COMBONIANUM – Spiritualità e Missione

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Meditar no presépio com os cinco sentidos


O Natal mergulha-nos no mistério da incarnação. Uma ocasião para meditar com base nos cinco sentidos. «Marcados pelo pensamento grego e a sua tendência para depreciar a carne, espiritualizamos depressa demais os acontecimentos, e temos medo da dimensão carnal dos textos bíblicos. No entanto, é assumindo a humanidade que se acede à divindade de Deus por Cristo, Deus feito homem», explica o padre jesuíta Noël Couchouron.
Santo Inácio propõe que a pessoa se coloque a um canto da cena do nascimento de Jesus «como um pobre», dispondo os sentidos para se deixarem impressionar por aquilo que acontece, como uma película fotográfica», acrescenta o religioso. A cena, com a sua decoração e personagens, pode de tal maneira imprimir-se na pessoa, ao entrar pela «porta dos sentidos», que a maneira de ser e de agir no quotidiano deixar-se-á, aos poucos, transformar.
Deixe-se guiar por esta meditação sobre o presépio com um cozinheiro, uma iluminadora, um pastor, um músico e uma cuidadora, que centram a atenção no gosto, na visão, na audição, no odor e no toque.

Meditar no presépio com os cinco sentidos (1)
Jesus dado como alimento

O gosto da manjedoura: o Menino Jesus dado como alimento

O Natal rima muitas vezes com refeição de festa, onde o gosto tem um lugar importante. Chefe cozinheiro que se tornou padre, atualmente reitor da basílica de Montmartre, em Paris, Stéphane Esclef imagina os mantimentos levados pelos pastores do presépio, e medita sobre o verdadeiro alimento recebido no Natal: Jesus Salvador.

Sobre a palha da manjedoura, onde os animais vão habitualmente encontrar o seu alimento, está deitado um recém-nascido enfaixado! Esta noite o burro e o boi não jantam. E não há dúvida de que nessa incrível noite ninguém pensa em comer.

«Não é possível restaurar-se sem um lugar onde fazer pousada, pouco importa o lugar, palácio ou presépio. O paradoxo é que Maria, nessa noite, dá-nos, no seu Filho, o alimento que vai verdadeiramente saciar a nossa fome.» Da memória culinária e bíblica, cita o Salmo 34 (33): «Saboreai e vede como o Senhor é bom».

«Tudo o que acontece em torno da refeição de Natal é sinal deste presente. Desde a noite da Natividade pode supor-se que havia muita gente no presépio, os pastores vindos com os seus queijos, as mulheres que levavam frutos, pão, leite… Eles acorreram com as mãos cheias de vitualhas porque sucedeu algo de maravilhoso. Entraram desde logo nesta lógica.»

Quando, muitas vezes, levantamos a sobrancelha em sinal desaprovador perante os festins pantagruélicos que dão à noite de Natal ares de orgia pagã, o sacerdote lembra o sentido profundo da boa refeição natalícia.

«A minha avó passava o dia a cozinhar lentamente um bom prato durante horas, um capão, biscoitos de especiarias que perfumavam a casa. Ainda hoje, esses sabores reativam a minha memória, como uma verdadeira anamnese. O gosto faz reerguer as recordações, os sinais que atravessam o tempo, a eternidade. Desde que se dê tempo, isso transparece nesse prato que vai oferecer prazer a cada pessoa e fazer comungar todas as pessoas com quem o preparou.

O P. Esclef imagina Maria a dar ternamente o seio ao Menino Jesus, um gesto de comunhão onde ela se dá ao seu Filho, que dá para a Salvação do mundo».

Neste Natal de 2020 a grande questão é a de poder reencontrar-se em família, em torno a uma refeição, em contexto de restrições causadas pela pandemia. Nesse desejo o padre cozinheiro vê, em primeiro lugar, um anseio de comunhão.

«Costuma dizer-se: “Eu levo o prato”, “tu preparas as entradas”, “nós tratamos da sobremesa”… Todos participam. Na Bíblia, todas as refeições tendem para este sinal de comunhão, de que a Eucaristia é o cume.»

Clotilde Hamon
In Famille Chrétienne
Trad.: Rui Jorge Martins

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Meditar no presépio com os cinco sentidos (2)
A luz

Luz: o presépio brota das trevas e volta a dar vida ao mundo

A visão é um sentido muito solicitado pelo presépio, que se reconstrói a cada ano. Magdeleine Leroux, iluminadora, convida a olhar os jogos de sombras e de luz, a obscuridade da noite, a iluminação das velas, o brilho dos anjos presentes em Belém.

