COMBONIANUM – Spiritualità e Missione

Blog di FORMAZIONE PERMANENTE MISSIONARIA – Uno sguardo missionario sulla Vita, il Mondo e la Chiesa MISSIONARY ONGOING FORMATION – A missionary look on the life of the world and the church

2° Domingo do Tempo Comum (C)

O Pão do 2° Domingo do Tempo Comum (ciclo C)
João 2,1-11


Domingo II do Tempo Comum.png

Isaías desenvolve a simbologia nupcial para falar das relações entre Deus e o seu povo. João faz das bodas de Caná o primeiro sinal realizado por Jesus, o esposo por excelência. O bom vinho que oferece, a sua palavra, será bebido com fartura pelo novo povo de Deus. De diversos modos, da Anunciação à Epifania, passando pelo anúncio feito aos pastores de Belém, Jesus nos foi apresentado. Hoje, ele mesmo é quem se manifesta. E, se manifesta a sua glória nas bodas de Cana, é para manifestar sua divindade. Ele veio fazer novas todas as coisas.
A reflexão é de Marcel Domergue (+1922-2015), sacerdote jesuíta francês, publicada no sítio Croire, comentando o evangelho do 2º Domingo do Tempo Comum, do Ciclo C. A tradução é de Francisco O. Lara, João Bosco Lara e José J. Lara.

Referências bíblicas
1ª. leitura: “Assim como a noiva é a alegria do noivo, tu também és a alegria de teu Deus” (Is 62,1-5).
Salmo: Sl. 95(96) – R/ Cantai ao Senhor um canto novo, manifestai os seus prodígios entre os povos!
2ª leitura: “Um só e o mesmo Espírito distribui os seus dons a cada um conforme quer” (1Cor 12,4-11).
Evangelho: “Este foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Caná da Galileia” (Jo 2,1-11).

As bodas

A união entre o homem e a mulher é altamente significativa. Revela inicialmente a incompletude de cada um e de cada uma de nós. Manifesta, além disso, que a nossa verdade se encontra no outro ou, falando de outro modo, que existir significa relacionar-se.

A relação nupcial está no cume das relações, é a aliança por excelência. Por isso a Bíblia diz: «Deus criou o homem à sua imagem; à imagem de Deus ele o criou: homem e mulher ele os criou» (Gn 27). Assim, quando falamos da Trindade, queremos significar que Deus em Si mesmo é Aliança.

É necessária a união do homem e da mulher para que o humano seja imagem de Deus. E, no entanto, esta união é somente uma figura e uma etapa. O humano irá de fato superar o seu estado de imagem, para participar da natureza divina.

Estas bodas entre Deus e o homem irão encontrar sua expressão nas bodas do Cristo com seu povo. João começa o seu evangelho com as bodas de Caná e termina, quase, o seu Apocalipse com as Núpcias do Cordeiro (Ap 19,6-9). No quadro das bodas humanas é que Jesus vai realizar o sinal que antecipa as núpcias da humanidade com Deus. A água primordial (cf. Gn 1,2) torna-se o vinho do final, figura do sangue da Aliança. Assim o relato de Caná em 11 versículos recapitula em Cristo e por Cristo tudo o que acontece com a humanidade.

Maria

Seu nome sequer é citado no relato de Caná. Maria é simplesmente chamada de «mãe de Jesus» e de «mulher», termo usado correntemente nos evangelhos quando referido a um personagem feminino (por exemplo, em João 8,10). Não podemos, no entanto, deixar de ver nela a figura da mulher por excelência. Não é por acaso que, em João, somente vamos encontrá-la no início (Caná) e no final, ao pé da Cruz, quando recebe uma nova maternidade, a maternidade do novo corpo de Cristo: o povo que João representa (Jo 19,25-27).

