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Jacques Dupuis: a triste história de um teólogo ”herege”


31-05-2019-jacques-dupuis



Com o Vaticano II, a teologia das religiões entrou de pleno direito na pesquisa teológica. A relação entre o cristianismo e as outras tradições religiosas levantava perguntas radicais nas quais se confrontavam respostas opostas, às vezes até contraditórias. Enquanto a questão vai evoluindo, pode-se pensar que não é mais o caso de se interrogar se a salvação de Jesus Cristo é alcançável também pelos “não cristãos”, nem mesmo se as outras religiões podem conter ou não autênticos valores humanos e cristãos, mas sim que é importante se perguntar explicitamente sobre qual significado positivo pode ser atribuído pela teologia cristã às outras religiões no âmbito do plano divino de salvação da humanidade.

A reportagem é de Maria Teresa Pontara Pederiva, publicada por Settimana News, 17-05-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
http://www.ihu.unisinos.br

São esses os temas sobre os quais o teólogo belga e jesuíta Jacques Dupuis (1923-2004) refletiu durante muito tempo, em particular no seu texto “Rumo a uma teologia cristã do pluralismo religioso” (orig.: Ed. Queriniana, 1997; trad. bras.: Paulinas, 1999]: pelas ideias ali expostas, mas acima de tudo pelas suas aulas na Gregoriana, em 2000 Dupuis foi acusado pela Congregação para a Doutrina da Fé, então liderada pelo prefeito Ratzinger, e depois também desautorizado a lecionar.

Gerard O’Connell, jornalista estadunidense, colaborador da revista America, dos jesuítas dos Estados Unidos, e de alguns portais italianos, incluindo o Vatican Insider-La Stampa, entrevistou Dupuis após o seu triste caso, aliás, comum entre seus colegas, mas o interessado não pretendia difundir ainda mais as decisões da Congregação para a Doutrina da Fé, alvo já fácil de críticas e de ressentimentos. Assim, foi somente após a sua morte que a longa conversa viu agora a luz em um denso texto da editoria Missionaria, com um título mais do que significativo: “Il mio caso non è chiuso” [O meu caso não está encerrado] e a promoção sob o slogan “O testamento inédito do teólogo ‘herege’”.

(Imagem: Divulgação)

Uma teologia fruto da experiência missionária
“Senti um impulso quase físico de escrever este livro”, respondia Dupuis”. Eu já havia escrito em francês, em 1989, a pedido de Dom Joseph Doré, diretor da coleção ‘Jésus et Jésus-Christ’, um primeiro livro sobre a teologia das religiões intitulado ‘Jésus-Christ à la rencontre des religions’. Digo isso para mostrar que eu me ocupo há muito tempo da teologia das religiões e, em particular, do aspecto teológico do problema.”

Ele explica os motivos (e as conclusões) com uma riqueza de detalhes, todos ligados à sua experiência missionária na Índia:

“Eu vivi 36 anos na Índia, dos quais 25 foram passados ensinando cristologia e lutando com as perguntas cada vez mais críticas que os estudantes me faziam a respeito do significado das tradições religiosas dos seus antepassados no plano providencial de Deus. Durante todos aqueles anos, fui exposto à realidade religiosa da Índia, que é um profundo desafio para nós. Quando parti para a Índia em 1948, também levava comigo, junto com as minhas convicções de fé, os preconceitos da nossa civilização e cultura ocidentais, e a convicção de que, como cristãos, possuímos o monopólio da verdade. Eu pensava que tinha que dar tudo e que não tinha nada para receber.

Meu primeiro encargo em Calcutá foi no liceu do Saint Xavier’s College, onde entrei em contato com mais de 1.000 estudantes, a grande maioria dos quais eram, como se dizia naqueles dias, ‘não cristãos’. Fiquei impressionado tanto com a sua capacidade intelectual quanto com a sua moralidade elevada e excelência espiritual. Inevitavelmente, eu me perguntei: de onde tiram esses ricos dons espirituais? E a resposta veio por conta própria: as tradições religiosas a que esses estudantes e suas famílias pertenciam e que praticavam com seriedade também deviam ter algum papel. Trata-se de perguntas que surgem a partir dos muitos contatos humanos de que é feita a vida cotidiana. Consequentemente, em termos muito simples, levanta-se a questão do significado das tradições religiosas no âmbito do valor humano da salvação.

Os estudos de teologia que eu fiz mais tarde e, mais ainda, os anos em que ensinei cristologia em estreito contato com estudantes que se preparavam para o ministério sacerdotal – e refletiam intensamente sobre problemas semelhantes – tornaram essa interrogação mais aguda.

