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Martini – O Evangelizador em São Lucas (3)


Testo word Martini – O Evangelizador em S. Lucas (3)
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O EVANGELIZADOR EM SÃO LUCAS (3)
Carlo Maria Martini

Curso de Exercícios a um grupo de Sacerdotes da diocese de Milão

Terceira Reflexão
O QUERIGMA: O QUE REALIZA E O QUE É

Também hoje, à nossa meditação sobre o Evangelho de Lucas, antepomos uma pergunta: o que é que na minha vida cria mais obstáculos para obter o que desejo?

Antes de continuar a reflectir como o evangelista é formado em vista da proclamação do querigma, convém fazer uma meditação sobre o próprio anúncio. Supondo o contexto de Lucas em Actos, desejaria exprimir as coisas em dois momentos: num primeiro momento, perguntar-nos-emos o que é o querigma.

1 – O que realiza o querigma?

Realiza todas as coisas que aconteceram no fim do colóquio de Jesus com os discípulos de Emaús (Lc 24,13-35). Sucedem coisas que mudam interiormente a pessoa, que lhe dão um novo horizonte, uma nova respiração.

Tudo isso é descrito de várias maneiras: primeiro, abrem-se os olhos (v. 31); segundo, arde o coração no peito (v. 32); terceiro, correm para anunciar aos outros (v. 33) a mensagem que não se consegue conservar por mais tempo, e por isso se parte comunicando; quarto, encontram todos reunidos e a todos comunicam “a palavra” (v. 35).

Seria possível tirar muitas outras coisas da Escritura, mas aqui concretizamos algumas para mostrar a mudança que o anúncio da Boa Nova produz no homem. Abertura dos olhos, ardor do coração, desejo de comunicar aos outros, desejo de fazer comunidade. Cada qual pode aprofundar estas indicações tanto com a experiência própria como com a experiência dos outros. Onde acontecem estas coisas, há verdadeiro anúncio evangélico, onde não acontecem, existe a tristeza dos dois de Emaús; há uma sensação de peso, de medo do futuro, de frustração; e então significa que o anúncio evangélico não existe, ou então não se exprime como tal.

Desejo sublinhar a situação particular daqueles dois discípulos porque apresenta uma realidade exemplar da vida cristã; eles já tinham tudo desde o momento em que estavam caminhando: tinham a palavra do querigma, tinham o objecto central do querigma, isto é, Jesus vivo com eles, mas não tinham nem os olhos abertos nem o coração ardente e por isso viviam mal, sem ver nada, sem dar-se conta, sem compreender, porque o querigma é esta abertura dos olhos, este reconhecer que na situação em que estamos vivendo, Deus se mostrou e nos revelou horizontes inesperados.

O querigma produz uma transformação interior que enche de alegria. Podemos imaginar toda a comunidade reunida com os Onze, enquanto ressoa o anúncio de que, realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão. Parece-nos ver esta comunidade que exulta, salta de alegria, explode, também exteriormente, de serenidade.

Vi esta explosão exterior exprimir-se na recente visita que fiz às dioceses da África, também com a dança: as pessoas põem-se a dançar por causa da alegria interior que não pode ser contida. Lembro-me de que, em Kafue, um pároco me convidou ao Conselho pastoral: todos os membros do Conselho pastoral estavam reunidos em silêncio e muitos deles estavam sérios. Então pedi-lhes que me contassem alguma coisa deles, que me falassem dos problemas da paróquia. Um deles levantou-se e disse: “Veja, nós estamos todos reunidos em diferentes grupos, existe a Acção Católica, existem as Filhas de Maria e mais outros grupos, mas o importante é que nos amamos e agora quero que veja isso”. Então começou a bater com as “mãos e a dançar no meio” da sala e todos, um após outro, levantaram-se e começaram a dançar juntos. Foi realmente um espectáculo maravilhoso! Depois, naturalmente, também se falou, discutiu-se, mas no começo foi assim.

O efeito do querigma é precisamente esta explosão de alegria que se exprime também exteriormente e que nós podemos verificar quando encontramos experiências de pessoas que chegam a esta maturação.

