COMBONIANUM – Formazione e Missione

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Via-Sacra missionária

Na Quaresma acompanhamos Jesus no seu caminho de cruz, até à Páscoa de Ressurreição. Cada estação desta via-sacra, com  um pensamento do Papa Francisco da exortação apostólica A Alegria do Evangelho, está marcada pela dor e a alegria, o desânimo e a esperança, a angústia e a emoção. Cada estação é, para nós hoje, fermento de Evangelho e semente pascal.

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1.ª Estação: Jesus é condenado à morte

Jesus não veio ao mundo para julgar ou castigar, senão para salvar, mas Ele foi julgado, condenado e destruído. «Hoje devemos dizer “não a uma economia da exclusão e da desigualdade social”. Esta economia mata. […] O ser humano é considerado, em si mesmo, como um bem de consumo que se pode usar e depois lançar fora. […] Os excluídos não são “explorados”, mas resíduos, “sobras”» (EG, 53).

2.ª Estação: Jesus toma a sua cruz

Desde que Jesus carregou com a cruz, todos os nossos pesos são mais suaves e suportáveis. Hoje, são tantas as pessoas que, cada dia, carregam com a cruz! «A maior parte dos homens e mulheres do nosso tempo vive o seu dia-a-dia precariamente, com funestas consequências. […] A alegria de viver frequentemente se desvanece; crescem a falta de respeito e a violência, a desigualdade social torna-se cada vez mais patente» (EG, 52).

3.ª Estação: Jesus cai pela primeira vez

Quando Jesus cai em terra, assume todas as nossas quedas. Cada vez que nós caímos, Jesus cai connosco. Quando os irmãos caírem, aproximemo-nos deles com Jesus e como Jesus. «Grandes massas da população vêem-se excluídas e marginalizadas: sem trabalho, sem perspectivas, num beco sem saída» (EG, 53).

4.ª Estação: Jesus encontra sua mãe

Maria, mãe de Jesus e nossa mãe, continua a caminhar junto dos seus filhos que carregam pesadas cruzes. E está junto das mães que acompanham os seus filhos que são atormentados por dores físicas ou morais. «Penso na fé firme das mães ao pé da cama do filho doente, que se agarram a um terço ainda que não saibam elencar os artigos do Credo; ou na carga imensa de esperança contida numa vela que se acende, numa casa humilde, para pedir ajuda a Maria, ou nos olhares de profundo amor a Cristo crucificado» (EG, 125).

5.ª Estação: Jesus é ajudado pelo cireneu

Jesus, o filho de Deus, precisou da ajuda do cireneu. Também hoje podemos continuar a ajudar tantos homens e mulheres que não suportam o peso da sua cruz. «Inúmeros cristãos dão a vida por amor: ajudam tantas pessoas seja a curar-se seja a morrer em paz em hospitais precários, acompanham as pessoas que caíram escravas de diversos vícios nos lugares mais pobres da Terra, prodigalizam-se na educação de crianças e jovens, cuidam de idosos abandonados por todos, procuram comunicar valores em ambientes hostis, e dedicam-se de muitas outras maneiras que mostram o imenso amor à humanidade inspirado por Deus feito homem» (EG, 76).

6.ª Estação: Verónica limpa o rosto a Jesus

Uma mulher valente, superando barreiras e prejuízos, aproximou-se de Jesus e limpou-lhe o rosto desfigurado e ensanguentado. É o símbolo das mulheres que, impulsadas pelo amor e a compaixão, põem os seus dons ao serviço da humanidade. «A Igreja reconhece a indispensável contribuição da mulher na sociedade, com uma sensibilidade, uma intuição e certas capacidades peculiares, que habitualmente são mais próprias das mulheres que dos homens. […] Vejo, com prazer, como muitas mulheres partilham responsabilidades pastorais juntamente com os sacerdotes, contribuem para o acompanhamento de pessoas, famílias ou grupos e prestam novas contribuições para a reflexão teológica» (EG, 103).

7.ª Estação: Jesus cai pela segunda vez

Podemos cair muitas vezes, mas o importante é levantar-se. Muitas crianças e adultos caem e permanecem no “chão”, sem terem quem os apoie. «Não podemos ignorar que, nas cidades, facilmente se desenvolve o tráfico de drogas e de pessoas, o abuso e a exploração de menores, o abandono de idosos e doentes, várias formas de corrupção e crime» (EG, 75).

8.ª Estação: Jesus encontra as mulheres de Jerusalém

As mulheres lamentam-se por Jesus. Não o podem ajudar como o cireneu, mas oferecem a sua solidariedade e as suas lágrimas de compaixão e de denúncia dessa condenação injusta e cruel. «Desejo uma Igreja pobre para os pobres. Estes têm muito para nos ensinar. […] Somos chamados a descobrir Cristo neles: não só a emprestar-lhes a nossa voz nas suas causas, mas também a ser seus amigos, a escutá-los, a compreendê-los e a acolher a misteriosa sabedoria que Deus nos quer comunicar através deles» (EG, 198).

