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África espacial


A União Africana avança para a Era Espacial com o estabelecimento da Agência Espacial Africana no Egipto. A nova organização é resultado do surgimento de várias agências espaciais no continente e do fortalecimento da cooperação espacial entre os países africanos.


era espacial


Nos últimos anos, os países africanos têm feito esforços, cada vez mais ambiciosos, em ciência e tecnologia espacial, nomeadamente a South African National Space Agency (SANSA) que, desde 2010, participa no desenvolvimento do Square Kilometre Array, o maior radiotelescópio do mundo. Na Nigéria, a National Space Research and Development Agency opera vários satélites e anuncia que irá enviar um astronauta ao espaço até 2030, para um voo suborbital. Por sua vez, o Entoto Observatory and Research Center, na Etiópia, tornou-se um dos melhores locais do mundo para ver a constelação de Oríon.

No início desta década, a Cidade do Cabo, na África do Sul, recebeu o International Astronautical Congress, o mais importante encontro global sobre questões espaciais, sob o tema African Astronaissance, o nascimento das actividades espaciais em África. Em 2017, sessenta anos depois de inaugurada a Era Espacial com o lançamento do satélite Sputnik I pela União Soviética, a União Africana estabeleceu a Política Espacial Africana. «Um sector espacial formal vai ajudar a África a realizar a visão de um continente pacífico, unido e próspero», determinou o comité técnico especializado da organização de integração entre países.

Já em 2019, a União Africana estabelece a sede da Agência Espacial Africana no Egipto, ao mesmo tempo que o Pan African University Institute for Space Sciences inicia os primeiros cursos e programas de ciência espacial e de astronomia, desde física do espaço a radioastronomia. O objectivo comum é o da promoção, desenvolvimento e coordenação da ciência espacial para um melhor desenvolvimento tecnológico.

A ciência espacial não é estranha a África. Em Nabta Playa, no deserto do Egipto, localiza-se o observatório astronómico mais antigo do mundo, datado de 5000 a. C., um cromeleque com alinhamentos solares e estelares. Os Manuscritos de Tombuctu, das bibliotecas do Mali, revelaram conhecimentos astronómicos do século xv.

Constelação estratégica

A ciência e tecnologia espacial, e os muitos benefícios práticos que podem advir da sua aplicação, têm desempenhado um papel significativo nos esforços para o desenvolvimento económico e social nacional, regional e internacional.

O espaço apresenta uma oportunidade única para a cooperação na utilização e na partilha de infra-estruturas e dados para a gestão pró-activa de surtos de doenças, recursos naturais e ambientais, respostas aos riscos naturais e de calamidades, previsão meteorológica, de mitigação e adaptação das alterações climáticas, além da agricultura e segurança alimentar, missões de paz e resolução de conflitos.

«A ciência, tecnologia e inovação são prioridades importantes para o continente africano. Um sector espacial é um instrumento importante para garantir o uso sustentável dos recursos naturais e a criação de sectores industriais de alta tecnologia», aponta o programa African Space Strategy, da União Africana.

Os produtos e serviços derivados do espaço em observação da Terra, a comunicação via satélite, a navegação e posicionamento são cruciais para o desenvolvimento económico do continente. Enquanto estes produtos e serviços têm ajudado a atender às necessidades sociais e económicas do continente, África continua sem conhecimentos técnicos completos para participar de forma independente nas actividades espaciais.

A exploração de aplicações e avanços tecnológicos para o desenvolvimento social e económico traria muitos benefícios. No entanto, o alto custo de participação em actividades espaciais tem dificultado muitos países africanos de tirar pleno partido dos benefícios práticos que a ciência e tecnologia espaciais oferecem.

«Ao desenvolver um programa espacial continental, a África não irá reinventar a roda. Há alguns países africanos que estão no processo de desenvolvimento das suas próprias capacidades relacionados com o espaço, e estão a criar instituições para gerir esses programas», refere o comité técnico especializado sobre Educação, Ciência e Tecnologia da União Africana. Estes esforços nacionais podem contribuir para um programa continental, sem diluir o foco nos programas espaciais de cada Estado.

Críticas a afronautas

A entrada de África na Era Espacial não deixa de atrair críticas de alguns quadrantes da comunidade internacional, que questiona porque é que os países do continente, beneficiários de ajuda externa, se preparam para dispendiosas tecnologias avançadas em detrimento do desenvolvimento agrícola. «Ambos os sectores têm um papel. É um aparente conflito entre as prioridades de desenvolvimento de África e a ciência de alto nível», esclarece Paul Boateng, presidente do Planet Earth Institute.

As discordâncias advêm de quem não entende que a ajuda pública ao desenvolvimento deva corresponder a uma efectiva transferência de recursos. «África não vai continuar a relacionar-se com base na ajuda ao desenvolvimento. Há uma geração de africanos que não quer saber da ajuda, quer ter parceiros», antecipa Adebayo Olukoshi, director do IDEP, Instituto Africano de Desenvolvimento Económico e de Planificação das Nações Unidas.

O chefe do departamento de ciência e tecnologia da South African National Space Agency (SANSA) alega que «35 das 40 aspirações do quadro estratégico Agenda 2063 da União Africana requerem aplicações relacionadas com o espaço». A tecnologia espacial pode ajudar ao desenvolvimento, fornecendo dados que podem melhorar a tomada de decisões.

Noutra perspectiva, o incentivo ao estudo da astronomia contribui para o progresso da educação científica em África, nas áreas da tecnologia, engenharia e matemática. «Ajudará a construir a massa crítica de cientistas, investigadores e engenheiros de que depende a estratégia espacial da União Africana», comprova o Planet Earth Institute.

Uma próxima geração com alto nível de competências técnicas e científicas irá ajudar as nações africanas a formar e reter pessoal altamente qualificado, necessário para melhorar os sectores produtivos e impulsionar a transformação económica estrutural do continente.

Ainda assim, as tentativas de muitos países africanos entrarem na Era Espacial continuará a ser contestada. «A essas nações e ao continente enquanto um todo exige-se coragem e determinação», preconiza Paul Boateng. «Coragem porque o investimento envolve um elemento de risco para ganhos que serão futuros. E determinação porque a ciência e tecnologia espaciais exigem foco e tenacidade», explica o responsável do Planet Earth Institute.

Ao longo da próxima década, África prepara-se para garantir um programa espacial continental de longo prazo sustentável e viável, e para se tornar um interveniente global.

Carlos Reis
Revista Além-Mar 3/2019

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Questa voce è stata pubblicata il 21/03/2019 da in Atualidade social, PORTUGUÊS con tag , , .

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