A noite está avançada; os pastores mal distinguem o caminho através das pedras, ao pálido clarão da Lua e das estrelas. Ele conduz a Belém, essa povoação de David onde deverão encontrar um menino enfaixado numa manjedoura. Indicações muito sóbrias para uma cena que não é banal. Mas onde se encontra esse estábulo. Estes pobres não a procuram por muito tempo. Ela surge-lhes repentinamente, na sinuosidade de um caminho, à entrada da povoação mergulhada na obscuridade. Uma luz.

«O Natal é isto. Uma luz que brota das trevas, não há nada de mais puro.» Uma lâmpada na noite que brilha num estábulo sem porta.

O jogo de luzes faz passear sombras dançantes na palha que brilha como ouro, e ilumina, ó maravilha, o rosto adormecido de um recém-nascido pousado numa grande manjedoura. Ao início, só o veem a Ele. Minúsculo rosto um pouco avermelhado, um pouco enrugado, envolvido por um pano branco, como aquele que, anos depois, o recolherá.

«A criança de peito é tão pobre como o desfalecido, nu, vulnerável, frágil», contempla Magdeleine Leroux. «Deus incarna-se na espessura da nossa humanidade, naquilo que ela tem de mais pungente.»

Depois os pastores veem, à sua direita, Maria, que envolve o Menino. A que se assemelha esta jovem parturiente? «Ela é, sem dúvida, daquelas que passam desapercebidas. Mas cuja presença nunca se esquece», imagina.

À esquerda, um homem mais velho, S. José, «de presença reconfortante», que se mantém como um alicerce, um pilar». Mas ele parece ser tomado pela sombra, da qual mal se destaca, servidor discreto e fiel.

Atrás deles, um boi e um burro deitados, de grandes olhos doces e calmos, com um ar nada espantado.

A cena está repleta de uma candura doce e luminosa. Longe das representações açucaradas do presépio, «falsidade que oculta o sofrimento e tanto o amplifica», onde as personagens são congeladas em posturas solenes e teatrais, o presépio, tal como o vê Magdeleine Leroux, evoca uma iluminura pela sua casta simplicidade.

«Vejo uma cena de repouso, de grande bondade. José e Maria, cujos corpos, em torno a Jesus, formam como um côncavo onde Jesus está incarnado. Neste pequeno casulo, sinto-me em minha casa, como quando, de regresso de um dia nos cuidados paliativos durante o qual vi morrer pessoas, entro numa igreja e, não tendo força para canta, detenho-me simplesmente nessa presença. Ao contemplar esta cena tão simples, tenho o sentimento de voltar a casa, de reencontrar a Igreja, minha mãe, e de pousar a minha cabeça no seu peito.»

Neste quadro sem detalhe, nada que afague o olhar, nada de bonito, mas uma cena de uma perfeita castidade, no sentido de que não atrai o olhar para si, mas condu-la para um mistério que resplandece em silêncio.

«Quando se desenha, há tantas coisas a dizer, tem-se o desejo de encher em demasia. Ao contrário, é preciso retirar. Numa iluminura, as partes vazias são as mais importantes.»

O presépio, como uma iluminura, na sua absoluta pobreza, oferece, na sua contemplação, «a alegria pura e infantil, um desejo de viver, de chorar de alegria».

Pauline Quillon
In Famille Chrétienne
Trad.: Rui Jorge Martins

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Meditar no presépio com os cinco sentidos (3)
A música dos anjos

Uma sonoridade que exprime o indizível

Através do ouvido, o músico Dominique Levacque, organista invisual, convida a escutar todas as sonoridades doces e alegres que se escapam do presépio. Com ele, ouve-se ressoar a voz dos anjos.

A crer no Evangelho de Lucas, uma «multidão celeste inumerável» louvava Deus diante dos pastores. É seguro que esta multidão não entoava um louvor pop, mas pode pensar-se que devia ter um volume sonoro significativo. Numa melodia popular, a Virgem Maria pede aos anjinhos para baixarem o sopro nos seus instrumentos: «Toquem em surdina!». Na creche, o silêncio enche-se diante do Menino-Deus, e todos se voltam para Ele para o ver e escutar o seu murmurar.

