COMBONIANUM – Spiritualità e Missione

Blog di FORMAZIONE PERMANENTE MISSIONARIA – Uno sguardo missionario sulla Vita, il Mondo e la Chiesa MISSIONARY ONGOING FORMATION – A missionary look on the life of the world and the church

II Domingo de Páscoa (B)

2º Domingo de Páscoa – ano B 
Domingo da Misericórdia Divina
João 20,19-31


pascoajpg

Referências bíblicas

  • 1ª leitura: «Todos os que abraçavam a fé viviam unidos e colocavam tudo em comum» (Atos 2,42-47)
  • Salmo: Sl. 117(118) – R/ Dai graças ao Senhor, porque ele é bom; eterna é a sua misericórdia!
  • 2ª leitura: «Em sua grande misericórdia, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, ele nos fez nascer de novo, para uma esperança viva» (1 Pedro 1,3-9)
  • Evangelho: «Oito dias depois, estando fechadas as portas, Jesus entrou» (João 20,19-31)

Meu Senhor e meu Deus!
Marcel Domergue

Novo nascimento

Seja no cântico de entrada, extraído do capítulo 2 da primeira carta de Pedro, seja na segunda leitura, tirada do capítulo 1 da mesma carta, o tema do nascimento ocupa o primeiro plano. Temos, pois, de levá-lo a sério, tanto mais que o encontramos em muitos outros textos de João e de Paulo (ver, por exemplo, a conversa de Jesus com Nicodemos, em João 3).

A Escritura nos sinaliza que a Páscoa de Cristo inaugura uma vida nova, um novo estatuto da condição humana. Toda a Bíblia representa a laboriosa gestação deste Homem Novo e definitivo. Como muitas vezes se tem notado, o Novo Testamento cita o versículo 7 do Salmo 2, «Tu és meu filho, eu hoje te gerei», não a propósito do nascimento de Jesus em Belém, mas a propósito da ressurreição (Hebreus 1,5; 5,5; Atos 13,33).

Paulo vai até mesmo escrever aos Romanos (1,2-4) que foi escolhido para anunciar o Evangelho de Deus «que diz respeito ao seu Filho, nascido da estirpe de Davi segundo a carne, estabelecido Filho de Deus com poder por sua ressurreição dos mortos, segundo o Espírito de santidade».

Com outras palavras, esta mudança de estatuto, que é fruto da ressurreição, encontra-se em Atos 2,36: «Deus o constituiu Senhor e Cristo, este Jesus a quem vós crucificastes.» A mesma coisa é dita em Atos 5,30-31. A ressurreição opera uma espécie de mudança de identidade e, no entanto, Jesus permanece sendo ele mesmo.

Renascer com o Cristo

Somos chamados a reviver este novo nascimento de Cristo. Nosso destino é o de nos tornarmos, nós também, filhos de Deus. Conforme se diz: n’Ele e por Ele. O batismo significa isto. Em Romanos 6,3-11, Paulo explica longamente que o batismo nos mergulhou na morte de Cristo para nos dar acesso a uma vida nova.

Temos, no fundo, a imagem de um retorno ao nada líquido do grande abismo primitivo (Gênesis 1,2), com vistas a uma nova criação. É claro, o batismo permanece como um rito, mas que, atualmente, dá sinais de fadiga. Por uma concepção um tanto mágica e materialista do famoso «caráter» por ele conferido, tendemos a ver neste sacramento somente um gesto, significando uma realidade imperceptível.

O batismo, no entanto, é mais do que um rito: 1 Pedro 3,21 fala de um «compromisso solene da boa consciência para com Deus pela ressurreição de Jesus Cristo». É um rito que ganha valor, portanto, por ser um ato de liberdade, até mesmo quando o compromisso é assumido pelos pais, em nome do batizado.

É o acesso a uma nova forma de existência, com certeza, mas esta passagem não se produz de uma vez por todas: o batismo é também um programa; temos a possibilidade de nascer para a vida nova ao longo de nossas escolhas. Não pelos esforços da nossa vontade, mas por uma confiança sem defeito naquele que nos liberta da morte seguidamente e que nos faz novos a cada instante.

