COMBONIANUM – Formazione e Missione

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“Ave Maria” é o novo livro do papa Francisco


MariaO novo livro do papa Francisco, “Ave Maria” (160 páginas, 16 €, edição Rizzoli – Libreria Editrice Vaticana”, percorre «as palavras da oração mais amada», num diálogo com o capelão da prisão de Pádua, P. Marco Pozza. Apresentamos alguns excertos revelados antecipadamente na imprensa.

Jovem normal

«Desde que nasceu até à Anunciação, no momento do encontro com o anjo de Deus, imagino-a como uma jovem normal, uma jovem de hoje, uma jovem que não posso dizer de uma cidade, porque ela é de uma vila, mas normal, normal, educada normalmente, aberto a casar-se, a fazer uma família.

Uma coisa que imagino é que amasse as Escrituras: conhecia as Escrituras, tinha feito a catequese mas familiar, do coração. Depois, após a conceção de Jesus, era ainda uma mulher normal: Maria é a normalidade, é uma mulher que qualquer mulher deste mundo pode dizer que pode imitar. Nada de estranho na vida, uma mãe normal: mesmo no seu matrimónio virginal, casto naquele quadro de virgindade, Maria foi normal. Trabalhava, fazia as compras, ajudava o Filho, ajudava o marido: normal.»

Uma mulher só

«A re-criação começa com Maria, com uma mulher só. Podemos pensar nas mulheres solitárias que administram a casa, que sozinhas educam seus filhos. Aí está, Maria está ainda mais sozinha. Sozinha começa esta história, que prossegue com José e a família; mas no começo a recriação é o diálogo entre Deus e uma mulher só (…). Sozinha no momento do anúncio e sozinha no momento da morte do Filho.»

Uma mulher que está

«Os Evangelhos são lacónicos e extremamente discretos. Registam com um simples verno a presença da Mãe: ela “estava”. Esta estava. Nada dizem da sua reação: se chorava, se não chorava… Nada; nem sequer uma pincelada para descrever a sua dor: sobre esses detalhes aventou-se depois a imaginação de poetas e pintores, oferecendo-nos imagens que entraram na história da arte e da literatura. Mas os Evangelhos apenas dizem: ela “estava”. Estava ali, no momento mais terrível, no momento mais cruel, e sofria com o Filho. “Estava.” Maria “estava”, simplesmente estava ali.

Ei-la novamente, a jovem mulher de Nazaré, agora grisalha nos cabelos pela passagem dos anos, ainda às voltas com um Deus que devia ser só abraçado, e com uma vida que chegou ao umbral do escuro mais negro. Maria “estva” no escuro mais negro, mas “estava”. Não se foi embora. (…)

Reencontramo-la no primeiro dia da Igreja. Ela, mãe de esperança, no meio daquela comunidade de discípulos tão frágeis: um tinha renegado, muitos tinham fugido, todos tinham tido medo. Mas ela simplesmente estava ali, na mais normal das maneiras, como se fosse uma coisa totalmente natural: na primeira Igreja envolvida pela luz da ressurreição, mas também pelos tremores dos primeiros passos que tinha de dar no mundo.»

Deus mãe

«Dizendo que Deus é pai e mãe, o papa João Paulo I não disse nada de estranho. Disse-o Deus de si mesmo, através de Isaías e dos outros profetas: apresentou-se como uma mãe, “Eu protejo-te como uma mãe, uma mãe não pode esquecer-se do seu filho, e mesmo se o fizesse, Eu nunca poderia fazê-lo” (Isaías 49,15).»

Maria, mãe

«Nos Evangelhos Maria aparece como mulher de poucas palavras, sem grandes discursos nem protagonismos, mas com um olhar atento que sabe proteger a vida e a missão do seu Filho e, por isso, de todo aquele que Ele ama. Soube proteger os alvores da primeira comunidade cristã, e assim aprendeu a ser mãe de uma multidão. Aproximou-se das situações mais diversas para semear esperança. Acompanhou as cruzes carregadas no silêncio pelo coração dos seus filhos. Tantas devoções, tantos santuários e capelas nos lugares mais recônditos, tantas imagens espalhadas pelas casas recordam-nos esta grande verdade.

Maria deu-nos o calor materno, aquele que nos envolve no meio das dificuldades; o calor materno que permite que nada nem ninguém extinga no seio da Igreja a revolução da ternura inaugurada pelo seu Filho. Onde há uma mãe, há ternura. E Maria, com a sua maternidade, mostra-nos que a humildade e a ternura não são virtudes dos fracos, mas dos fortes, ensina-nos que não é preciso maltratar os outros para sentir-se importante. E desde sempre o santo povo fiel de Deus reconheceu-a e saudou-a como a Santa Mãe de Deus. (…)»

Recordo que a minha mãe, falando de nós, cinco filhos, dizia: “Os meus filhos são como os dedos da mão, cada um diferente do outro; mas se me pico num dedo, sinto a mesma dor que sentiria se picasse outro”. Maria acompanha o caminho nosso, de pecadores, cada um com os seus pecados. “Rogai por nós, pecadores” significa dizer: “Sou pecador mas tu proteges-me”. Maria é aquela que nos protege.»