Conheci um jovem que vinha de uma experiência muito distante do Evangelho e que, depois de ter palmilhado certo caminho e ter intuído o que significava para ele o Evangelho, dizia-me, com extrema simplicidade: é como se começasse a viver agora e tudo me parece novo, tudo me parece belo, tudo me parece grande, vejo a vida com outro olhar.

Lembro-me também de uma pessoa que havia feito um caminho importante de fé, depois de uma situação difícil, e que dizia precisamente aquela frase dos Actos: é como se abrisse os olhos e visse todo um mundo que eu não percebia e nem imaginava. São os efeitos do querigma.

É a palavra de Deus, a vida do Cristo ressuscitado que, penetrando em nós, mudou a nossa vida e permitiu-nos ver as coisas, os horizontes, as situações numa ordem diferente, numa ordem que já existia anteriormente e a pessoa se espanta por não tê-la percebido antes. É um pouco como ver as montanhas na obscuridade da noite e experimentar uma sensação de peso, de temor; depois, quando o alvorecer abre o horizonte, descobre-se toda a beleza das cores, das luzes, das neves e então ficamos repletos de admiração. É isso que o querigma produz na nossa vida. O efeito da Boa Notícia recebida.

Cada qual poderia, na reflexão, exemplificar o que dissemos, com experiências próprias e dos outros que o Senhor graciosamente nos concede fazer, para que possamos compreender sempre melhor o que acontece na vida de um homem quando esta é atravessada pela mensagem da salvação.

2 – O que é o querigma?

Convido-vos a reler as páginas dos Actos dos Apóstolos e as do Evangelho. Lucas é o evangelista do querigma e todo o terceiro Evangelho é, na sua inteireza, querigma, anúncio de salvação. Mas Lucas exprime o anúncio também em formas sintéticas, mais breves: são os chamados discursos missionários dos Actos (cfr. At 2, 3,10, 13).

Trata-se de quatro grandes discursos que, juntamente com outros discursos menores, constituem a exposição do anúncio evangélico da salvação. Além dessas exposições em forma sintética e directa, existem outras de forma indirecta, onde os Actos dos Apóstolos narram o que acontece numa comunidade que é transformada pela Palavra; as mais conhecidas entre estas são as descrições sobre a comunhão e a comunidade, por exemplo em At 2,3 7-48, onde se descreve como é transformado um grupo de pessoas que realmente acolheu em si a Boa Notícia.

Sublinho os que para mim são pontos determinantes e qualificantes do anúncio sintético do querigma, pontos que evidentemente podem ser expressos de mil outras maneiras. Ai de nós se fôssemos simples repetidores do querigma, se não soubéssemos fazer outra coisa senão repetir, nas pregações ao povo, as palavras bíblicas tais quais: pode muito bem acontecer que em certas situações, sobretudo para quem não está preparado, não soem bem. Mas para nós é importante captar quais são os momentos estruturais do anúncio, aqueles que entram sempre, de uma forma ou de outra, na palavra que proclamamos ou dizemos ou sugerimos discretamente – de acordo com as circunstâncias – quando fazemos um trabalho de iluminação evangélica dos corações, quando somos não só pastores de uma comunidade, mas proclamadores evangélicos de uma esperança a quem não tem esta esperança e que tem particular necessidade dela.

Portanto, leiamos um destes discursos para ver as atitudes e os pontos fundamentais que me parecem dignos de serem sublinhados.

O discurso de Pedro (At 2,14-36):Então Pedro, de pé e cercado pelos Onze, em voz bem alta (notai – em voz bem alta – isto é, trata-se de alguma coisa que alguém proclama com todo o seu ser porque o vive a fundo, acredita nisso e não é uma proposta hipotética) lhes falou: Homens da Judeia e vós todos, habitantes de Jerusalém! Ficai sabendo bem o que se passa e prestai atenção às minhas palavras. Estes homens não estão bêbados como pensais, pois estamos ainda às nove horas de manhã. Mas trata-se do que foi dito pelo profeta Joel:

Diz o Senhor:
Acontecerá nos últimos dias:
Derramarei o meu espírito sobre toda a criatura.
Vossos filhos e filhas profetizarão,
vossos jovens terão visões,
vossos anciãos terão sonhos.
Sobre os meus servidores e servidoras
derramarei o meu espírito naqueles dias e eles profetizarão.
Farei prodígios nas alturas do céu e sinais na superfície de terra:
sangue, fogo e coluna de fumaça.
O sol se converterá em trevas e a lua em sangue,
até que chegue o Dia do Senhor, aquele grande e glorioso dia!
Então, quem invocar o nome do Senhor, será salvo.

Homens de Israel, escutai o que digo: Jesus de Nazaré foi o homem credenciado por Deus junto a vós, com poderes extraordinários, milagres e prodígios. Bem sabeis as coisas que Deus realizou através dele no meio de vós. Ora, de acordo com o plano bem definido e previsto por Deus, foi entregue às mãos dos ímpios e vós o crucificastes e matastes. Mas Deus o ressuscitou, livrando-o da escravidão da morte. De facto, não era possível que a morte o retivesse no seu poder; porque diz David a respeito dele:

Sempre tive o Senhor presente diante de mim.
Ele está à minha direita, para que eu não fique perturbado.
Por isso o meu coração ficou contente
e a minha língua cantou de alegria
e a minha própria carne repousará na esperança,
que não abandonarás a minha vida na mansão dos mortos,
nem permitirás que o teu Santo sofra a decomposição.
Deste-me a conhecer os caminhos da vida,
e tu me encherás de alegria na tua presença.

Meus irmãos! Que eu vos possa falar com franqueza a respeito do nosso patriarca David: ele morreu, foi sepultado e até hoje o seu túmulo acha-se entre nós. Sendo profeta, ele sabia que Deus tinha firmado com juramento a promessa de elevar ao seu trono um dos seus descendentes. Neste caso foi a ressurreição de Cristo que ele tinha visto com antecedência e anunciado, quando disse que, não seria abandonado na mansão dos mortos, nem a sua carne experimentaria a corrupção. Foi este Jesus que Deus ressuscitou. E disso todos nós somos testemunhas. Agora que ele foi exaltado à direita de Deus e recebeu do Pai o que tinha prometido, a saber, o Espírito Santo, ele derramou-o sobre nós como estais vendo e ouvindo. Certamente David não subiu ao céu. No entanto ele disse:

O Senhor disse ao meu Senhor:
senta-te à minha direita,
até que eu coloque os teus inimigos
debaixo dos teus pés.

Por isso toda a casa de Israel deve saber com certeza que Deus entronizou como Senhor este Jesus que vós crucificaste!

Analogamente, podemos ler todos os outros discursos e procurar dar-nos conta deste esquema fundamental da pregação. A partir deste esquema, desejo enumerar quatro elementos que me parecem particularmente significativos pelo facto de indicarem as realidades sobre as quais se baseia esta comunicação da Boa Nova.

Os efeitos do querigma

O Deus por mim.

O primeiro elemento é um pronome que se encontra no v. 16. Em grego é toutó estín: isso que vós vedes é o que foi dito pelo profeta. É um modo de exprimir-se que volta nos discursos: “o que vós vedes significa “isto”; “isto” é o significado da experiência que estais fazendo. No capítulo 3, diz-se: “Este aleijado curado significa que Deus glorificou o seu Filho”.

O primeiro elemento do anúncio é a referência a uma situação vivida, presente. O querigma parte de uma experiência do homem; é relacionado com uma situação que, tanto eu que falo como a pessoa que me escuta, estamos vivendo. Isso é o que tu estás vivendo. Isso significa que esta palavra evangélica nunca é uma palavra que se diz em abstracto: Cristo ressuscitou, sem dúvida; que quer ele dizer, o que diz a mim? Cristo libertou-nos dos nossos pecados: que tem a ver isso com a minha vida? Parte-se de uma situação que a pessoa está vivendo e na qual é possível mostrar o sinal do poder de Deus.