Também na cruz não é citada nenhuma palavra de Maria. Em Caná, é ela quem sinaliza a falta do vinho: assim como em toda figura bíblica, as bodas humanas devem ser superadas pela realização daquilo que prometem; elas estão em estado de falta. Os esposos, mesmo sem saber, já chegaram ao fim das suas reservas. Jesus responde à sua mãe que sua hora, a hora do vinho, a hora do sangue, ainda não havia chegado.

A Cruz será o verdadeiro leito nupcial de Deus com a humanidade, pois é aí que, em Cristo, Deus irá chegar ao limite extremo da condição humana. Ele, então, terá esposado tudo de nós. Mas para isso foi preciso que o ser humano tivesse pronunciado o sim nupcial, tivesse manifestado o seu acordo. Podemos colocar em paralelo o sim de Maria na Anunciação, «faça-se em mim segundo a tua palavra!» (Lc 1,37), e a recomendação que ela faz aos servidores em Caná: «Fazei tudo o que ele vos disser».

“Fazei tudo o que ele vos disser”

Esta fórmula é herdada de Gênesis 41,55: o Faraó utiliza-se dela para prescrever aos Egípcios que se dirijam a José. Não foi por acaso que João a tenha retomado: em Gênesis, tratava-se da falta do pão; em Caná, da falta do vinho. Como não pensar na última Ceia, abertura da Paixão pela qual Jesus será glorificado? Aí sim, a sua hora havia chegado. E de fato, em seu «discurso após a Ceia» (Jo 13,31), Jesus diz aos seus discípulos: «Agora o Filho do homem foi glorificado e Deus foi glorificado nele».

O que vai glorificar a Jesus e a Deus é a manifestação ao mundo do seu amor absoluto; amor mais forte do que a morte. No final do Cântico dos Cânticos, poema revelador de Deus a partir do amor nupcial, está escrito que «o amor é forte como a morte» (8,6); com Cristo, ficamos sabendo que a morte não pode nada contra o amor, o que a Ressurreição vai tornar explícito. Pois o Cântico já o pressentia: «As águas da torrente jamais poderão apagar o amor, nem os rios afogá-lo» (8,7). Portanto, é superando todo o medo que podemos comprometer-nos a fazer «tudo o que ele vos disser».

Encontramos na primeira leitura uma fórmula impressionante: «Como o jovem desposa a donzela (pensemos nos esposos de Caná), assim teus filhos te desposam». Incesto? É, antes, a certeza de que somos destinados a nos fazermos um só com a fonte da nossa vida, com a fonte de toda a vida.

http://www.ihu.unisinos.org

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Questa voce è stata pubblicata il 18/01/2019 da in O Pão do Domingo, PORTUGUÊS con tag .

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San Daniele Comboni (1831-1881)

COMBONIANUM

Combonianum è stato una pubblicazione interna di condivisione sul carisma di Comboni. Assegnando questo nome al blog, ho voluto far rivivere questo titolo, ricco di storia e patrimonio carismatico.
Il sottotitolo Spiritualità e Missione vuole precisare l’obiettivo del blog: promuovere una spiritualità missionaria.

Combonianum was an internal publication of sharing on Comboni’s charism. By assigning this name to the blog, I wanted to revive this title, rich in history and charismatic heritage.
The subtitle
Spirituality and Mission wants to specify the goal of the blog: to promote a missionary spirituality.

Sono un comboniano affetto da Sla. Ho aperto e continuo a curare questo blog (tramite il puntatore oculare), animato dal desiderio di rimanere in contatto con la vita del mondo e della Chiesa, e di proseguire così il mio piccolo servizio alla missione.
I miei interessi: tematiche missionarie, spiritualità (ho lavorato nella formazione) e temi biblici (ho fatto teologia biblica alla PUG di Roma)

I am a Comboni missionary with ALS. I opened and continue to curate this blog (through the eye pointer), animated by the desire to stay in touch with the life of the world and of the Church, and thus continue my small service to the mission.
My interests: missionary themes, spirituality (I was in charge of formation) and biblical themes (I studied biblical theology at the PUG in Rome)

Manuel João Pereira Correia combonianum@gmail.com

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