Mães-ternura, mães-fortaleza

«As mães são o antídoto mais forte contra as nossas tendências individualistas e egoístas, contra os nossos fechamentos e apatias. Uma sociedade sem mães seria não apenas uma sociedade fria, mas uma sociedade que teria perdido o coração, que teria perdido o “sabor de família”. Uma sociedade sem mães seria uma sociedade sem piedade, que deixaria o lugar apenas ao cálculo e à especulação. Porque as mães, até nos momentos piores, sabem testemunhar a ternura, a dedicação incondicional.

Aprendi muito daquelas mães que, tendo os filhos na prisão ou prostrados numa cama de hospital ou subjugados pela escravidão da droga, com frio e com calor, com chuva e a seca, não se rendem e continuam a lutar para dar-lhes o melhor. Ou aquelas mães que, nos campos de refugiados, ou até no meio da guerra, conseguem abraçar e apoiar sem vacilar o sofrimento dos seus filhos. Mães que dão literalmente a vida para que nenhum dos seus filhos se perca. Onde está a mãe, há unidade, há pertença, pertença de filhos.»

Na prisão

«Passei muitas vezes de autocarro em frente à prisão de Villa Devoto, em Buenos Aires. Havia a fila das mães e viam-se todas, aquelas mulheres na fila para entrar, para visitar um filho. Não é difícil imaginar as humilhações que uma mulher tem de sofrer, as buscas… Mas não importa, é para um filho. Deixam-se pisar, o que importa é o filho. A Maria importava o Filho. Não os comentários dos outros.»

Plaza de Mayo [Buenos Aires, Argentina]

«A uma mãe que sofreu o que as mães da Plaza de Mayo sofreram, eu permito tudo. Pode dizer tudo, porque é impossível compreender a dor de uma mãe. Uma disse-me: “Gostaria de ver pelo menos o corpo, os ossos da minha filha, saber onde foi sepultada” (…).

Há uma memória que chamo de “memória materna”, alguma coisa de físico, uma memória de carne e osso. Até essa lembrança pode explicar a angústia. Muitas vezes dizem: “Mas onde estava a Igreja naquele momento, por que não nos defendeu?”. Eu fico quieto e acompanho-as. O desespero das mães da Plaza de Mayo é terrível. Não podemos deixar de acompanhá-las e respeitar a sua dor, tomá-las pela mão, mas é difícil.»

A beleza

«O anjo não diz a Maria: És cheia de intelecto, és inteligente, estás cheia de virtude, és uma mulher ultra-boa”. Não: “És cheia de graça”, isto é, de gratuidade, de beleza. A Virgem é a bela por excelência. A beleza é uma das dimensões humanas que demasiadas vezes descuramos. Falamos da verdade, da bondade e deixamos de parte a beleza. Em vez disso, é tão importante quanto as outras. É importante encontrar Deus na beleza.»

Diabo e elites

«A normalidade é viver no povo e como o povo. É anormal viver sem raízes num povo, sem ligação com um povo histórico. Nessas condições, nasce um pecado que agrada muito a Satanás, o nosso inimigo: o pecado da elite. A elite não sabe o que significa viver no povo, e quando falo de elite não me refiro a uma classe social: falo de uma atitude da alma. Pode pertencer-se a uma Igreja de elite. No entanto, como diz o concílio na “Lumen gentium”, a Igreja é o santo povo fiel de Deus. A Igreja é povo, o povo de Deus. E ao diabo agradam as elites.»

Os corruptos

«Maria não pode ser a mãe dos corruptos, porque os corruptos vendem a mãe, vendem a pertença a uma família, a um povo. Procuram apenas o seu lucro, quer seja económico, intelectual, político, de qualquer tipo. Fazem uma escolha egoísta, diria satânico: trancam a porta por dentro.
E Maria não consegue entrar. Por isso a única oração pelos corruptos é que um terramoto os apiede de tal maneira que os convença de que o mundo não começou e não terminará com eles (…). Maria é a mãe de todos nós, pecadores, do mais ao menos santo.»

Um papa pecador

«É a realidade. Se dissesse de mim que não sou um pecador, seria o maior dos corruptos.»

Rui Jorge Martins
Fontes: Corriere della Sera, L’Osservatore Romano
Imagem: Capa | D.R.
Publicado em 08.10.2018

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Questa voce è stata pubblicata il 20/10/2018 da in Fé e Espiritualidade, PORTUGUÊS con tag , .

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