9.ª Estação: Jesus cai pela terceira vez

Caímos muitas vezes por causa da nossa debilidade. Mas Deus, nosso Pai amoroso, permanece fiel e dá-nos a mão para nos levantar e libertar. «O Evangelho convida, antes de tudo, a responder a Deus que nos ama e salva, reconhecendo-O nos outros e saindo de nós mesmos para procurar o bem de todos» (EG, 39).

10.ª Estação: Jesus é despojado das suas vestes

Jesus, sendo filho de Deus, fez-se pobre e humilhou-se até à morte e morte na cruz. Foi despojado das suas vestes, mas não lhe tiraram a sua dignidade, a beleza ou a verdade da sua mensagem salvadora. Hoje, milhões de homens, mulheres e crianças são continuamente espoliados. «Cada cristão e cada comunidade são chamados a ser instrumentos de Deus ao serviço da libertação e promoção dos pobres, para que possam integrar-se plenamente na sociedade; isto supõe estar docilmente atentos, para ouvir o clamor do pobre e socorrê-lo» (EG, 187).

11.ª Estação: Jesus é cravado na cruz

A cruz é o cume da iniquidade humana, mas também do amor divino. Com Jesus, o ódio converte-se em amor, a violência em misericórdia, a maldição em bendição. Ao contemplar a cruz aprendemos o Evangelho. Mas, como afirmava Pascal, Jesus Cristo continua em agonia até ao fim dos tempos. «É indispensável prestar atenção e debruçar-nos sobre as novas formas de pobreza e fragilidade, nas quais somos chamados a reconhecer Cristo sofredor: os sem-abrigo, os toxicodependentes, os refugiados, os povos indígenas, os idosos cada vez mais sós e abandonados, etc. Os migrantes representam um desafio especial para mim, por ser Pastor de uma Igreja sem fronteiras que se sente mãe de todos» (EG, 210).

12.ª Estação: Jesus morre na cruz

Jesus entrega-se e morre para que ninguém morra definitivamente. No mistério da paixão de Jesus, conhecemos os mistérios da morte e da vida. «Somos chamados a ser pessoas-cântaro para dar de beber aos outros. Às vezes o cântaro transforma-se numa pesada cruz, mas foi precisamente na Cruz que o Senhor, trespassado, Se nos entregou como fonte de água viva. Não deixemos que nos roubem a esperança!» (EG, 86).

13.ª Estação: Jesus é retirado da cruz

Jesus não tinha onde reclinar a cabeça. Agora o seu espírito descansava nas mãos do Pai e seu corpo no colo da mãe. «Sempre que olhamos para Maria, voltamos a acreditar na força revolucionária da ternura e do afecto. […] Pedimos-Lhe que nos ajude, com a sua oração materna, para que a Igreja se torne uma casa para muitos, uma mãe para todos os povos, e torne possível o nascimento dum mundo novo» (EG, 288).

14.ª Estação: Jesus é depositado no sepulcro

É tempo de silêncio e esperança. Um grande acontecimento está a ser preparado, a transformação mais bela está ocorrendo. O sepulcro tornar-se-á fonte de vida e luz. A Palavra não morre e o eco desta Palavra ressoa vivo nos nossos corações. «A alegria do Evangelho é tal que nada e ninguém no-la poderá tirar (cf. Jo 16, 22). Os males do nosso mundo – e os da Igreja – não deveriam servir como desculpa para reduzir a nossa entrega e o nosso ardor. Vejamo-los como desafios para crescer. Além disso, o olhar crente é capaz de reconhecer a luz que o Espírito Santo sempre irradia no meio da escuridão, sem esquecer que, “onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5, 20)» (EG, 84).

15.ª Estação: Jesus sai vitorioso do sepulcro

Jesus está vivo. A sua ressurreição é a nossa ressurreição. Somos discípulos-missionários de Jesus e testemunhamos com alegria o mistério da Morte salvífica e Ressurreição de Jesus Cristo. «Cada dia, no mundo, renasce a beleza, que ressuscita transformada através dos dramas da história. Os valores tendem sempre a reaparecer sob novas formas, e na realidade o ser humano renasceu muitas vezes de situações que pareciam irreversíveis. Esta é a força da ressurreição, e cada evangelizador é um instrumento deste dinamismo» (EG, 276).

Revista Além-Mar, Abril 2019

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Questa voce è stata pubblicata il 06/04/2019 da in Fé e Espiritualidade, PORTUGUÊS con tag , .
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