COMBONIANUM – Spiritualità e Missione

Blog di FORMAZIONE PERMANENTE MISSIONARIA – Uno sguardo missionario sulla Vita, il Mondo e la Chiesa MISSIONARY ONGOING FORMATION – A missionary look on the life of the world and the church

III Domingo de Páscoa (B)

III Domingo de Páscoa – ano B
Lucas 24,35-48

Referências bíblicas:
1ª leitura: «Vós matastes o autor da vida, mas Deus o ressuscitou dos mortos» (Atos 3,13-15.17-19)
Salmo: 4 – R/ Sobre nós fazei brilhar o esplendor de vossa face!
2ª leitura: «É Ele que obtém o perdão dos nossos pecados e dos pecados do mundo inteiro» (1João 2,1-5)
Evangelho: «Assim está escrito: que o Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia» (Lucas 24,35-48)

A ressurreição afeta o corpo
Marcel Domergue

O difícil nascimento da fé

Foi preciso tempo para que os discípulos chegassem à fé, como descrita nas duas primeiras leituras. Estas se situam após o Pentecostes, a vinda do Espírito que só se realizou depois dos quarenta dias simbólicos, nos quais Jesus acostumou os seus ao caráter indescritível de sua nova presença. Quando os discípulos de Emaús retornam a Jerusalém, estamos ainda longe da maturidade da fé, que consiste em crer sem ver, em acreditar na palavra. É certo que haviam visto Jesus vivo, e de uma vida na verdade misteriosa. Encontraram os onze apóstolos que também acreditavam na ressurreição de Jesus. E eis que Jesus revela a sua presença no meio deles, quando estavam prestes a contar como o haviam reconhecido ao partir o pão. Imediatamente, a fé de todos desmorona-se e são de novo «tomados de espanto e temor». A vida nos faz percorrer muitas vezes este itinerário, da fé ao medo, à semelhança do caminho invertido que faziam aqueles dois, indo de Jerusalém para Emaús. O versículo 41 é a princípio um pouco estranho; ao verem Jesus, os discípulos passam do medo à alegria, antes de passarem à fé: «Não podiam acreditar porque estavam muito alegres». Quer dizer que a presença de Deus desperta em nós alegria, antes de tomarmos uma consciência mais clara da sua presença? A fé supõe de fato conhecimento e decisão. É um ato completo que mobiliza todo o homem.

A carne e o Espírito

Corremos o risco de ler ou ouvir esta passagem do evangelho sem que coloquemos a questão. Ora, a coisa não é assim tão simples. Os discípulos acreditaram estar vendo «um espírito»; em grego, «pneuma», palavra que serve também para designar o Espírito Santo. E Paulo, a propósito da Ressurreição, nos fala de «corpo espiritual» (1 Coríntios 15,44). Deste modo, ao acreditarem «ver um espírito», os discípulos não estão assim tão longe deste fato, se é que um espírito possa ser visto! No versículo 50, Paulo escreve que «a carne e o sangue não podem herdar o Reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorruptibilidade.» A «carne», ou seja, a humanidade em estado bruto, está em constante oposição ao espírito. Vemos, pois, que Jesus, provido de um corpo espiritual, não é mais tributário do espaço e tempo. Ora, Lucas nos mostra Jesus comendo um peixe assado. Então, o conjunto do relato nos quer fazer compreender que a ressurreição não afeta apenas o que chamamos «alma», mas também o corpo. Não se trata da imortalidade, mas da ressurreição. Desde aí, se põe a questão: o que é um corpo espiritual? Os primeiros cristãos já se perguntavam isto. «Mas, dirá alguém, como ressuscitam os mortos? Com que corpo voltam?» (1 Coríntios 15,35). Confessemos a nossa ignorância. A resposta de Paulo, comparando o nosso corpo atual com o grão que se decompõe na terra e o seu novo corpo que surge na espiga, é somente uma imagem. Mas que tem o mérito de sublinhar uma continuidade entre o corpo atual e o corpo por vir e, também, a opulência extraordinária deste último em relação ao primeiro.

Ressurreição universal

O alimento é a expressão maior da nossa relação com a natureza, com o universo criado. Comendo o peixe assado, Jesus nos faz compreender que a sua ressurreição não é uma evasão para fora do nosso universo. A sua relação com o cosmos alcança um grau inimaginável. De fato, o alimento que absorvemos é apenas uma parte ínfima do que o mundo nos oferece e este alimento torna-se interior a nós. Na ressurreição, o Cristo é que se torna interior a todas as coisas. De repente, os nossos alimentos terrestres podem tornar-se imagem da nossa união com Deus e, até mesmo, o caminho para esta união. A Eucaristia inscreve-se nesta linha. Jesus, ao comer, passa para Deus o pão e o vinho que está comendo; então, este pão e este vinho tornam-se substância divina. O que significa que o universo inteiro emigra para Deus e, assim, encontra-se «consagrado». Ficamos sabendo por aí que a ressurreição do Cristo implica na ressurreição de todas as coisas e que esta ressurreição está em ação desde sempre. Moisés e os profetas testemunham isto: anunciam com certeza o cumprimento que se fará com o Cristo, mas veem que a vitória da vida sobre a morte já está em ação no mundo em que vivem, e isto desde o começo. Com Jesus, esta ressurreição de sempre e de todas as coisas «manifestou-se», como diz o Prefácio da segunda Oração eucarística, enquanto estivera secreta até ali, à espera da revelação.