O sinal será diferente: no discurso de Pentecostes é o falar entusiasta em línguas dos Apóstolos; no discurso de Actos 3 é a cura do aleijado; no discurso de Actos 10 é a providencial missão de Pedro na casa de Cornélio; no discurso de Actos 13 é o mesmo anúncio de Paulo que chega à Pisídia.

Por isso também a fé do anunciador, a certeza que o anunciador tem de que a situação que está vivendo determinada pessoa é susceptível de diferente interpretação que mostre o seu aspecto salvífico, que mostre nela a glória de Deus; há sempre algo relacionado com a pessoa que está escutando. Há para ti uma boa notícia, a tua vida pode ser diferente, o teu problema pode ser visto com outros olhos, tu erraste ao julgar assim a tua situação, há um caminho de saída para ti; o que esperas, o que desejas, o que gostarias que se realizasse, é assim, posso anunciar e proclamar isso para ti.

Com frequência, a situação de relacionamento com a vida de quem escuta é, concretamente, uma comunidade cristã viva, uma experiência viva de cristianismo, uma experiência de acolhimento dos pobres, de serviço em favor da justiça, de amor, de perdão fraterno, de alegria vivida numa comunidade. Uma das impressões que tive na visita à África é a das comunidades cristãs que manifestam a alegria comunitária também nas liturgias, que duram horas e horas, cheias de cânticos, festa, sentimento de exultação; e assim se tornam um ponto de atracção para muitos que ainda não são cristãos e que também vêm à missa, porque atraídos por este novo modo de viver, por esta experiência diferente, por esta atmosfera de serenidade que perpassa a vida e, instintivamente, perguntam pelo seu significado.

O segundo elemento é a presença de Deus em acção. “O Deus dos nossos Pais, o Deus de Abraão, de Isaac, de Jacob glorificou o seu Filho Jesus” (At 3,13). Reflictamos por um momento sobre a importância deste recurso à acção de Deus, sujeito activo do querigma. O que significa para a vida da pessoa que escuta? Deus tem nas mãos a tua vida, não te abandonou, Deus está perto de ti, és importante diante dele; em outras palavras, devemos actualizar esta expressão do querigma para nós, para mim.

O Deus dos nossos Pais, de Abraão, de Isaac, de Jacob, o Deus de Jesus Cristo, o Deus de Santo Ambrósio, de São Carlos, o Deus das pessoas que me educaram na fé, dos meus pais, dos meus sacerdotes, o Deus que, desde sempre na história da minha tradição, da minha vida, está perto de mim, agora, aqui, se manifesta a mim. Trata-se, então, de reencontrar – também relacionando-se com a tradição precedente – a confiança que aquele Deus que agiu na história, que ressuscitou Jesus, que suscitou os santos e as pessoas que nos educaram na fé, é o “nosso” Deus, Aquele que está presente agora na minha vida por esta acção de salvação.

O terceiro elemento: este Deus subverte as aparências. Vamos reler algumas das frases do capítulo 2: “Vós… o matastes pregando-o no patíbulo. Mas Deus o ressuscitou libertando-o das penas da morte”. Deus glorificou aquele que fora negado, aquele que parecia rejeitado pelos homens foi exaltado. Deus subverteu as aparências humanas, transtornou a maneira de ver dos homens, glorificando Jesus. Reflictamos sobre a importância desta simples anotação: “Deus subverteu as aparências humanas e as liquidou”, porque é precisamente aqui que cada um de nós espera uma mensagem.

As coisas parecem caminhar de certa forma que produz desconfiança, derrotismo, sentimento de inutilidade; mas não devemos parar aqui, porque Deus é capaz de inverter a situação da tua vida, como inverteu a situação, o juízo humano da vida de Jesus. Notai a importância deste princípio se o aplicarmos a tantas páginas do Evangelho de Lucas: “Bem-aventurados os pobres… bem-aventurados vós que sois perseguidos… bem-aventurados vós que chorais.