Posso dizer que, durante toda a minha carreira como docente, ocupei-me de teologia das religiões, que, depois, tornou-se um tema de pesquisa teológica por si só. Gradualmente, cheguei a compreender que, enquanto, como cristãos, temos algo infinitamente precioso para compartilhar com os ‘outros’, devemos também receber deles ou, melhor, antes de falar, devemos escutar; é mais precioso e importante receber do que dar, mesmo que seja mais difícil!”

Foi assim que o texto de 30 anos atrás (1989) representou uma primeira tentativa de reflexão, embora seu âmbito ainda fosse limitado – a proposta de uma “cristologia teocêntrica” como modelo adaptado –, mas talvez tudo tivesse a necessidade de uma abordagem mais aprofundada e sistemática. Esse havia sido o pedido, bem motivado, do Pe. Rosino Gibellini, então diretor editorial da Queriniana: um projeto que Dupuis considerara “meritório” e digno de ser levado em consideração: daí o lançamento em 1997, quase simultaneamente em italiano, inglês e francês, de “Rumo a uma teologia cristã do pluralismo religioso”.

A “batalha” das resenhas
Uma primeira resenha apareceu no Avvenire em 22 de novembro, com o título “O Cristo cósmico” e a assinatura de Enzo Bianchi. O então prior de Bose escreveu que os aspectos teológicos do problema eram “tratados pelo autor não apenas com competência, mas também com extrema lucidez e com raro equilíbrio”. Para concluir: “A densa obra de Dupuis se oferece como preciosíssima contribuição, quase como um guia, uma bússola, que pode orientar o caminho da teologia cristã diante do Terceiro Milênio entrante. E, se é verdade que essa obra ‘provavelmente levantará um número de interrogações iguais àquelas às quais proporá soluções’ (cf. p. 20), é igualmente verdade que fazer as perguntas certas já é essencial para a correta constituição do problema”.

Não foi por acaso que o mesmo jornal publicou, após nada menos do que cinco meses, em 14 de abril de 1998, uma resenha posterior assinada por Inos Biffi, da Faculdade Teológica da Itália Setentrional, com o título emblemático de “O monopólio da Graça”. Uma resenha que – como se saberia mais tarde – havia sido encomendada de cima e solicitada diretamente ao Mons. Giuseppe Colombo, ex-reitor da faculdade, mas que se recusara a escrevê-la naquelas condições, transferindo-a, portanto, para Biffi, especialista em Santo Anselmo e responsável litúrgico da diocese ambrosiana. É quase supérfluo citar o seu tom: as afirmações do texto “nos parecem inaceitáveis não apenas do ponto de vista teológico, mas também sob o perfil da fé cristã”.

Palavras que imediatamente alarmaram o Pe. Giuseppe Pittau, reitor da Gregoriana, que pedira a Dupuis que escrevesse um comentário sobre a resenha: a partir do seu texto de nada menos do que 10 páginas, o reitor retirara uma breve nota em que protestava contra o tom e o conteúdo da resenha de Biffi, mas aquela nota nunca foi publicada no jornal por decisão única do diretor, que chegara até a declarar que nunca a recebera.

Enquanto isso, o reitor Pittau era culpado pelo Vaticano por ter organizado a apresentação do livro na faculdade, e de nada valeram as palavras da longa nota de Dupuis. E, na revista La Civiltà Cattolica (1998, n. 3, pp. 129-143), saiu um artigo assinado por Giuseppe De Rosa, intitulado “Uma teologia problemática do pluralismo religioso”, cujo texto permaneceu nas salas da Congregação para a Doutrina da Fé por mais de um mês, saindo de lá profundamente modificado e com o acréscimo daquele adjetivo – “problemática” – ausente na redação original, como admitira o Pe. Gianpaolo Salvini, então diretor, mas apenas diante do autor. De fato, quando a agência de imprensa Adista levantara dúvidas e a hipótese de ingerências evidentes da Congregação para a Doutrina da Fé, o reitor havia negado veementemente em várias ocasiões.

Enquanto isso, em 24 de janeiro de 1998, na revista inglesa The Tablet, era publicada uma resenha do Pe. Gerald O’Collins – conselheiro teológico de Dupuis durante toda a redação do texto – na qual se afirmava: “Obra verdadeiramente magistral, compêndio de uma vida de estudos e experiências para delinear um profundo caminho teológico na compreensão cristã das outras religiões. Em vez de simplesmente se perguntar ‘se’ pode haver salvação para os membros dessas tradições, Dupuis enfrenta a questão do ‘como’, segundo a providência de Deus, essas tradições mediam a salvação dos seus membros”.

