo do Tempo Comum (B)

XX DOMINGO DO TEMPO COMUM (B)
João 6, 51-58


bs-wine-bread-grapes.jpg

Quero estar nas tuas mãos como dom,
na tua boca como pão, no teu íntimo como sangue

Ermes Ronchi

Um Evangelho de apenas oito versículos (João 6, 51-58), e Jesus a dizer oito vezes: quem come a minha carne, viverá eternamente. Quase um ritmo encantatório, uma divina monotonia que avança por círculos concêntricos e ascendentes, como uma espiral; como uma pedra lançada à água de onde nascem círculos cada vez mais amplos. Por oito vezes Jesus insiste no porquê comer a sua carne: para simplesmente viver, para viver verdadeiramente. Uma coisa é viver, outra é sobreviver. É a persistente certeza da parte de Jesus de possuir o segredo que muda a direção, o sentido, o sabor da vida.

Quem come a minha carne tem a vida eterna. Com o verbo no presente, «tem», não «terá». A vida eterna é uma vida livre e autêntica, justa, que cresce e não se rende, que faz coisas que merecem não morrer. Uma vida como a de Jesus, capaz de amar como ninguém. Sangue e carne são  palavras que indicam a plena humanidade de Jesus, as suas mãos de carpinteiro com o perfume da madeira, as suas lágrimas, as suas paixões, os seus abraços, os pés embebidos de nardo e a casa que se enche de perfume e de amizade.

E aqui há uma surpresa, uma coisa imprevisível. Jesus não diz: tomai sobre vós a minha sabedoria, comei a minha santidade, o sublime que há em mim. Antes, diz: tomai a minha humanidade, o meu modo de habitar a Terra e viver as relações como fermento da vossa. Alimentai-vos do meu modo de ser humano, como um bebé que ainda está no ventre da mãe se alimenta do seu sangue.

Jesus não está a falar do sacramento da Eucaristia, mas do sacramento da sua existência: comei e bebei cada gota e cada fibra de mim. Deseja que nas veias escorra a corrente quente da sua vida, que no coração se enraíze a sua coragem, para que nos encaminhemos a viver a existência humana como Ele a viveu. Fez-se homem para isto, para que o homem se faça como Deus.

Então, comer e beber Cristo significa tomá-lo como medida, fermento, energia. Não “andar a fazer a Comunhão” mas “fazermo-nos nós sacramento de comunhão”. Então, o movimento fundamental não é o nosso caminho até Ele, é antes Ele que vem até nós. Ele em caminho, Ele que percorre os céus, Ele feliz por ver-me chegar, Ele que me diz “estou  palavras que indicam a plena humanidade de Jesus, as suas mãos de carpinteiro com o perfume da madeira, as suas lágrimas, as suas paixões, os seus abraços, os pés embebidos de nardo e a casa que se enche de perfume e de amizade.

E aqui há uma surpresa, uma coisa imprevisível. Jesus não diz: tomai sobre vós a minha sabedoria, comei a minha santidade, o sublime que há em mim. Antes, diz: tomai a minha humanidade, o meu modo de habitar a Terra e viver as relações como fermento da vossa. Alimentai-vos do meu modo de ser humano, como um bebé que ainda está no ventre da mãe se alimenta do seu sangue.

Jesus não está a falar do sacramento da Eucaristia, mas do sacramento da sua existência: comei e bebei cada gota e cada fibra de mim. Deseja que nas veias escorra a corrente quente da sua vida, que no coração se enraíze a sua coragem, para que nos encaminhemos a viver a existência humana como Ele a viveu. Fez-se homem para isto, para que o homem se faça como Deus.

Então, comer e beber Cristo significa tomá-lo como medida, fermento, energia. Não “andar a fazer a Comunhão” mas “fazermo-nos nós sacramento de comunhão”. Então, o movimento fundamental não é o nosso caminho até Ele, é antes Ele que vem até nós. Ele em caminho, Ele que percorre os céus, Ele feliz por ver-me chegar, Ele que me diz “estou

contente por estares aqui”. Eu só posso acolhê-lo perplexo. Antes que eu diga “tenho fome”, disse-me “toma e come”, procurou-me, esperou-me e dá-se.

Tomai, comei! Palavras que me surpreendem de cada vez, como uma declaração de amor: “Eu quero estar nas tuas mãos como dom, na tua boca como pão, no teu íntimo como sangue, fazer-me célula, respiração, pensamento teu. Tua vida”.

Ermes Ronchi
In Avvenire
Trad.: Rui Jorge Martins
Publicado em 17.08.2018
http://www.snpcultura.pt


 

Annunci

Rispondi

Inserisci i tuoi dati qui sotto o clicca su un'icona per effettuare l'accesso:

Logo WordPress.com

Stai commentando usando il tuo account WordPress.com. Chiudi sessione /  Modifica )

Google+ photo

Stai commentando usando il tuo account Google+. Chiudi sessione /  Modifica )

Foto Twitter

Stai commentando usando il tuo account Twitter. Chiudi sessione /  Modifica )

Foto di Facebook

Stai commentando usando il tuo account Facebook. Chiudi sessione /  Modifica )

Connessione a %s...

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Informazione

Questa voce è stata pubblicata il 17/08/2018 da in O Pão do Domingo, PORTUGUÊS con tag .

San Daniele Comboni (1831-1881)

Inserisci il tuo indirizzo email per seguire questo blog e ricevere notifiche di nuovi messaggi via e-mail.

Segui assieme ad altri 512 follower

Follow COMBONIANUM – Formazione e Missione on WordPress.com

  • 215.267 visite

Disclaimer

Questo blog non rappresenta una testata giornalistica. Immagini, foto e testi sono spesso scaricati da Internet, pertanto chi si ritenesse leso nel diritto d'autore potrà contattare il curatore del blog, che provvederà all'immediata rimozione del materiale oggetto di controversia. Grazie.

Categorie

%d blogger hanno fatto clic su Mi Piace per questo: