COMBONIANUM – Spiritualità e Missione

Blog di FORMAZIONE PERMANENTE MISSIONARIA – Uno sguardo missionario sulla Vita, il Mondo e la Chiesa MISSIONARY ONGOING FORMATION – A missionary look on the life of the world and the church

IV Domingo de Páscoa (B)

IV Domingo de Páscoa (B)
João 10, 11-18


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Referências bíblicas

1ª leitura: «Em nenhum outro há salvação» (Atos 4,8-12).
Salmo: 117(118) – R/ A pedra que os pedreiros rejeitaram tornou-se agora a pedra angular!
2ª leitura: «Nós O veremos tal como Ele é» (1 João 3,1-2).
Evangelho: «O bom pastor dá a sua vida por suas ovelhas» (João 10,11-18).

O bom pastor chama as suas ovelhas uma por uma
Marcel Domergue

O bom pastor
A imagem do pastor com as suas ovelhas deixa insensíveis muitos crentes. Pois, de fato, não apreciamos muito ser comparados a um rebanho obediente, no qual cada um perde a sua especificidade. Mas, deixando isto de lado, perguntemo-nos sobre o que Jesus quer nos dizer com esta imagem tão característica de certa região e de uma época bem determinada. Hoje vemos igualmente pessoas inscreverem-se em partidos e colocarem-se na defesa de seus líderes quer sejam políticos, confessionais ou ideológicos. Gurus é o que não falta. Jesus paradoxalmente nos convida à liberdade frente a todos

os condutores de homens, mesmo quando as circunstâncias nos levam a cerrar fileira com eles, tendo em vista este ou aquele resultado. Não podemos dizer: “Eu sou de Paulo!”, ou “Eu sou de Apolo!”, ou “Eu sou de Cefas!” (1 Coríntios 1,12). Jesus opõe o “bom pastor” ao mercenário, isto é, àquele que trabalha para o seu próprio interesse: dinheiro, notoriedade, poder… Para este, a prosperidade das “ovelhas” não é o seu objetivo; estas são para ele apenas um meio. Assim, mais uma vez, se põe para nós uma questão fundamental: o que buscamos na vida, por detrás de nossas condutas, na superfície muitas vezes louváveis, mas que às vezes têm por fim tão somente nos justificarmos aos olhos dos outros ou aos nossos próprios olhos, para confirmarmo-nos a respeito de nós mesmos? Podemos às vezes ser “ovelhas”, quando nos fazemos servidores, e outras vezes, “mercenários”, quando nelas buscamos o interesse próprio.

Um estranho pastor!
Em suas parábolas, Jesus parte das realidades visíveis na vida corrente, mas, geralmente, faz este material inicial sofrer transformações consideráveis. Tanto assim que um pastor de verdade, assalariado ou não, vive do seu rebanho: da sua lã, da sua carne, do preço da venda de determinados animais. Mas este a quem Jesus chama de bom pastor, o verdadeiro pastor, não se parece com nenhum outro. Primeiro, porque para ele não se trata de um rebanho de anônimos: no versículo 10,3 (pouco antes da nossa leitura), ficamos sabendo que este pastor chama as suas ovelhas cada uma por seu nome. Ele as conhece e elas o conhecem. Mas eis que no versículo 7 o pastor não é mais pastor, mas a porta pela qual as ovelhas entram e saem. E, em João, o pastor se tornará finalmente “o Cordeiro de Deus”. Jesus ocupa, portanto, todos os postos. É que o Senhor e Mestre fez-se o servidor; o pastor tornou-se o cordeiro imolado, para se oferecer ao rebanho em alimento. Então os membros do rebanho também, por sua vez, acedem ao Senhorio. Uma troca admirável! Assim ficamos sabendo que Este que está na origem de tudo o que existe põe-se a serviço de quem Ele mesmo faz existir. Há, pois, nesta parábola do Bom Pastor, a afirmação silenciosa de que tudo tem a sua origem no amor e que este amor nos acompanha ao longo de todos os caminhos que escolhemos seguir. Ele nos faz atravessar as portas da morte. O Cordeiro imolado, o nosso pastor, está vivo para sempre! Assim, a nossa vida, estando dentro da Sua, permanece inalterável.