O gêmeo

Confiança e fé! Temos aí, justamente, o que faltava a Tomé. Tem-se falado muitas vezes da dúvida deste apóstolo. Ora, não se trata de dúvida, mas de recusa à fé. Aliás, quanto a isto nós somos os seus irmãos «gêmeos», porque, para nós, a fé é muitas vezes difícil.

A aventura de Tomé pode nos reconfortar, porque nela podemos ver que o eclipse da fé não é forçosamente uma catástrofe e que o Cristo vem nos socorrer em nossa descrença. Ainda mais: os discípulos que anunciam a ressurreição de Jesus para Tomé contentam-se em chamá-lo de «Senhor».

Já Tomé, no final do relato, o chama de «meu Senhor e meu Deus». Os evangelhos não falam em «Deus», a propósito de Jesus. Eles o chamam de Filho do Homem, às vezes de Filho de Deus, mas nunca, a não ser aqui, de «Deus» simplesmente. Pela boca de Tomé, o discípulo que superou a sua descrença, o final do evangelho de João vai juntar as primeiras linhas nas quais, a respeito do Verbo, lemos que «Ele era Deus».

Da mesma forma que Zacarias, em Lucas 1,18, e que a «geração perversa e adúltera» que pede por um milagre, em Mateus 12,39, também Tomé exige ver para crer, e, no entanto, conforme diz Paulo, a fé vem pela audição, pelo acolhimento da palavra (Romanos 10,17).

É admirável que Cristo tenha se curvado à exigência do discípulo. Aliás, devemos observar, Tomé, o gêmeo universal, juntou-se então aos outros discípulos, que acreditaram porque tinham visto o Senhor (versículo 25). Daí podermos com isso nos tranquilizar e nos consolar, nas horas em que nossa fé se eclipsa.

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Ressuscitado e vivo para sempre
Enzo Bianchi 

Estamos no último capítulo do Evangelho escrito pelo discípulo amado, onde nos é dado o testemunho da ressurreição de Jesus por parte de Maria Madalena, do próprio discípulo amado e dos outros discípulos, incluindo Tomé (o capítulo 21 foi adicionado pela comunidade do discípulo amado, tanto que os versículos 30-31 do capítulo 20 constituem a conclusão do Evangelho).

Sempre naquele “primeiro dia da semana”, o dia da ressurreição e, portanto, o dia do Senhor (Dominus, daí dies dominicus, domingo), à noite, os discípulos de Jesus ainda estão com medo, trancados em casa, apesar de Maria de Magdala ter lhes anunciado: “Vi o Senhor!” (Jo 20,18).

Onde estavam os discípulos? Em qual casa? Não nos é dito, mas o evangelista parece nos sugerir que, onde estão os discípulos, lá vem Jesus. Assim, o leitor compreende que, todos os primeiros dias da semana, no lugar em que ele se encontra com outros cristãos, lá vem Jesus ressuscitado e vivo.

Naquele dia da ressurreição, Jesus inaugurou outro modo de presença: ele está no meio dos seus não mais como antes, homem entre os homens, mas como Ressuscitado vivo para sempre. É sempre ele, Jesus, o filho de Maria, o enviado por Deus ao mundo, mas já não mais em uma carne mortal, mas sim em uma vida eterna no Espírito de Deus. Essa nova presença é mais forte e mais poderosa do que a presença física, porque vence todas as portas fechadas e todos os muros, e se torna credível, experimentada, vivida no marco de uma vida fraterna, de uma vida de comunhão: a Igreja.

Jesus, portanto, tendo vindo entre os seus na posição central (“pondo-se no meio deles”) de quem preside a assembleia, saúda os seus com a bênção messiânica: “A paz esteja convosco!”, e, ao entregar a paz, mostra-lhes seu corpo chagado, as mãos que trazem as marcas da crucificação (cf. Jo 19, 17) e o lado que recebera o golpe de lança (cf. Jo 19, 34).

Jesus está vivo, ressuscitou da morte, mas não deixa de ser o Crucificado: aquela morte, destino de todo ser humano, mas também a morte violenta dada a Jesus pela injustiça deste mundo, foi vivida e assumida por ele, faz parte da sua humanidade agora transfigurada em Deus, mas sempre presente, não apagada nem esquecida.

Sim, Jesus ressuscitado é vida eterna, divina, mas também vida humana transfigurada, de modo que agora não é mais possível pensar em Deus, dizer Deus sem pensar também no ser humano.

A essa percepção, os discípulos se alegram, realizando as palavras ditas a eles por Jesusantes da paixão: “Mais um pouco, e o mundo não me verá, mas vocês me verão, porque eu vivo, e também vocês viverão… Daqui a pouco vocês não me verão mais, porém, mais um pouco, e vocês me tornarão a ver… Quando vocês tornarem a me ver, vocês ficarão alegres, e essa alegria ninguém tirará de vocês” (Jo 14, 19; 16, 16.22).

Jesus, então, como Ressuscitado, sopra sobre aquela comunidade, alegre por crer nele, e os torna todos enviados, apóstolos. Enviados para quê? No quarto Evangelho, esses discípulos tornados apóstolos são enviados para dar às pessoas a possibilidade de experimentar a salvação na remissão dos pecados: perdoar os pecados, perdoar as dívidas, perdoar, esse é o mandato missionário. Nada mais, nada mais! Porque é disso que as pessoas precisam: o perdão, a remissão dos pecados, o apagamento dos pecados por parte de Deus e por parte dos seres humanos, seus irmãos.

A essa experiência da presença do Ressuscitado por parte dos discípulos, Joãoacrescenta a experiência de um dos Doze: Tomé, aquele discípulo que dissera que queria ir a Jerusalém para morrer com Jesus (cf. Jo 11, 16), mas que, depois, na realidade, fugiu como todos os outros.

Tomé não quer crer, com base na palavra dos seus irmãos, na presença do Jesusressuscitado e vivo, mas, oito dias depois, quando a comunidade está novamente reunida no primeiro dia da semana, ele está presente. E eis que, de novo, vem Jesus, está no meio e dá paz aos discípulos; depois, dirige-se a Tomé, mostrando-lhe as mãos furadas e o lado transpassado, os sinais da paixão em um corpo transfigurado. Tomé, então, não pode deixar de invocar: “Meu Senhor e meu Deus!”, pronunciando a confissão de fé mais alta de todo o quarto Evangelho.

Aquele Ressuscitado é Kýrios e Deus para a Igreja! É preciso crer nisso sem ter visto nada, mas acolhendo o anúncio da comunidade do Senhor e o dom de Deus que revela a verdadeira identidade do Jesus ressuscitado para sempre. Para Tomé, tocar o corpo de Jesus já se tornou inútil, e ele não o faz, porque a contemplação e o encontro com os sinais da paixão transfigurados lhe bastam.

Mas a operação mais difícil, tanto para Tomé quanto para nós, está precisamente no fato de ver nos corpos chagados o poder de uma transfiguração que faz das chagas cicatrizes luminosas e cheias de sentido: não mais sinal de morte ou de pecado, mas sinal de cura e de vida para sempre.

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Questa voce è stata pubblicata il 06/04/2021 da in O Pão do Domingo, PORTUGUÊS con tag .

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San Daniele Comboni (1831-1881)

COMBONIANUM

Combonianum è stato una pubblicazione interna di condivisione sul carisma di Comboni. Assegnando questo nome al blog, ho voluto far rivivere questo titolo, ricco di storia e patrimonio carismatico.
Il sottotitolo Spiritualità e Missione vuole precisare l’obiettivo del blog: promuovere una spiritualità missionaria.

Combonianum was an internal publication of sharing on Comboni’s charism. By assigning this name to the blog, I wanted to revive this title, rich in history and charismatic heritage.
The subtitle
Spirituality and Mission wants to specify the goal of the blog: to promote a missionary spirituality.

Sono un comboniano affetto da Sla. Ho aperto e continuo a curare questo blog (tramite il puntatore oculare), animato dal desiderio di rimanere in contatto con la vita del mondo e della Chiesa, e di proseguire così il mio piccolo servizio alla missione.
I miei interessi: tematiche missionarie, spiritualità (ho lavorato nella formazione) e temi biblici (ho fatto teologia biblica alla PUG di Roma)

I am a Comboni missionary with ALS. I opened and continue to curate this blog (through the eye pointer), animated by the desire to stay in touch with the life of the world and of the Church, and thus continue my small service to the mission.
My interests: missionary themes, spirituality (I was in charge of formation) and biblical themes (I studied biblical theology at the PUG in Rome)

Manuel João Pereira Correia combonianum@gmail.com

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