COMBONIANUM – Spiritualità e Missione

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Arte: O ícone bizantino da ressurreição


Na tradição bizantina, conhecem-se duas representações iconográficas da ressurreição de Cristo: a da descida aos infernos, ou “Anastasis”, que remonta ao século VIII, e a do túmulo vazio. Esta foi desde muito cedo ligada liturgicamente à memória das mulheres “mirróforas” (que transportavam a mirra para cuidar do corpo de Jesus), que a tradição bizantina celebra no segundo domingo após a Páscoa, enquanto que a “Anastasis” é considerada a verdadeira evocação da ressurreição.

Esta iconografia funda-se no evangelho apócrifo de Nicodemos (século IV), segundo o qual Cristo penetrou no mundo dos infernos e nele tudo esmagou; os demónios reconhecem a sua derrota, Cristo entrega Satanás ao poder do Inferno e extrai Adão para a sua luz deslumbrante. Alguns elementos da representação pictórica podem ser igualmente referenciados na Bíblia (Job 25,5-6; Oseias 6,1-12; Isaías 33,9-11; 1 Pedro 3,19; Efésios 4,9-10).

O ícone que apresentamos faz parte da coleção Abou Adal. Foi pintado por Youssef Al-Musawwer em 1645. Tem 81 cm de altura e 63 de largura. Contém a inscrição “H ANACTACIC” (a ressurreição). Pode ler-se sobre o fundo dourado, ao alto, uma dedicatória em árabe que nos dá indicações sobre a doação do ícone, o nome do bispo, a data e o nome do pintor. Podemos supor que a obra foi oferecida pelo próprio pintor, fiel melquita, à sua igreja paroquial, durante o episcopado de Malātyūs Al-Za’īm, bispo de Aleppo entre 1635 e 1647, ano em que foi eleito patriarca sob o nome de Makāryūs III.

Cristo ocupa o centro da composição. O seu corpo parece suspenso no espaço: com o seu corpo ressuscitado, escapa às leis do mundo. Ele derruba as portas do Inferno, depois de as ter despedaçado. Está revestido de uma túnica branca, sob um “himation” (manto) dourado, e é circundado por uma mandorla (figura semelhante a uma amêndoa), composta por múltiplas cambiantes de azul atravessadas por raios de luz que emanam do corpo.

Ele agarra o pulso de Adão e o de Eva, que extrai vigorosamente das trevas da morte. A outra mão de Eva está coberta pelo seu “maphorion”, como sinal de reverência. Veste-se de vermelho, símbolo da carne e da humanidade, ela que é a mãe dos vivos. Adão e Eva estão sobre um rochedo que forma uma montanha.

De um lado e de outro de Cristo figuram dois grupos de personagens do Antigo Testamento. Atrás de Dão, na primeira fileira, figuram João Batista (“IW[ANNHC]), o precursor que mostra Cristo com as suas mãos, bem como os profetas Zacarias (“ZAXAPIA”) e Moisés (“MOYCIC”). Atrás de Eva estão, em primeiro plano, quatro reis do reino de Israel ricamente revestidos, que se entreolham e apontam também eles para Cristo ressuscitado. Entre eles distinguimos David e Salomão. Atrás deles figuram os profetas Daniel (“ΔΑΝΙΗΛ”) e Isaías (“HCAIA”), que profetizaram a vinda de Cristo.

Pregos e fechaduras cobrem o buraco nego dos Infernos, semelhante a uma caverna. Satanás surge, sob uma forma repugnante, emergindo de um fogo entre dois sarcófagos de pequenas dimensões. Sobre as montanhas comparecem os anjos Gabriel (“Γ”) e Miguel (“M”), tendo nas mãos os instrumentos da Paixão: o primeiro com a esponja e a lança, o segundo a cruz gloriosa.

Satanás é representado de perfil, com um busto, rodeado de chamas, e ergue a cabeça para olhar para Cristo; eleva igualmente as suas mãos para mostrar a sua derrota e a sua submissão a Cristo. A liturgia de Sábado Santo evoca esta derrota: «Hoje o Inferno chora, gemendo: o meu poder foi abolido, recebi uma morte semelhante à de todos os mortos (…); Ele ressuscita aqueles que durante séculos eu tinha cativos! Glorificamos, Senhor, a tua Cruz na tua santa Ressurreição».


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Charbel Nassif
In Narthex
Trad.: Rui Jorge Martins
Publicado em 05.05.2019
http://www.snpcultura.org

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Questa voce è stata pubblicata il 05/05/2019 da in Fé e Espiritualidade, PORTUGUÊS con tag , .

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