O pastor que dá a sua vida
O «bom pastor», portanto, decididamente, nada tem a ver com os pastores comuns, pois estes vivem do seu rebanho, enquanto o Cristo, pelo contrário, está a falar de um pastor que não é outro senão Ele próprio. Ele é quem dá a vida por suas ovelhas. E estas palavras querem fazer alusão à Páscoa que estava por vir. Jesus, um dia, dirá aos discípulos: «Tomai, todos, e comei; isto é o meu corpo que será entregue por vós.» «Tomai, todos, e bebei; este é o cálice do meu sangue, que será derramado por vós.» Já no capítulo 6 do evangelho de João, lemos: «Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna» (54) e «Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele» (56). Portanto, não é mais o rebanho que alimenta o pastor, mas o pastor que, com sua própria carne, alimenta o rebanho. Aliás, tudo o que consumimos não é alimento de verdade, porque só nos proporciona um sursis à morte, a sua suspensão temporária. Ora, a Eucaristia significa tudo isso. Faz de nós, por certo, um só «rebanho», um só corpo, mas repartir, tomar e comer este pão só pode produzir frutos se absorvemos, também, a sua Palavra. Que palavra? Em 1 João 3,24, lemos que “quem guarda os seus mandamentos permanece em Deus e Deus nele” (são as mesmas palavras do capítulo 6). E o mandamento de Cristo é que nos amemos uns aos outros, «não com palavras nem com a língua, mas com ações e em verdade». Deveríamos também nós nos dar em alimento para os nossos irmãos? Pois é exatamente isto que está dito em 1 João 3,16.

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Vai conosco
José A. Pagola

O símbolo de Jesus como Bom Pastor produz hoje, em alguns cristãos, certo aborrecimento. Não queremos ser tratados como ovelhas de um rebanho. Não necessitamos de ninguém que governe e controle nossa vida. Queremos ser respeitados. Não necessitamos de nenhum pastor.

Não sentiam assim os primeiros cristãos. A figura de Jesus Bom Pastor converteu-se muito rapidamente na imagem mais querida de Jesus. Já nas catacumbas de Roma, ele é representado carregando sobre os seus ombros a ovelha perdida. Ninguém pensa em Jesus como um pastor autoritário dedicado a vigiar e controlar os seus seguidores, mas como um bom pastor que cuida delas.

O “Bom Pastor” preocupa-se com as suas ovelhas. É o seu primeiro traço. Nunca as abandona. Não as esquece. Vive pendente delas. Está sempre atento às mais débeis ou doentes. Não é como o pastor mercenário que, quando vê algum perigo, foge para salvar a sua vida abandonando o rebanho. Não quer saber das ovelhas.

Jesus tinha deixado uma recordação inesquecível. Os relatos evangélicos descrevem-no bem, preocupado com os doentes, os marginalizados, os pequenos, os mais indefesos e esquecidos, os mais perdidos. Não parece preocupar-se por si mesmo. Sempre se vê pensando nos outros. Preocupam-no sobretudo os mais desvalidos.

Mas há algo mais. “O Bom Pastor dá a vida pelas Suas ovelhas”. É o segundo traço. Até cinco vezes repete o evangelho de João esta linguagem. O amor de Jesus às pessoas não tem limites. Ama os outros mais do que a si mesmo. Ama a todos com amor de Bom Pastor que não foge perante o perigo, mas que dá a sua vida para salvar o rebanho.

Por isso a imagem de Jesus, Bom Pastor, converteu-se rapidamente numa mensagem de consolo e confiança para seus seguidores. Os cristãos aprenderam a dirigir-se a Jesus com palavras recolhidas do salmo 22: “O Senhor é o meu Pastor, nada me falta… mesmo que caminhe por vales profundos, nada temo, porque Tu vais comigo… A Tua bondade e a Tua misericórdia acompanham-me todos os dias da minha vida”.

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Questa voce è stata pubblicata il 20/04/2021 da in O Pão do Domingo, PORTUGUÊS con tag .

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San Daniele Comboni (1831-1881)

COMBONIANUM

Combonianum è stato una pubblicazione interna di condivisione sul carisma di Comboni. Assegnando questo nome al blog, ho voluto far rivivere questo titolo, ricco di storia e patrimonio carismatico.
Il sottotitolo Spiritualità e Missione vuole precisare l’obiettivo del blog: promuovere una spiritualità missionaria.

Combonianum was an internal publication of sharing on Comboni’s charism. By assigning this name to the blog, I wanted to revive this title, rich in history and charismatic heritage.
The subtitle
Spirituality and Mission wants to specify the goal of the blog: to promote a missionary spirituality.

Sono un comboniano affetto da Sla. Ho aperto e continuo a curare questo blog (tramite il puntatore oculare), animato dal desiderio di rimanere in contatto con la vita del mondo e della Chiesa, e di proseguire così il mio piccolo servizio alla missione.
I miei interessi: tematiche missionarie, spiritualità (ho lavorato nella formazione) e temi biblici (ho fatto teologia biblica alla PUG di Roma)

I am a Comboni missionary with ALS. I opened and continue to curate this blog (through the eye pointer), animated by the desire to stay in touch with the life of the world and of the Church, and thus continue my small service to the mission.
My interests: missionary themes, spirituality (I was in charge of formation) and biblical themes (I studied biblical theology at the PUG in Rome)

Manuel João Pereira Correia combonianum@gmail.com

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