O Senhor vem inverter as aparências humanas, para inverter a realidade de injustiça, de sofrimento e para criar uma nova possibilidade de existência nas coisas que aparentemente nos esmagam. Vem para dar o espaço de um mundo novo nestas realidades cuja consideração nos pareceria sufocante e revoltante, vem para criar no meu interior, a partir de mim, da minha comunidade, uma inversão de valores que dá uma nova esperança de existência. Tudo isso pode ser expresso de muitas formas: tenho a consciência de estar extremamente distante daquela realidade do querigma dizendo as coisas que digo, mas queria unicamente convidar cada um a entrar nesta realidade para depois poder reexprimi-la de maneira própria. A intervenção perturbadora do poder de Deus, que ressuscitou Jesus, dá-nos uma nova esperança de configurar de maneira diferente a vida do homem: precisamente naquilo que agora te parece mais duro pode revelar-se, imediatamente, pelo poder de Deus, a tua ressurreição, a tua passagem a modos e experiências de vida inesperados.

O quarto elemento: é a própria pessoa de Jesus que vem ao teu encontro e te aquece o coração com o seu modo de falar, com o seu modo de aproximar-se, sob formas humanamente conjecturáveis, e muda a tua mentalidade e a tua vida. Esta capacidade do homem de perceber a presença de Deus junto a si é algo que devemos, antes de mais nada, experimentar e viver nós mesmos: este estar com ele que nos permite, num certo momento, poder fazer com que os outros sintam a força da esperança.

O dom do Espírito

Por fim, quero sublinhar ainda um aspecto: a presença de Jesus verifica-se através de um dom que é uma nova vitalidade do interior e é o dom do Espírito. Por isso, o querigma, partindo da situação presente do homem, colocando nela a acção poderosa de Deus; apresenta este Deus que inverte as situações humanas ressuscitando Jesus; que é capaz de transformar a tua vida e põe dentro de ti uma vitalidade, um novo poder de operar que é o dom do Espírito.

O querigma termina sempre com a realidade do Espírito que nos muda interiormente. Tudo isso é expresso de muitas maneiras: com as palavras “o Espírito Santo que o Pai prometeu”, ou então com a expressão “afesis amartión”, isto é, a remissão dos pecados. Isso significa precisamente tirar da tua vida tudo “o que pesa sobre ti, tudo o que esmaga, que não te permite exprimir a tua vitalidade espontânea assim como desejas. Tirar da vida aqueles obstáculos, aqueles pesos, aqueles isolamentos que não te permitem ser tu mesmo, e te tornam descontente.

O poder do Espírito é esta nova vida que transforma; não se pode dizer isso simplesmente em palavras: é a experiência vivida do evangelista, da comunidade cristã viva, lugares nos quais se tocam as transformações da fé, da caridade, do desinteresse, da paciência, da atenção ao mais pobre, do espírito de responsabilidade, da coragem contra a morte. Todas realidades que manifestam o Espírito vivo e permitem dizer que o Espírito está presente.

Aqui basta pouca coisa, não é necessário mostrar obras clamorosas. Talvez muitas vezes tenhamos feito a experiência disso: um verdadeiro acto de caridade, de perdão, de desinteresse, para abrir o respiradouro para este novo modo de viver. Existe outro modo de viver, de pensar, de amar, de crer, de estarmos contentes, e este outro modo é para ti.

O querigma é dificilmente exprimível por meio de palavras porque contém toda a complexidade do homem redimido, pelo poder de Deus que vem ao seu encontro, do Cristo ressuscitado, do Espírito que é dado. Todavia procuremos perguntar-nos em que medida os aspectos mais significativos do anúncio que meditamos estão presentes antes de tudo na nossa vida e não somente nas nossas palavras; em que medida nos deixamos transformar pelo poder do Ressuscitado, pelo Espírito de Deus que subverte as situações; como confiamos totalmente a nossa vida ao Deus dos Pais que intervém para não deixar-nos sós nas presentes provações, nas situações de responsabilidade, mas para estar connosco, para vivificar e dar alegria.

Peçamos, pois, ao Senhor que nos manifeste realmente, na leitura da Escritura e na adoração silenciosa, tudo o que ele é para nós, para que possamos compreender e conhecer até ao fundo o querigma, assim como se exprime na nossa vida

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Questa voce è stata pubblicata il 12/10/2018 da in Fé e Espiritualidade, PORTUGUÊS con tag , , , .

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