Jacques Dupuis (1923-2004)

Uma assinatura apenas por “obediência”
As acusações, porém, não pararam, e a situação se precipitou, como muitos se lembrarão, no outono do ano 2000, após mais de dois anos de investigação. No início de dezembro, foi transmitida a Dupuis por parte do superior-geral Kolvenbach, a “Notificação” da Congregação para a Doutrina da Fé com o convite para assiná-la sem mais discussão (em setembro, havia ocorrido um primeiro encontro com o prefeito, Ratzinger, no qual Dupuis havia contestado as afirmações de uma primeira redação da “Notificação”).

Na realidade, o texto, como observou o jesuíta belga, apresentava uma estrutura bastante semelhante, mas diferente nos conteúdos, pois “não falava mais de graves erros contra a fé contidos no livro, mas apenas de ‘notáveis ambiguidades e dificuldades’ (…) O texto, no entanto, prosseguia explicando que a intenção da Notificação consistia em ‘enunciar a doutrina da Igreja a respeito de alguns aspectos das supracitadas verdades doutrinais e, ao mesmo tempo, em refutar opiniões errôneas ou perigosas, às quais, indiferentemente das intenções do Autor, o leitor pode chegar por motivo de formulações ambíguas ou explicações insuficientes contidas em diversas passagens do livro”.

No dia 6 de dezembro, a Notificação foi publicada no L’Osservatore Romano em versão integral com a declaração de que, “com a assinatura do texto, o Autor comprometeu-se, para o futuro, a se ater aos esclarecimentos nela contidos. Eles serão critério vinculante para a sua atividade teológica e para as suas futuras publicações teológicas”.

Ninguém soube explicar uma publicação subsequente da Notificação no dia 21 de fevereiro de 2001, acompanhada por um comentário do próprio Ratzinger – pelo menos é o que levam a supor os três asteriscos finais (***) – com o acréscimo, com o total desconhecimento de Dupuis (que guardou uma fotocópia da nota original), de que o texto da Notificação “deverá ser incluído também em eventuais reimpressões ou reedições do livro em questão e nas relativas traduções”.

A amargura de um idoso religioso desesperançado
O caso parecia resolvido, e Dupuis, embora com grande amargura, pudera respeitar o seu denso programa de conferências na Itália e no exterior, mesmo sabendo que “era preciso usar prudência e circunspecção nas comunicações públicas orais e escritas”.

Mas a publicação do texto de uma de suas intervenções em Bruxelas, sobretudo a do Congresso Internacional de Teologia Fundamental, na Universidade Católica de Lublin, na Polônia, levantou novas acusações por parte da Congregação para a Doutrina da Fé, acusações que depois foram formuladas em uma carta do cardeal Ratzinger ao Pe. Kolvenbach, datada de 8 de janeiro de 2002, em que se afirmava que a Congregação se via obrigada a “pedir a Sua Paternidade que, com a autoridade que lhe pertence, pelo menos peça ao Pe. Dupuis que, no futuro, se abstenha de intervir com escritos e discursos sobre o assunto”. E daí se abria caminho para a sua futura suspensão também do ensino.

Uma carta de conteúdo teológico que Dupuis definia como de “pouca qualidade”, na qual se argumentava em torno do significado do “Verbo encarnado” e não se fazia mais menção a erros “contra a fé”, mas apenas a afirmações “contra a doutrina católica ou da Igreja”.

Em resposta, era cancelada de cima a sua participação em um encontro sobre as relações muçulmano-cristãs organizado pelo arcebispo de Canterbury em 17 e 18 de janeiro de 2002, no Palácio de Lambeth, e era imposto a Dupuis que cancelasse pessoalmente uma conferência em Lisboa (embora o texto, enviado com bastante antecedência já em português, havia sido lido, depois, na sua ausência e publicado na revista Didaskalia).

Enquanto isso, em setembro, havia sido publicado na Itália o seu novo livro, “Il cristianesimo e le religioni. Dallo scontro all’incontro” [O cristianismo e as religiões. Do confronto ao encontro] (Ed. Queriniana, 2001), com o objetivo declarado de “dissipar algumas ambiguidades que podiam estar presentes no meu livro anterior”.

Mas foi tudo em vão, e, naquele mesmo ano, o cardeal Ratzinger também obteve a sua remoção do cargo de diretor da revista Gregorianum, comunicada a Dupuis pelo Pe. Franco Monda, no dia 1º de outubro, enquanto Dupuis se recusava categoricamente a liberar a entrevista concedida, nesse meio tempo, a O’Connell, onde hoje lemos: “Por quanto tempo somos vinculados ao sigilo imposto pela autoridade doutrinal da Igreja? A verdade pode permanecer escondida para sempre? Podemos ser forçados a nos calar para sempre, sem a possibilidade de autodefesa, enquanto as acusações continuam prejudicando a reputação do teólogo e fazendo a sua pessoa sofrer?”.

