COMBONIANUM – Spiritualità e Missione

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Tomáš Halík – “Toque as feridas!”


Crucifixion 1946 by Graham Sutherland OM 1903-1980


‘Toque as feridas!’. Artigo de Tomáš Halík
20 Abril 2020

Nessa meditação da homilia da Páscoa, realizada em uma igreja vazia na República Tcheca, devido à epidemia de coronavírus, o autor comenta o episódio do encontro de Jesus com o incrédulo Tomé, que só depois de ter tocado as feridas das mãos e do corpo passa a acreditar. Tomáš Halík, em sua experiência pluriforme, viu muitas vezes o rosto e tocou as feridas físicas e morais da humanidade sofredora. Nessa homilia, ele enfatiza como apenas tocando as feridas do próximo podemos reconhecer Jesus e o Pai e proferir a verdade com São Tomé: “Meu Senhor e meu Deus”. “Tocar” as feridas de nossos irmãos e irmãs é, portanto, a prova mais segura de uma autêntica vida cristã. Caso contrário, como Jesus diz no evangelho, será inútil repetir: “Senhor, Senhor!”.

O artigo é de Tomáš Halík, padre, professor e psicólogo, editado por Antonio Dall’Osto e Francesco Strazzari, publicado por Settimana News, 18-04-2020. A tradução é de Luísa Rabolini.
http://www.ihu.unisos.br

Do evangelho segundo João (Jo 20, 24-29)

Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus.
Disseram-lhe, pois, os outros discípulos: Vimos o Senhor.
Mas ele disse-lhes: “Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o meu dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei”.
E oito dias depois estavam outra vez os seus discípulos dentro, e com eles Tomé.
Chegou Jesus, estando as portas fechadas, e apresentou-se no meio, e disse: “Paz seja convosco”.
Depois disse a Tomé: “Põe aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; e chega a tua mão, e põe-na no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente”.
E Tomé respondeu, e disse-lhe: “Senhor meu, e Deus meu!
Disse-lhe Jesus: Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram”.

Um orfanato de Madras

Depois de ler esse evangelho, deixei o púlpito e voltei para o meu assento. Era o segundo dia da minha visita à Índia. Era de manhã cedo na catedral de Madras, localizada no coração do cristianismo indiano, onde a tumba do apóstolo Tomé, padroeiro da Índia, é venerada desde os tempos antigos.

Naquele momento, eu ainda tinha entendimento da passagem do Evangelho de João como tem sido e é sempre interpretada, ou seja, que com sua aparição Jesus dissipou as dúvidas de seu apóstolo cético sobre a verdade de sua ressurreição, e “o incrédulo Tomé tornou-se imediatamente crente”.

Eu não imaginava que, antes do final do dia, esse Evangelho teria falado comigo novamente – de uma maneira diferente e mais profunda – e que até me revelasse sob uma nova luz o maior mistério da fé cristã: a ressurreição de Jesus e sua natureza divina.

Além disso, essa nova percepção gradualmente me guiou por um percurso de espiritualidade do qual ainda não sabia nada. Ele me mostrou “a porta dos incrédulos Tomés”, “a porta dos feridos”.

Na quente tarde daquele dia, meu colega indiano, um padre católico e professor da Universidade de Madras, primeiro me levou ao local onde, segundo a lenda, o apóstolo Tomé foi martirizado e depois a um orfanato católico nas proximidades.

Durante minhas viagens pela Ásia, África e América do Sul, antes e depois, vi o rosto da pobreza e estou familiarizada com a miséria moral, graças ao meu trabalho como psicólogo e à minha experiência como confessor – com os sofrimentos ocultos do coração das pessoas e os cantos escuros dos destinos humanos. Visitei os Gólgotas de nossos tempos, os lugares dos campos de concentração dos nazistas e comunistas, e também Hiroshima e o Marco Zero em Manhattan, lugares que evocam intensamente as memórias ainda vivas da violência criminal perpetrada ali – mas mesmo depois de todas essas experiências, não esquecerei nunca aquela do orfanato de Madras.

Nos berços – que pareciam mais gaiolas para aves – as crianças abandonadas jaziam, suas barrigas inchadas pela fome, os delgados esqueletos cobertos de pele negra, muitas vezes inflamada. Nos corredores que pareciam intermináveis, seus olhos febris me encaravam de todos os lugares e estendiam as mãos para mim. No ar irrespirável, com todo aquele cheiro doentio e aquele choro, senti uma náusea mental, física e moral. Senti uma sensação sufocante de impotência e de amarga vergonha, aquela que se sente quando somos confrontados com os pobres e os miseráveis, vergonha por ter uma pele saudável, o estômago cheio e um teto sobre a cabeça.