Dominique Levacque acredita que se podem escutar cânticos doces e serenos junto do presépio. Cego de nascença, toca órgão a alto nível e de maneira profissional. Para ele, que descobriu e passou a amar a música com Bach, a audição é um sentido particularmente importante, permitindo-lhe compreender o que se passa. «Não vejo os gestos da pessoa que dirige. Tenho de escutar o que acontece em baixo, para que tudo decorra harmoniosamente.»

«Há a doçura inerente à noite de Natal, mas nem sempre. Há igualmente um lado brilhante, elevado. É o repertório da simplicidade, não demasiado dissonante, ainda que alguns compositores tenham inventado coisas mais corridas.»

Algumas peças parecem conter a integralidade do mistério da incarnação: «A “Oratória de Natal” de Bach anuncia o Gólgota; certas tensões prefiguram a tensão de Cristo».

Como para todos os invisíveis servidores de festas, o Natal é também para Dominique Levacque um momento de distanciamento dos seus próximos. «Passo as vésperas de Natal muitas vezes algo longe da minha família».

«Em 2012 tive um acidente: o comboio parou, as portas abriram-se do lado errado, e eu caí à via. Fiquei imobilizado cinco meses, com o pé partido. Não sabia se poderia voltar a tocar. Em 2013, consegui retomar o meu serviço. No Natal seguinte, tive um aperto no coração, como um renascimento. Creio que chorei, pela alegria reencontrada de tocar. Passei o Natal de 2012 num quarto de hospital, mas a família veio… Foi uma graça poder tocar de novo.»

Para o organista, a música é uma parte essencial da liturgia: «Veicula uma emoção que convida a elevar-se de uma maneira ou de outra. Não diz nada, mas prolonga algo. É-se interpelado por aquilo que não nos fala, mas que nos fala ao interior.»

Théophane Leroux
In Famille Chrétienne
Trad.: Rui Jorge Martins

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Meditar no presépio com os cinco sentidos (4)
O odor do estábulo

O cheiro de Maria

O diácono Guy Miel continua a ocupar-se dos rebanhos da sua paróquia de trinta e dois campanários e composta por aldeias isoladas, porque o bom pastor nunca se reforma. O odor de estrume, com os vestígios de amoníaco deixado pela urina dos animais na palha, a lã molhada que escorre após a chuva, a respiração dos animais que satura a atmosfera, tudo isto conhece de coração: «Não se consegue fugir; permanece na roupa, impregna tudo».

O odor da sua Mãe foi, sem dúvida, a primeira lembrança olfativa do Menino Jesus. Ao incarnar-se entre os seres humanos, Deus não optou pela água de rosas, mas pelo mau cheiro do estábulo. Foi até ao fundo, sem tapar o nariz diante às realidades mais triviais.

Para o nosso também oblato beneditino, isto diz algo de muito simples: «É ao partilhar a vida das pessoas, onde quer que estejam, sem ter medo de sujar as mãos, de respirar o mesmo ar, que se pode partilhar o amor de Cristo. Não se faz caridade de longe. Isso não leva a lado nenhum».

«A minha vida de diácono-eremita ou eremita-diácono – tanto faz, nunca gostei de rótulos! – só tem sentido se for uma presença para Deus, para a Criação e para todos os seres, sejam eles quem forem. Aqui, neste “vale orgânico” descristianizado, as pessoas estão quase todas rendidas às espiritualidades da Nova Era. Vivo com elas, no meio delas, ouço as suas alegrias e as suas dores, e assim procuro dar-lhes o rosto de uma Igreja próxima e atenta, como me disse o bispo no dia da minha ordenação diaconal em 2001. Então, ainda era pastor. Desde a minha reforma, em 2011, mudei de rebanho!»

Quando o papa Francisco declarou «tende o odor dos vossos rebanhos», tocou-lhe de tal maneira que escreveu um livro, sóbrio e pungente, um livro de pastor, extraído da solidão e da promiscuidade do rebanho. Bem colocado para compreender que as ovelhas seguem o bom pastor, que este as chama pelo seu nome, e que elas conhecem a sua voz.

Clotilde Hamon
In Famille Chrétienne
Trad.: Rui Jorge Martins

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Meditar no presépio com os cinco sentidos (5)
A pele

O corpo: Lugar de ternura e vulnerabilidade

Pelo toque, a Ir. Sofia, que trabalhou durante uma dezena de anos num serviço de neonatologia, convida a tomar consciência da fragilidade de Jesus no presépio. Mas também dos seus laços de ternura com Maria e José.