Parece ser muito detalhada a sua análise sobre os métodos da Congregação para a Doutrina da Fé em relação a teólogos de um passado relativamente recente (como Henri de Lubac, Karl Rahner, Yves Congar, Marie-Dominique Chenu, Edward Schillebeeckx, Bernhard Häring…) e de hoje (Hans Küng, Gustavo Gutiérrez, Jon Sobrino, Leonardo Boff…) e sobre a eventual “lição” a se aprender: “É surpreendente que, anteriormente, os imputados eram convidados a discutir seriamente as suas obras com as autoridades da Congregação e com pessoas competentes por ela delegadas (…), enquanto hoje só são convidados a assinar uma Notificação contra o seu trabalho…”.

Um caso de conotações tristes, sem dúvida, mas que, pelo menos de acordo com as declarações de Dupuis, deixa aberta a porta da esperança. Diante da pergunta do jornalista se, no fim dos tempos, Cristo lhe pedisse uma prestação de contas do seu trabalho, o jesuíta respondia com desarmadora sinceridade:

“Não consigo me imaginar apresentando ao Senhor, do outro lado desta vida, uma prestação de contas do que eu fiz. Não acho que seja necessário: o Senhor conhecerá o meu trabalho muito melhor do que eu mesmo o conheço. Só posso esperar que a sua avaliação seja mais positiva do que a de alguns censores e, infelizmente, da autoridade doutrinal central da Igreja (…). Tenho confiança que o Senhor, que lê os segredos dos corações, saberá que a minha intenção ao escrever o que eu escrevi e ao dizer o que eu disse foi apenas a de expressar o melhor que eu podia a minha profunda fé nele e a minha total dedicação a ele. Quando nos encontrarmos, em vez de eu tomar a palavra, espero escutar do Senhor, apesar dos meus defeitos e das minhas faltas, uma palavra de conforto e de encorajamento. Rezo para que ele me convide a entrar na sua glória, a cantar para sempre os seus louvores. Espero que ele me diga: ‘Bem, servo bom e fiel, tu foste fiel no pouco, eu te darei poder sobre muito; toma parte da alegria do teu senhor’ (Mt 25, 21)”.

O’Connell, relatando fielmente todas as partes da entrevista, no fim, permite-se acrescentar aquela “sensação” que o religioso havia lhe manifestado várias vezes: aquela estranha sensação “de estar sob constante supervisão, para não dizer perseguido pela autoridade e passível de nova denúncia”: uma situação “realmente muito difícil de suportar”.

De 2003 (em 5 de dezembro, a Gregoriana havia celebrado o seu 80º aniversário) a novembro de 2004, chegaram a 24 as intervenções, a maioria no exterior, proferidas pelo Pe. Dupuis, enquanto o Regis College de Toronto, no Canadá, propôs-lhe um doutorado honoris causa, impopular, porém, no Vaticano.

“Eu perdi a alegria de viver em 2 de outubro de 1998 e, desde então, não a recuperei mais”, confessava o jesuíta, acrescentando com infinita tristeza a notícia de que lhe havia sido negada toda e qualquer publicação. “Agora, estou perdendo a vontade de sobreviver.”

“O que a Congregação para a Doutrina da Fé ainda pode fazer contra mim que já não fez? (…) As minhas atividades, talvez, seriam prejudiciais à Companhia? (…) E como eu prejudicaria a Gregoriana?”

São algumas interrogações contidas na carta ao superior geral que ele se preparava para entregá-la depois do Natal de 2004, mas, no dia 27 de dezembro, após ter desmaiado no refeitório da Gregoriana, ele foi levado ao hospital, onde morreu no dia seguinte, 28 de dezembro de 2004.

O texto relata, para uma maior completude de informações, a apresentação do próprio autor ao livro publicado pela Queriniana em 2001: “Passaram-se mais de 25 anos desde a publicação do meu livro ‘Rumo a uma teologia cristã do pluralismo religioso’…”, onde ele analisa as afirmações postas sob acusação, em particular, as “vias de salvação” e conclui, com reconhecida coerência de pensamento: “Gostaria de expressar mais uma vez a minha convicção de que uma abordagem mais aberta e mais positiva às outras tradições religiosas dentro do plano de Deus para a humanidade é uma necessidade urgente para a própria vida da Igreja”.

Gerard O’Connell. “Il mio caso non è chiuso”. Conversazioni con Jacques Dupuis. Bolonha: EMI, 2019, 248 páginas

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Questa voce è stata pubblicata il 24/11/2019 da in Atualidade eclesial, PORTUGUÊS con tag .

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