Eu queria covardemente sair o mais rápido possível daquele lugar (e não apenas de lá), fechar meus olhos e o coração e esquecer. Lembrei-me das palavras de Ivan Karamazov, que queria “devolver o bilhete de entrada a Deus” em um mundo onde as crianças sofrem.

Mas justamente naquele momento uma frase emergiu do fundo de meu coração: “Toque as feridas!”, E novamente: “Põe aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; e chega a tua mão, e põe-na no meu lado”.

De repente, ouvi novamente a ressonância do episódio do apóstolo Tomé que eu havia lido no Evangelho de João na missa daquela manhã no túmulo do “santo padroeiro dos incrédulos”. Jesus se identificou com todos aqueles que são pequenos e sofredores. Em outras palavras, todas as feridas dolorosas e toda miséria humana são “feridas de Cristo”. Só posso acreditar em Cristo e ter o direito de exclamar “meu Senhor e meu Deus” apenas se tocar em suas feridas das quais nosso mundo ainda está cheio. Caso contrário, digo “Senhor, Senhor” simplesmente em vão e sem nenhum efeito (Mt 7,21).

Certamente, nenhum de nós pode se considerar um messias capaz de curar todas as feridas do mundo. Afinal, nem mesmo Jesus foi capaz de fazê-lo durante sua missão terrena. Mesmo quando tentamos honestamente fazer tudo o que estiver ao nosso alcance e poder, podemos apenas remar por uma curta distância contra as impetuosas ondas do oceano de pobreza que estão se tornando cada vez mais ampla em nosso continente. No entanto, não devemos fugir das feridas do mundo, nem dar as costas para elas; devemos pelo menos vê-las, tocá-las e nos deixar envolver. Se eu permanecer indiferente, não envolvido, não ferido – como posso declarar minha fé e meu “amor a Deus, que não vi?”. Porque efetivamente eu não o vejo.

Diante do sofrimento

Sim, de repente ficou claro para mim lá em Madras que não tenho o direito de proclamar fé em Deus, a menos que leve a sério o sofrimento do meu próximo. Uma fé que fechasse os olhos para o sofrimento dos outros é simplesmente uma ilusão ou um ópio; Freud e Marx teriam motivos para criticar esse tipo de fé!

Há muito sofrimento no mundo ao nosso redor! Jesus vai a Tomé e mostra suas feridas: nenhum sofrimento (de nenhuma espécie) é cancelado e esquecido. As feridas continuam sendo feridas. Mas aquele que “carregou os sofrimentos de todos” cruzou com fé os portões do inferno e da morte: e continua aqui conosco, por mais difícil que seja entender. Ele demonstrou que o amor suporta tudo (1 Cor 13,7): “as grandes águas não podem extinguir o amor, nem os rios o inundam”, “porque o amor é tão forte quanto a morte” (cf. Ct 8,6); sim, é mais forte que a morte.

A Dúvida de Tomé, 1599, óleo sobre tela, 107 x 146 cm, Caravaggio, Stiftung Schlösser und Gärten Postdam-Sanssouci, Postdam, Alemanha.

À luz desse evento, o amor é um valor que não podemos deixar à mercê do sentimentalismo. Representa uma força, a única força que sobrevive à própria morte e que abre suas portas com mãos perfuradas.

A ressurreição, portanto, não é um “final feliz”, mas um convite e um desafio: não deveríamos, aliás, não devemos desistir na frente do fogo do sofrimento, mesmo que não estejamos em condições de extingui-lo aqui e agora. Na presença do mal, não devemos agir como se ele tivesse a última palavra. Não devemos ter medo de “acreditar no amor”, mesmo que seja perdedor pelos padrões do mundo. Precisamos ter a coragem de aproveitar nossas oportunidades com a “loucura da cruz” diante da “sabedoria do mundo”! (cf. 1 Cor 4,10).