Maria terá passado mal ao fazer nascer Jesus? As condições para o parto não foram confortáveis. Ela terá sofrido a dor da precariedade, o frio, os escassos meios para aquecer o seu recém-nascido. Felizmente, o burro e o boi estavam lá, a sua respiração tépida libertava um doce vapor que acariciava a pele do Menino.

E Jesus? Que terá sentido nesta primeira noite passada na Terra, fora do seio maternal? Em primeiro lugar, sem dúvida, «as mãos de José, as suas mãos trabalhadoras mas doces, que terão sido as primeiras, talvez antes de Maria, ergueram o Menino recém-nascido, ainda envolvido no líquido amniótico», a pele coberta de vernix, substância cremosa e esbranquiçada que protege a sua pele, evoca a religiosa da comunidade Aïn Karem.

«Nesse momento, José olhou-o no seu coração como um tesouro.» Depois, Maria tomou o Menino nos seus braços, tendo cuidado para não o apertar, pô-lo na sua pele, sobre o seu seio liso e doce.

Este primeiro toque tranquiliza Jesus, como todos os recém-nascidos, assim como a tepidez do leite que flui entre os seus lábios. Ao ter dado «o grande salto no vazio», o corpo da sua mãe contém-no, sossega-o.

«Este pele-a-pele é, verdadeiramente, o momento do encontro. Mesmo antes do olhar, é no momento das carícias que a mãe se apropria da sua criança. Esta reconhece o corpo da sua mãe desde o nascimento, a sua mão que acariciava o seu ventre, percebe o seu acolhimento e o seu amor.»

Maria torna-se verdadeiramente mãe neste primeiro toque. «As mães das crianças prematuras, quando têm o seu filho nos seus braços, tornam-se mães pelo toque, que lhes chega ao mais íntimo delas.»

«Que descoberta para Maria! O Senhor quis isto para Ele, até a este ponto de total dependência. Ele apanhou tudo. Teve fome, chorou. Jesus entrou nesta História, no meio da nossa humanidade.» E conheceu o apaziguamento feliz da criança aninhada contra a sua mãe.

Absolutamente entregue, foi também dependente da sua mãe para ser mudado, quando as suas fraldas estavam sujas e ele chorou para exprimir o seu desconforto. E é com um cuidado infinito, uma doçura do gesto que teme magoar um ser tão frágil, que Maria tomou o seu pequeno para recomeçar o gesto de o lavar e o vestir.

«Todas estas pequenas coisas, estes pequenos gestos simples, tal como mudar um leito, dar de mamar a cada três horas, podem ser redescobertas como grandes atos de amor, nos quais se pode exprimir muita delicadeza.»

Quando Maria e José davam os primeiros cuidados ao bebé, a Ir. Sofia imagina-os a rir, como os pais que desatam a rir ao mudar o seu filho. Este riso de alegria diz o encontro que está em jogo no delicado tocar dos corpos, onde se diz a nossa dependência dos outros, laço profundo que une a incarnação e o amor.

Pauline Quillon
In Famille Chrétienne
Trad.: Rui Jorge Martins

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Questa voce è stata pubblicata il 30/12/2020 da in Fé e Espiritualidade, PORTUGUÊS con tag .

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San Daniele Comboni (1831-1881)

COMBONIANUM

Combonianum è stato una pubblicazione interna di condivisione sul carisma di Comboni. Assegnando questo nome al blog, ho voluto far rivivere questo titolo, ricco di storia e patrimonio carismatico.
Il sottotitolo Spiritualità e Missione vuole precisare l’obiettivo del blog: promuovere una spiritualità missionaria.

Combonianum was an internal publication of sharing on Comboni’s charism. By assigning this name to the blog, I wanted to revive this title, rich in history and charismatic heritage.
The subtitle
Spirituality and Mission wants to specify the goal of the blog: to promote a missionary spirituality.

Sono un comboniano affetto da Sla. Ho aperto e continuo a curare questo blog (tramite il puntatore oculare), animato dal desiderio di rimanere in contatto con la vita del mondo e della Chiesa, e di proseguire così il mio piccolo servizio alla missione.
I miei interessi: tematiche missionarie, spiritualità (ho lavorato nella formazione) e temi biblici (ho fatto teologia biblica alla PUG di Roma)

I am a Comboni missionary with ALS. I opened and continue to curate this blog (through the eye pointer), animated by the desire to stay in touch with the life of the world and of the Church, and thus continue my small service to the mission.
My interests: missionary themes, spirituality (I was in charge of formation) and biblical themes (I studied biblical theology at the PUG in Rome)

Manuel João Pereira Correia combonianum@gmail.com

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