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Este é sempre o verdadeiro problema da Igreja:
a falta de testemunhas

A leitura que a Igreja propõe neste domingo é o Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 24,34-48 que corresponde ao Domingo 3º da Páscoa, ciclo B do Ano Litúrgico. O teólogo espanhol José Antonio Pagola comenta o texto.

Testemunhas

Lucas descreve o encontro do Ressuscitado com seus discípulos como uma experiência fundante. O desejo de Jesus é claro. Sua tarefa não acabou na cruz. Ressuscitado por Deus depois de sua execução, ele toma contato com os seus para pôr  em funcionamento um movimento de “ testemunhas” capaz de contagiar a  todos os povos com a Boa Notícia.Vocês são minhas testemunhas. Não é fácil converter em testemunhas esses homens afundados no desconcerto e no medo. Ao longo de toda a cena os discípulos permanecem calados, num silêncio total. O narrador só descreve seu mundo interior: eles estão cheios de terror, só sentem turbação e incredulidade, tudo aquilo lhes parece demasiado formoso para que seja verdadeiro.

É Jesus quem va regenerar sua fé. O mais importante é que eles não se sintam sozinhos. Eles o sentiram cheio de vida no meio deles. Estas são as primeiras palavras que escutam do Ressuscitado: “Paz para vocês… Por que o coração de vocês esta cheio de dúvidas?”

Quando esquecemos a presença viva de Jesus no meio de nós, quando o fazemos opaco e invisível com os nossos protagonismos e conflitos, quando a tristeza impede-nos sentir de tudo menos sua paz, quando nos contagiamos uns aos outros, o pessimismo e a incredulidade… aí então estamos pecando contra o Ressuscitado. Não é possível uma igreja de testemunhas.

Para despertar sua fé, Jesus não lhes pede que olhem seu rosto senão suas mãos e seus pés. Que vejam as feridas da crucificação. Que tenham sempre ante seus olhos seu amor entregado até o fim. Ele não é um fantasma: “Sou eu mesmo”, O mesmo que conheceram pelos caminhos da Galileia.

Cada vez que tentamos fundamentar a fé no Ressuscitado com nossas elucubrações, convertemos-lhe num fantasma. Para nos encontrarmos com ele, temos que percorrer o relato dos evangelhos: descobrir essas mãos que bendiziam os enfermos e acariciavam as crianças, esses pés cansados de caminhar ao encontro com os mais esquecidos, descobrir suas feridas e sua paixão. Esse Jesus é o mesmo que agora vive Ressuscitado junto ao Pai.

A pesar de vê-los cheios de medo e dúvidas, Jesus confia em seus discípulos. Ele mesmo lhes enviara o Espírito que os sustentara. Por isso encomenda-lhes que prolonguem sua presença no mundo: “Vocês são testemunhas disso”. Eles não hão de ensinar doutrinas sublimes, mas contagiar sua experiência. Eles não têm que predicar grandes teorias sobre o Cristo, mas irradiar o seu Espírito. Eles devem fazê-lo crível com sua vida, não somente com as palavras. Este é sempre o verdadeiro problema da Igreja: a falta de testemunhas.

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Questa voce è stata pubblicata il 15/04/2021 da in O Pão do Domingo, PORTUGUÊS con tag .

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San Daniele Comboni (1831-1881)

COMBONIANUM

Combonianum è stato una pubblicazione interna di condivisione sul carisma di Comboni. Assegnando questo nome al blog, ho voluto far rivivere questo titolo, ricco di storia e patrimonio carismatico.
Il sottotitolo Spiritualità e Missione vuole precisare l’obiettivo del blog: promuovere una spiritualità missionaria.

Combonianum was an internal publication of sharing on Comboni’s charism. By assigning this name to the blog, I wanted to revive this title, rich in history and charismatic heritage.
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Spirituality and Mission wants to specify the goal of the blog: to promote a missionary spirituality.

Sono un comboniano affetto da Sla. Ho aperto e continuo a curare questo blog (tramite il puntatore oculare), animato dal desiderio di rimanere in contatto con la vita del mondo e della Chiesa, e di proseguire così il mio piccolo servizio alla missione.
I miei interessi: tematiche missionarie, spiritualità (ho lavorato nella formazione) e temi biblici (ho fatto teologia biblica alla PUG di Roma)

I am a Comboni missionary with ALS. I opened and continue to curate this blog (through the eye pointer), animated by the desire to stay in touch with the life of the world and of the Church, and thus continue my small service to the mission.
My interests: missionary themes, spirituality (I was in charge of formation) and biblical themes (I studied biblical theology at the PUG in Rome)

Manuel João Pereira Correia combonianum@gmail.com

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