Ao despertar a fé de Tomé, permitindo-lhe “tocar as feridas”, Jesus talvez quisesse lhe contar exatamente o que me foi revelado em um instante naquele orfanato em Madras: é onde você toca o sofrimento humano, e talvez só ali que você entenderá que eu estou vivo, que “sou eu”. Você me encontrará onde quer que haja pessoas que sofrem. Não fuja de mim em nenhum desses encontros. Não tenha medo. Não seja incrédulo, mas tenha fé!

O Deus da Antiga Aliança apareceu a Moisés em um sarçal em chamas (Êx 3). Seu Filho unigênito, nosso Senhor e nosso Deus, aparece “no fogo do sofrimento” na cruz – e só damos sentido à sua voz apenas se carregarmos nossa cruz e estivermos dispostos a suportar os fardos dos outros, apenas se as feridas do mundo – as Suas feridas – se tornarem um desafio para nós.

A missão de Tomé

Foi confiada a cada um dos apóstolos uma tarefa: Pedro a cuidar das ovelhas do rebanho de Cristo, Paulo a viajar para países distantes. Mas, e Tomé?

“A incredulidade de Tomé beneficiou mais nossa fé do que a fé dos outros discípulos”, escreveu o Papa São Gregório Magno.

Ser uma “pessoa de fé” não significa livrar-se do fardo de problemas angustiantes. Às vezes, significa carregar a cruz das dúvidas e seguir Jesus com fé. A força da fé não consiste em “convicções inabaláveis”, mas na capacidade de enfrentar até as dúvidas e as ambiguidades, em carregar o fardo do mistério, mantendo, ao mesmo tempo, a fé e a esperança.

Sim, talvez essa tenha sido a autêntica missão de Tomé: a fé que nasceu quando ele tocou o lado de Jesus não o tornou um objeto a ser “possuído”. Mesmo agora, a fé não deixa de ser uma “jornada” rumo a ele. Ele deve continuar a carregar o fardo de suas dúvidas e das suas tentações de ceticismo. A certeza da fé vem somente quando ele toca Deus, tocando as feridas do mundo – somente ali ele o encontra. Ele experimenta novamente seu encontro com o Cristo crucificado. Essa é a sua missão.

É precisamente a razão pela qual abrirá o caminho para uma autorrevelação muito específica de Deus em nosso mundo para muitos que atravessam a vida no crepúsculo das dúvidas, para uma inesperada “experiência de Deus”. Aqueles que viram o Senhor abrem a porta para aqueles que não o viram: eles podem encontrar Jesus – continuamente – nas feridas do mundo.

Aqueles que não conseguem encontrar Cristo nos âmbitos tradicionais oferecidos pela Igreja, em sua pregação, em seus serviços e catecismos, ainda têm essa oportunidade sempre à sua disposição: encontrá-lo onde as pessoas sofrem.

Dizem que certa vez quando a Pascal foi recusada a Eucaristia por um sacerdote que tinha dúvidas sobre sua ortodoxia, ele começou a cuidar de um pobre doente em sua casa, de modo a “receber assim o corpo de Cristo”.

Do resto, Jesus não disse: “quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes”? (Mt 25,40).

E podemos encontrá-lo até mesmo nas profundezas da nossa dor.

Se o mundo fosse perfeito, já seria deus e não haveria mais nenhum problema em relação a Deus. Um deus que olhasse narcisisticamente o espelho imaculado de seu mundo perfeito e completamente harmonioso no qual não houvesse conflitos, contradições ou mistérios, não seria o meu Deus, o Deus da Bíblia, o Deus da minha fé. A história contada pela Bíblia não é um idílio fascinante, mas um drama perturbador. O mundo sobre o qual as Escrituras falam (como o nosso mundo atual) é um mundo de feridas sangrentas e dolorosas – e o Deus que invoca carrega igualmente essas feridas.

No relato do Evangelho, Deus aparece como um Deus ferido, não como o deus apático dos estóicos ou como uma projeção de nossos desejos, muito menos como um símbolo das ambições de poder de um homem ou de uma nação. É um Deus compassivo que sente conosco que sofre conosco.

As feridas de Jesus

Aparentemente, há muitos que perderam a fé em Deus somente pela existência do mal e do sofrimento no mundo. Devo confessar que nunca tive similar tentação. Minha compreensão e experiência têm sido completamente opostas: quase nada despertou em mim uma sede de significado como os absurdos do mundo, e uma sede de Deus como feridas abertas pelos sofrimentos da vida.

O relato pascoal, conforme relatado pelo Evangelho de João, começa e termina com duas afirmações, a exclamação de Pilatos: “Eis aqui o homem”, e a de Tomé: “Meu Senhor e meu Deus”. Ambos se referem a Jesus, os dois protagonistas olham para suas feridas – um fala de sua humanidade, o outro de sua divindade. Pode-se dizer que as duas exclamações são duas interpretações diferentes das chagas de Jesus. Suas feridas – em maior medida talvez do que qualquer outra coisa, e talvez apenas elas – revelam o vínculo entre o humano e o divino que Jesus de Nazaré representa. Mas o que está no meio delas é o “mistério pascal”: a morte e a ressurreição de Jesus.

A exclamação de Pilatos “Eis aqui o homem”, acompanhada pelo gesto que indica um homem transformado em uma massa de carne ensanguentada pela brutal flagelação, é o mesmo homem que foi levado à corte do governador naquela manhã como pretendente ao trono real? Ele ainda é um ser humano?

O homem coberto de feridas expressa uma verdade profunda sobre a criatura humana e seu destino. O homem não é nada – esta é a verdade da Sexta-feira Santa, sem a qual não há manhã de Páscoa. O que sabemos sobre o homem, se evitemos olhar sem ilusões os limites absolutos de seu destino, se não investigarmos as profundezas e tirarmos o olhar do abismo?

Se Jesus é a palavra de Deus para nós, a palavra que assumiu a humanidade em sua totalidade, então sua humanidade abrange não apenas a grandeza e perfeição do homem como imagem ainda não contaminada de Deus (ele é o novo Adão, o Adão que ainda não caiu), mas também sua antítese, o aspecto sombrio e marcado do destino humano – a destituição e a miséria das quais preferimos desviar o olhar, nossos ouvidos e nossos corações.

No final do relato pascoal de João, as feridas de Jesus são mostradas novamente e o apóstolo que era anteriormente dilacerado pela dúvida exclama: “Meu Senhor e meu Deus”.

A Páscoa é um êxodo – a transição de uma visão das feridas de Jesus para outra, uma passagem do “Ecce Homo” para o “Ecce Deus”! O que a Igreja tradicionalmente expressa com a linguagem metafísica das “duas naturezas”, nós podemos defini-lo como “duas maneiras de interpretar as feridas de Jesus”. As feridas de Jesus consideradas sob dois pontos de vista despertam duas reações, expressas em duas palavras – “homem” e “Deus”. E essas palavras que indicam algo tão radicalmente distinto (mas obviamente profundamente unido) podem se referir à mesma pessoa.

Nem Pilatos nem Tomé não fazem declarações teológicas sobre as “naturezas” de Jesus. São declarações que expressam uma improvisa emoção ou emoções acompanhadas pela experiência do encontro.

A exclamação de Tomé é geralmente entendida como a expressão de espanto e alegria de um homem cujos sentidos o convenceram da realidade física da crucificação. Como eu sugeri, talvez poderia indicar algo mais.

A alegria de Tomé, sua “segunda conversão”, foi despertada por algo que parece tê-lo atingido mais do que os outros apóstolos: a unidade em Cristo – a unicidade de Jesus crucificado e ressuscitado. As feridas de Jesus eram a prova disso.

Ao ver as feridas de Jesus, Tomé pode experimentar o cumprimento de suas palavras: “Quem me vê, vê o Pai” (Jo 14, 9). Ele vê Deus em Jesus e o vê através do abismo de suas feridas.

Dizem que o próprio Satanás apareceu a São Martinho sob a aparência de Cristo. No entanto, o santo não foi enganado. Ele perguntou: “Onde estão as tuas feridas?”

Não acredito em “fé sem feridas”, em uma igreja sem feridas, em um Deus sem feridas. Somente o Deus ferido através de nossa fé ferida poderia curar o nosso mundo ferido.

 

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Questa voce è stata pubblicata il 07/06/2020 da in Fé e Espiritualidade, PORTUGUÊS con tag .

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Combonianum è stata una pubblicazione interna nata tra gli studenti comboniani nel 1935. Ho voluto far rivivere questo titolo, ricco di storia e di patrimonio carismatico.
Sono un comboniano affetto da Sla. Ho aperto e continuo a curare questo blog (tramite il puntatore oculare), animato dal desiderio di rimanere in contatto con la vita del mondo e della Chiesa, e di proseguire così il mio piccolo servizio alla missione.
Pereira Manuel João (MJ)
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