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FP.pt 9/2019 Mensagem de Bartolomeu no dia de oração pela proteção da criação. Cuidar do meio ambiente é uma dimensão da fé


climate change

“O cuidado do meio ambiente natural não é uma ação à mais na vida eclesiástica, mas uma sua manifestação substancial. Não possui caráter secular, mas puramente eclesiástico, é “um serviço litúrgico”. Todas as iniciativas e atividades da Igreja são ‘eclesiologia aplicada’”. É uma das passagens centrais da mensagem do patriarca de Constantinopla, Bartolomeu, por ocasião do Dia de Oração pela Proteção da Criação, que se comemora em 1º de setembro.
A reportagem é publicada por L’Osservatore Romano, 29 a 30-08-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.
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“Nesse espírito”, explica ele, “a ecologia teológica não se refere apenas ao desenvolvimento de uma sensibilidade ecológica e a enfrentar os problemas ambientais com base nos princípios da antropologia e da cosmologia cristã, mas se estende à renovação em Cristo de toda criação, como é realizada e vivida na divina eucaristia, como imagem e prova da realização escatológica da divina economia na plenitude glorificadora e na luz inundante do reino de Deus”.

Em 1º de setembro – como o próprio Bartolomeu recorda na mensagem – serão trinta anos desde o início do ano eclesiástico “Dia de Proteção do Meio Ambiente”: “Esta abençoada iniciativa dará frutos abundantes. Não nos dirigimos apenas aos fiéis ortodoxos, não apenas aos cristãos ou aos representantes de outras religiões, mas também a personalidades políticas, a ambientalistas e outros cientistas, aos intelectuais e a cada homem de boa vontade, buscando sua contribuição”. Era o ano de 1989. A partir daquela iniciativa nasceu e depois se ampliou (até 4 de outubro, festa de São Francisco de Assis) a ideia do “Tempo da Criação”.

As ações ambientalistas do patriarcado ecumênico “têm funcionado como um combustível para a teologia, para promover com ênfase a verdade da antropologia e da cosmologia cristã, a consideração e o uso eucarístico da criação e o espírito do ascetismo ortodoxo como base para a compreensão das causas e para enfrentar o problema ecológico.

A bibliografia referente à ecologia teológica ou teologia ecológica”, observa o arcebispo de Constantinopla, “é muito ampla e constitui em seu conjunto um considerável testemunho ortodoxo diante de um dos maiores desafios para a humanidade contemporânea e a vida sobre a terra. O compromisso com o problema ecológico e as dimensões e repercussões cosmológicas do pecado, dessa hostil “inversão de valores” interna ao homem, trazia à tona a correlação dos problemas ambientais e sociais e a necessidade de uma abordagem comum para eles. Uma participação ativa para a proteção da integridade da criação e para a justiça social são ações correlacionadas e indivisíveis”.

O interesse do patriarcado ecumênico em salvaguardar a criação não nasceu como uma reação à atual crise ecológica, não é uma sua invenção: “Esse foi simplesmente o pretexto e a oportunidade para a Igreja manifestar, desenvolver, proclamar e promover seus próprios princípios para o cuidado da casa comum. Essa mesma identidade eclesiológica e sua teologia são a base do constante cuidado da Igreja pelo meio ambiente. O respeito e a proteção da criação são uma dimensão da nossa fé, um conteúdo da nossa vida na Igreja e como Igreja. A própria vida da Igreja é uma “ecologia vivida”, um respeito real e uma cura para a criação e fonte de suas atividades ecológicas.

Em essência – explica Bartolomeu – o interesse da Igreja em salvaguardar a criação é uma extensão da divina Eucaristia em todas as dimensões de sua relação com o mundo. A vida litúrgica da Igreja, o ethos ascético, o serviço pastoral, o modo de viver a cruz e a ressurreição dos fiéis, o implacável desejo pela eternidade, formam uma comunidade de pessoas, através da qual a realidade natural não é objeto, material prático para cobrir as necessidades da pessoa e da humanidade, mas é ação, destino, criação do Deus pessoal, que nos chama a ser respeitosos e salvaguardá-lo, tendo-se tornado seus “colaboradores”, “ecônomos”, “guardiões” e “sacerdotes da criação, para que possamos cultivar uma relação eucarística com a criação”.

A questão ecológica revela que o mundo é uma unidade, que os problemas são mundiais e comuns. Para enfrentar os perigos, é necessário, portanto, “uma mobilização multilateral, uma convergência, uma colaboração, uma cooperação”. Para o patriarca ecumênico, “é inconcebível que a humanidade esteja ciente da gravidade do problema e que continue a se comportar como se não o conhecesse. Embora nas últimas décadas o principal modelo de desenvolvimento econômico, no âmbito da globalização na insígnia do fetichismo dos indicadores econômicos e na maximização dos ganhos tenha exacerbado os problemas ecológicos e sociais, continua a dominar amplamente a opinião de que “não existe uma alternativa” e que o não se conformar ao determinismo severo da economia levará a situações sociais e econômicas incontroláveis. Dessa maneira, são ignoradas e desacreditadas as formas alternativas de desenvolvimento e a força da solidariedade social e da justiça”.

É preciso fazer mais, exorta a mensagem, “para concretizar nos fatos as consequências ecológicas e sociais da nossa fé. É significativo que os nossos arcebispos e as dioceses, muitas paróquias e mosteiros sagrados tenham desenvolvido iniciativas e práticas ecológicas para proteção ambiental e múltiplos programas de educação ambiental. Deve ser dada ênfase à educação dos jovens em Cristo, para que possa funcionar como local para a formação e desenvolvimento de um etos ecológico e de solidariedade. A idade infantil e da adolescência constituem momentos particularmente propícios da vida do homem para uma sensibilização ecológica e social”.

Não é por acaso que o Patriarcado Ecumênico dedicou a terceira “Conferência Internacional de Chalki para a teologia e a ecologia” (31 de maio a 4 de junho de 2019) ao tema da inclusão nos programas das escolas teológicas de ensinamentos e programas relativos à ecologia e à cultura ecológica. Porque “a solução dos grandes problemas da humanidade é impossível sem uma orientação espiritual”.

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Questa voce è stata pubblicata il 31/08/2019 da in Artigo mensal, Atualidade social, PORTUGUÊS con tag .

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