COMBONIANUM – Spiritualità e Missione

Blog di FORMAZIONE PERMANENTE MISSIONARIA – Uno sguardo missionario sulla Vita, il Mondo e la Chiesa MISSIONARY ONGOING FORMATION – A missionary look on the life of the world and the church

O Cristo de Dürer, emblema da compaixão


Sentir a dor dos outros, senti-la como se fosse nossa, sentir nessa comunhão a verdadeira essência de sermos humanos. Essa é a única ressurreição da qual o Cristo de Albrecht Dürer parece capaz. Assim como nós.
A opinião é do historiador da arte italiano Tomaso Montanari, professor da Universidade Federico II de Nápoles. O artigo foi publicado em Il Venerdì, 20-03-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.


22-03-2020-Albrecht-Durer-Christ-as-the-Man-of-Sorrows-il-venerdi-corpo

Albrecht Dürer, “Cristo como o Homem das Dores”, óleo sobre tábua, 30×19 cm (Imagem: Staatliche Kunsthalle Karlsruhe, Alemanha)

“Ele não tinha aparência nem beleza para atrair o nosso olhar, nem simpatia para que pudéssemos apreciá-lo. Desprezado e rejeitado pelos homens, homem do sofrimento e experimentado na dor; como indivíduo de quem a gente esconde o rosto, ele era desprezado e nem tomamos conhecimento dele. Todavia, eram as nossas doenças que ele carregava, eram as nossas dores que ele levava em suas costas. E nós achávamos que ele era um homem castigado, um homem ferido por Deus e humilhado. (…) Foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; tal como cordeiro, ele foi levado para o matadouro; como ovelha muda diante do tosquiador, ele não abriu a boca. Foi preso, julgado injustamente; e quem se preocupou com a vida dele?” (Is 53).

O Homem das Dores visto e cantado pelo profeta Isaías é o justo morto por um mundo injusto; o bode expiatório que paga por todos; o descartado, o fraco, o inútil. Como um velho ou um doente nos tempos da peste: fraco demais para lhe dedicar as poucas forças que temos. E pouco importa se temos poucas por opção, por um insensato suicídio de massa que, há décadas, nos leva a pensar que não é a pessoa humana, mas sim o dinheiro que é a medida de todas as coisas.

Quem se aflige com as mortes inevitáveis, males menores, contenção de danos? Durante séculos, naquelas palavras inspiradíssimas, viu-se um retrato profético do Cristo: verdadeiro homem, e homem justo. E, depois, condenado a perecer injustamente.

E, durante séculos, os artistas tentaram dar forma a esse Cristo tão especial, que não é redutível precisamente a nenhum momento da Paixão. Assim, o autor desta pequena pintura extraordinária – um autor que provavelmente pode ser identificado com o jovem Albrecht Dürer, isto é, um dos maiores artistas que andaram nos caminhos dos homens – imagina Jesus no sepulcro, como um prisioneiro no ventre estreito da morte. Ele não jaz exânime. Pior. Está reduzido à impotência: Ele, o Senhor todo-poderoso da vida.

Ressuscitará? Mas esta é a hora das trevas, e, acima de tudo, o que nos dilacera é o olhar cheio de tristeza que esse Homem das Dores dirige a cada um de nós. Um olhar nosso. Profundamente humano: porque é um olhar ao mesmo tempo impotente e carregado de futuro. Um olhar capaz de expressar o núcleo mais profundo da nossa humanidade: a com-paixão. A capacidade de compartilhar a paixão dos outros: dos contagiados, dos prisioneiros mortos, dos médicos e dos enfermeiros, dilacerados pelas escolhas às quais todos nós os condenamos.

Sentir a dor dos outros, senti-la como se fosse nossa, sentir nessa comunhão a verdadeira essência de sermos humanos. Essa é a única ressurreição da qual esse Cristo humano demais parece capaz. Assim como nós.

http://www.ihu.unisinos.br

Rispondi

Inserisci i tuoi dati qui sotto o clicca su un'icona per effettuare l'accesso:

Logo di WordPress.com

Stai commentando usando il tuo account WordPress.com. Chiudi sessione /  Modifica )

Google photo

Stai commentando usando il tuo account Google. Chiudi sessione /  Modifica )

Foto Twitter

Stai commentando usando il tuo account Twitter. Chiudi sessione /  Modifica )

Foto di Facebook

Stai commentando usando il tuo account Facebook. Chiudi sessione /  Modifica )

Connessione a %s...

Questo sito utilizza Akismet per ridurre lo spam. Scopri come vengono elaborati i dati derivati dai commenti.

Informazione

Questa voce è stata pubblicata il 25/03/2020 da in Fé e Espiritualidade, PORTUGUÊS.

  • 404.759 visite
Follow COMBONIANUM – Spiritualità e Missione on WordPress.com

Inserisci il tuo indirizzo email per seguire questo blog e ricevere notifiche di nuovi messaggi via e-mail.

Segui assieme ad altri 831 follower

San Daniele Comboni (1831-1881)

COMBONIANUM

Combonianum è stata una pubblicazione interna nata tra gli studenti comboniani nel 1935. Ho voluto far rivivere questo titolo, ricco di storia e di patrimonio carismatico.
Sono un comboniano affetto da Sla. Ho aperto e continuo a curare questo blog (tramite il puntatore oculare), animato dal desiderio di rimanere in contatto con la vita del mondo e della Chiesa, e di proseguire così il mio piccolo servizio alla missione.
Pereira Manuel João (MJ)
combonianum@gmail.com

Disclaimer

Questo blog non rappresenta una testata giornalistica. Immagini, foto e testi sono spesso scaricati da Internet, pertanto chi si ritenesse leso nel diritto d’autore potrà contattare il curatore del blog, che provvederà all’immediata rimozione del materiale oggetto di controversia. Grazie.

Categorie

%d blogger hanno fatto clic su Mi Piace per questo: