COMBONIANUM – Spiritualità e Missione

Blog di FORMAZIONE PERMANENTE MISSIONARIA – Uno sguardo missionario sulla Vita, il Mondo e la Chiesa MISSIONARY ONGOING FORMATION – A missionary look on the life of the world and the church

VI Domingo de Páscoa (B)

VI Domingo de Páscoa (ano B)
João 15,9-17

P6

O mandamento novo
Enzo Bianchi

Nos “discursos de despedida” (cf. Jo 13, 31-16, 33), através dos quais João nos revela as palavras do Senhor ressuscitado à sua comunidade, por duas vezes é anunciado o “mandamento novo”, isto é, último e definitivo: “Eu vos dou um mandamento novo: amai-vos uns aos outros. Assim como eu vos amei, vós deveis vos amar uns aos outros” (Jo 13, 34); “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei” (Jo 15, 12, dentro do trecho deste domingo).

São palavras, certamente, entregues aos discípulos, aos discípulos de Jesus que, em todo o tempo, o seguem, mas esse mandamento não é limitante, não é redutivo das palavras sobre o amor mandado por Jesus até em relação aos inimigos e perseguidores (cf. Mt 5, 44; Lc 6, 27-28.35). O amor é sempre amor de quem dá a sua vida pelos seus amigos, é sempre amor que teve a sua epifania na cruz, portanto, amor de Deus pelo mundo, por toda a humanidade (cf. Jo 3, 16).

Esse amor é, acima de tudo, aquilo que Deus é, porque “Deus é amor” (1Jo 4, 8.16); é aquilo que é vida do Pai e do Filho na comunhão do Espírito Santo; é amor que Jesus de Nazaré viveu até o fim, até o extremo (eis télos: Jo 13, 1). O amor, portanto, tem origem em Deus e deriva de Deus, criando uma relação dinâmica na qual cada pessoa é chamada a acolher o dom do amor, a se deixar amar para poder se tornar sujeito de amor.

Para nós, o abismo de amor extático que é Deus mesmo é incomensurável, e só conseguimos lê-lo olhando para a vida e para a morte de Jesus, que, tendo explicado Deus (exeghésato: Jo 1, 18), narrou-nos o seu amor. Com toda a autoridade de quem viveu o amor até o extremo, Jesus pôde dizer: “Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei”.

Mais uma vez, essas palavras de Jesus deveriam nos escandalizar, porque parecem ser uma pretensão: Jesus pretende ter amado seus discípulos como Deus sabe amar e ele diz ter conhecimento, ter feito experiência desse amor de Deus.

Como um homem pode dizer isso? Porém, o Kýrios ressuscitado afirma e diz isso a nós que o escutamos. Nesses nove versículos, nove vezes ressoa a palavra “amor/amar” e três vezes a palavra “amigos”: esse amor deriva de Deus Pai sobre o Filho, do Filho sobre os discípulos, seus amigos, e dos discípulos sobre os outros homens e mulheres. É um amor que se encarna e se dilata para poder alcançar a todos.

É quase impossível seguir adequadamente o discurso de Jesus; mas pelo menos podemos assinalar que nele o amor de Deus se tornou amor dos discípulos, que podem responder a esse amor descendente, dado a eles gratuitamente, habitando nesse amor, ou seja, permanecendo firmes na realização da vontade de Jesus, daquilo que ele mandou.

E essa vontade consiste, em síntese extrema, em amar o outro, cada outro. Conseguimos entender o que Jesus nos pede ao nos dar o seu amor? Ele não nos pede em primeiro lugar que amemos a ele, que retribuamos o seu amor, amando-o por nossa vez. Não, a resposta ao seu amor é amar os outros como ele nos amou e os amou. A restituição do amor, o contradom, que é a lei do amor humano, deve ser amor dirigido aos outros. Então, esse amor fraterno é fazer a vontade de Deus, portanto, amá-lo de modo verdadeiro, como Deus deseja ser amado.

Jesus respondeu ao amor do Pai amando a nós, e nós respondemos ao amor de Jesus amando o outro, os outros. Por isso, toda a Lei, todos os mandamentos são reduzidos a um apenas, o último e o definitivo, que relativiza todos os outros: o amor ao próximo. Jesus disse isso: “Dos mandamentos do amor a Deus e ao próximo”, isto é, do amor ao outro vivido como Deus quer e como Jesus testemunhou, “dependem toda a Lei e os Profetas” (cf. Mt 22, 40). E Paulo reiterou ainda mais: “Toda a Lei, na sua plenitude, é resumida na única palavra: ‘Amarás!’” (Gl 5, 14, cf. também Rm 13, 8-10).

Portanto, Jesus nos dá um critério objetivo para avaliar a nossa relação de discípulos com ele e com o Pai: o amor factivo, concreto pelos outros. Somente colocando-nos a serviço dos outros, somente fazendo o bem aos outros, somente gastando a vida pelos outros, nós podemos saber que habitamos, que permanecemos no amor de Jesus, como ele sabe que permanece no amor do Pai. Sem esse amor factivo, não há possibilidade de uma relação com Jesus e nem com o Pai, mas há apenas a ilusão religiosa de uma relação imaginária e falsa com um ídolo forjado por nós e, depois, amado e venerado.

Nessa página do quarto Evangelho, Jesus também tem a audácia de reinterpretar a relação entre Deus e o fiel traçado por todas as Escrituras anteriores a ele. O fiel certamente é um servo (termo que indica uma relação de submissão e obediência) do Senhor, mas Jesus diz aos seus que eles já não são mais servos, mas por ele foram tornados amigos: “Já não vos chamo servos (…) Eu vos chamo amigos (phíloi), porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai”. Intimidade mais profunda do que aquela amizade de Abraão (cf. Tg 2, 23) ou de Moisés (cf. Ex 33, 11) com Deus; intimidade que é comunhão de vida, comunhão de amor.

O discípulo de Jesus, que acima de tudo faz a experiência de ser amado pelo Senhor, pode se tornar, por sua vez, um amante do Senhor: ele não é simplesmente alguém chamado a ser servo para desempenhar uma ação, mas é um amigo que entra em relação com o Senhor. Ele reconhece que não há amor maior do que dar a vida pelos amigos, e, nesse amor concreto, é tornado partícipe da palavra, da intimidade, da revelação do Senhor.

O discípulo de Jesus foi escolhido por ele, o amor de Cristo o precedeu, e o fruto que Cristo espera é o amor pelos outros. Esse também será o único sinal de reconhecimento do discípulo cristão no mundo (cf. Jo 13, 35): nada mais, ao contrário, o resto ofusca a identidade do cristão e não permite vê-la.

O que fazer, então, como discípulos de Jesus? Crer no amor (cf. 1Jo 4, 16), amar os outros porque Deus nos amou primeiro (cf. 1Jo 4, 19) e não ceder nunca à tentação de pensar que nos basta nutrir um amor de desejo ou de expectativa por Deus: não, nós o amamos se realizamos o mandamento novo do amor recíproco, à imagem daquilo que Jesus viveu.

O amor presente no desejo de Deus pode ser uma grande ilusão, e João reitera isso fortemente: “Se alguém diz: ‘Eu amo a Deus’, e no entanto odeia o seu irmão, esse tal é mentiroso; pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê” (1Jo 4, 20).

Nós, cristãos, comunidade do Senhor no mundo e entre os homens, devemos ter a consciência de ser originados pela caridade, pelo amor de Deus. Ecclesia ex caritate: a Igreja nasce da caridade de Deus e somente se habitar nessa caridade também pode ser Igreja que opera a caridade, sabendo que o amor nunca pode ser desvinculado da obediência ao Senhor.

De fato, é o “mandamento” que sabe dirigir, moldar o nosso amor em conformidade com o amor de Cristo, que nos leva até a amar o não amável, a operar a caridade para com o inimigo ou para quem cometeu o mal contra nós.

Nesse dom de Jesus do mandamento novo, do seu mandamento por excelência, há a constituição da sua comunidade, da Igreja. Esta deve ser uma casa da amizade, uma experiência de amizade; os cristãos certamente continuam sendo servos do Senhor, na obediência, mas são amigos do Senhor na partilha da sua vida mais íntima, no conhecimento daquilo que o Pai comunica ao Filho e daquilo que o Filho diz ao Pai naquela comunhão de vida e de amor que é o Espírito Santo.

Sim, o mandamento novo não nos é dado como uma lei, mas como um dom que nos faz participar da vida do próprio Deus. Aqui está o grande mistério cristão da graça, do amor gratuito e preveniente, do amor que nunca se deve merecer, mas que deve apenas ser acolhido com estupor e reconhecimento.

Lê-se em um dito apócrifo atribuído a Jesus: “Viste o teu irmão? Viste a Deus!”. Palavras que também podem ser compreendidas da seguinte maneira: “Amaste o teu irmão? Amaste a Deus!”.

Leia mais

http://www.ihu.unisinos.br

TRANSBORDAR
José Tolentino Mendonça

O Cristianismo parece uma proposta fácil e parece uma proposta impossível. A acusação que desde a Antiguidade pesa sobre os cristãos, uma suspeita permanente que sempre tem acompanhado a História ao longo destes dois mil anos, é perguntar se os cristãos são verdadeiramente pessoas religiosas, se o Cristianismo é uma religião e não é uma forma de ateísmo – que é uma acusação que muitas vezes se fez aos cristãos, dizendo: vocês são ateus, não são religiosos, porque o ethos cristão, aquilo que vos distingue, a diferença cristã o que é?

Se dizemos “Deus é amor. E quem ama é que conhece a Deus, quem não ama não conhece a Deus”, de certa forma estamos a deslocar a questão central da religião que é o conhecimento de Deus. Estamos a deslocar de um campo tipicamente religioso para coloca-lo num campo antropológico. Por isso aquela história do militar romano, do centurião romano que Pedro conhece, que é um homem bom, um homem que pratica a justiça, um homem que ama os seus semelhantes e que recebe o Espírito Santo. Não há nenhum impedimento para que o Espírito Santo não desça sobre os pagãos, sobre os gentios, sobre aqueles que desconhecem Deus. Eles desconhecem Deus, mas Deus não deixa de estar neles, não deixa de os conhecer. Isso faz do Cristianismo, e é essa a acusação, uma religião fácil. Porque não é uma religião de uma iniciação rebuscada no conhecimento de Deus, não pede de nós uma ascética em direção ao divino muito peculiar, mas é o amor que nos dá o conhecimento de Deus, que é o grande laboratório do conhecimento de Deus.

E, ao mesmo tempo, o Cristianismo parece uma proposta impossível porque esta passagem do Evangelho de S. João é eloquente. Porque Jesus diz: “O meu mandamento é este: amai, amai-vos uns aos outros como Eu vos amei.” E nós sabemos que podem-nos pedir muitas coisas, mas ninguém nos pode pedir para amar. Amar não depende de uma lei. Não há nenhuma lei que mande amar. As leis mandam respeitar, mandam reconhecer a dignidade, reconhecer os direitos dos outros, mandam ser tolerante, mandam dar lugar, dar um espaço de vida ao outro. Mas amar o outro? Que lei é esta? E como é que nós podemos compreender esta palavra de Jesus que faz do amor uma ordem, um imperativo, um mandato, um mandamento? “O Meu mandamento é este: amai, que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei.”

E nós pensamos: será possível? O Cristianismo será uma proposta razoável para a nossa vida? Não me está a ser pedida uma coisa que eu não consigo realizar? O amor está no centro da experiência cristã e no centro do grande anúncio que Jesus faz de Deus. Deus é dito como o Amor. Que é uma coisa que muitas vezes nós não chegamos a compreender porque vivemos o amor de uma forma transitiva, vivemos o amor como ação. Nós amamos ou não amamos. E, em relação a Deus, o amor não é uma forma de ação, é uma forma de ser. Deus é Amor, Deus é Amor. Deus identifica-se com o próprio Amor. Não há nenhuma separação entre o que Ele guarda em si, guarda no mistério da Sua pessoa, da Sua essência e aquilo que é o Amor. Há uma coincidência total. Que é uma coisa que em nós não existe, não é natural. Mas é um chamamento, é uma construção sobrenatural que tem de acontecer em nós. Nós só poderemos viver o mandamento do Amor se permanecermos no amor. E permanecer no amor não é apenas amar pontualmente este ou aquela, mas permanecer no amor é fazer do amor a sua identidade, é fazer do amor a sua vocação, é fazer do amor aquilo que se é de uma forma estável, de uma forma contínua. É treinar tantas vezes o amor, é buscar tanto o amor, é praticar tanto o amor que o amor se torna a nossa vida e deixa de haver uma distinção, uma diferença. Porque o amor contamina, contagia, infiltra-se em tudo aquilo que somos e isso é permanecer no amor.

A proposta cristã só é possível porque nós somos amados por Deus, porque Deus nos dá esse amor assim. Porque Ele ama-nos primeiro. O amor que nos é pedido, antes de tudo, é um amor passivo, não é um amor ativo. Muitas vezes nós pensamos no amor como uma capacidade de fazer, o amor é antes de tudo uma capacidade de aceitar, uma capacidade de receber, uma capacidade de acolher o dom, aquilo que nos é dado, aquilo que nos visita em cada dia, em cada instante. Poder receber. E talvez o amor mais difícil para nós não seja o amor que nós damos mas seja a nossa incapacidade, os obstáculos que colocamos a ser amados, a receber este amor pleno, este amor total, este amor de que temos medo, este amor de que fechamos as portas, este amor que não interpretamos. Porque, se nós nos situamos dentro do amor, nós percebemos que o amor nos visita continuamente, percebemos que tudo à nossa volta é uma corrente de amor e percebemos muito mais presente na nossa vida do que nós estamos dispostos a reconhecer.

Por isso, aceitar ser amado, aceitar esta passividade do amor, aceitar que o amor nos encha, aceitar que o amor é desde sempre. Porque, quando pensamos no amor, pensamos claramente na nossa história psicológica, no nosso itinerário biográfico. E pensamos: tenho 50 anos, o amor em mim tem 50 anos. Não, o amor em mim é desde sempre, é desde a eternidade, é desde a origem de Deus, é desde o coração de Deus e é com esse amor eterno que eu me tenho de confrontar. Não é apenas com o amor hesitante, relutante, presente ou não presente da minha história com o qual eu tenho de fazer contas, mas eu tenho de ligar-me, de conectar-me interiormente com esse amor eterno, com essa torrente de amor, com esse oceano de amor que vem desde sempre. E é essa eternidade do amor em mim que é capaz de reparar todas as feridas, todas as lacunas, todo o espaço por resolver, toda a pergunta sem resposta. É esse amor eterno capaz de me consolar, capaz de dizer a minha verdadeira identidade, aquilo que eu sou.

Por isso, a experiência fundamental, a experiência fundante é esta experiência de se ser amado. E aqui nós precisamos, na nossa relação com Deus, de fazer uma viragem, de fazer uma mudança de olhar. Porque ainda ficamos dependentes de um Deus que nos julga, de um Deus que só dá o amor se merecemos – aquele ditado português: “Deus castiga mas não é com pau nem com pedra, mas Ele castiga.” Estamos sempre à espera do Deus que nos castiga, do Deus que nos policía, do Deus que é o deus da moral, o Deus que nos impõe um caminho ético, uma decisão ética e que depois nos vai pedir contas – não mergulhamos na intensidade deste mistério deste Amor de Deus que é aquilo que nos pode transformar e nos pode ensinar quem é Deus. Nós precisamos aprender quem é Deus e só o aprendemos, diz S. João, se soubermos a desmesura, a excedência, o exagero, o infinito desse amor, a experiência de um amor assim que nos toca para lá de todo o mérito, para lá de toda a qualidade, para lá de toda a coisa boa que podemos querer ou sonhar. Quando somos maus também Deus nos ama, quando somos miseráveis também Deus nos dá tudo do Seu amor. Quando somos infiéis, Ele continua a ser fiel, porque só a fidelidade a esse amor nos pode salvar, só porque Deus permanece fiel à mulher ao homem que somos é que nós podemos ser salvos.

E por isso, o que é a fé cristã? É a contemplação, é o espanto por um amor assim. Vivermos o espanto, vivermos a contemplação permanente, vivermos a oração de um amor assim. Um amor que está para lá de tudo, é superior a tudo, é que é de facto a medida do amor.

Há um filósofo contemporâneo, Jean- Luc Nancy, que escreveu uma série de textos que intitulou a A Declusão (Desconstrução do Cristianismo) e ele centra-se muito na questão do amor. E diz: “O Deus que os cristãos anunciam é um Deus que vive fora de Si, é um Deus que vive alheio a Si mesmo, que vive completamente em saída.” E o amor é isso, o amor não é eu basear-me naquilo que eu sou, não é eu fazer da minha vida uma trincheira, um repositório de amor. O amor não é uma coisa que eu tenho em mim, o amor precisa dessa saída. O amor é isso. Nós não podemos dizer: o amor é fazer isto ou fazer aquilo. É fazer tudo, é “Ama e faz o que quiseres” como dizia Sto. Agostinho. Mas, o amor é essa saída permanente, esse êxodo permanente, essa capacidade de se colocar no lugar do outro, essa excedência em relação a nós próprios, esse alheamento, esse esquecimento de si, esse tornar a vida dom, dádiva nas minúsculas realidades e nas grandes, é viver esse transbordar. Deus é presença transbordante de amor. É o ato de transbordar, é o ser transbordante.

E é isso que nós precisamos. Vivemos demasiado à defesa, vivemos demasiado a fazer contas do que tu me deste e do que eu dou, vivemos demasiado limitados à ética da retribuição: eu amo aqueles que me amam. Vivemos demasiado nos nossos cálculos, nas nossas contas e perdemos a vida. Porque, se a vida não é o transbordar, nós perdemos a vida, perdemos essa água, deixamos de ser aquilo. Pensamos que aquilo que nos é pedido é manter a água intacta no cântaro, quando o que nos é pedido é este derramar-se. O amor é isso, o amor é um derramar-se, é alagar tudo desse amor. E não pode ser só amar aqueles que me amam, mas tem de ser um alagar todas as coisas, um chegar a todas as coisas. Porque aquilo que é próprio do amor é precisamente essa expansividade, esse alargamento permanente.

E depois, isso é vivido sob a forma da compaixão. Nós precisamos aprender verdadeiramente de Deus este Amor como compaixão. Compaixão uns pelos outros, compaixão pelas criaturas, compaixão pelo mundo, compaixão connosco mesmos (que às vezes é tão difícil), compaixão com o próprio Deus. É interessante como os Pastorinhos de Fátima, naquela simplicidade um bocado rudimentar, primária das crianças, tinham a sensibilidade de dizer que tinham de consolar Deus, que tinham de consolar Nosso Senhor, que Nosso Senhor precisa de ser consolado. E esta consolação é um ato de compaixão. Nós precisamos de colocar no centro como expressão orante da nossa vida a compaixão. O que nos distingue não são as orações que podemos ou não saber, o que nos distingue verdadeiramente é uma prática permanente de compaixão e atenção amorosa aos outros, e atenção comprometida no afeto de uma afetuosa presença ao lado uns dos outros e no meio do mundo.

Hoje nós celebramos o Dia da Mãe. E na figura da mãe nós percebemos muito daquilo que Deus é. A mãe é uma página do Evangelho, porque nos diz sem palavras com a forma de ser aquilo que nós contemplamos em Deus e temos de contemplar em nós. Porque, nós somos mães e pais uns para os outros, nós somos parteiros de vida uns para os outros, nós ajudamos os outros a ser, os outros a viver. E isso é amar a Deus, isso é perceber o Deus que é Amor.

Pe. José Tolentino Mendonça, Domingo VI da Páscoa

Rispondi

Inserisci i tuoi dati qui sotto o clicca su un'icona per effettuare l'accesso:

Logo di WordPress.com

Stai commentando usando il tuo account WordPress.com. Chiudi sessione /  Modifica )

Google photo

Stai commentando usando il tuo account Google. Chiudi sessione /  Modifica )

Foto Twitter

Stai commentando usando il tuo account Twitter. Chiudi sessione /  Modifica )

Foto di Facebook

Stai commentando usando il tuo account Facebook. Chiudi sessione /  Modifica )

Connessione a %s...

Questo sito utilizza Akismet per ridurre lo spam. Scopri come vengono elaborati i dati derivati dai commenti.

Informazione

Questa voce è stata pubblicata il 06/05/2021 da in O Pão do Domingo, PORTUGUÊS con tag .

  • 701.538 visite
Follow COMBONIANUM – Spiritualità e Missione on WordPress.com

Inserisci il tuo indirizzo email per seguire questo blog e ricevere notifiche di nuovi messaggi via e-mail.

Unisciti ad altri 775 follower

San Daniele Comboni (1831-1881)

COMBONIANUM

Combonianum è stato una pubblicazione interna di condivisione sul carisma di Comboni. Assegnando questo nome al blog, ho voluto far rivivere questo titolo, ricco di storia e patrimonio carismatico.
Il sottotitolo Spiritualità e Missione vuole precisare l’obiettivo del blog: promuovere una spiritualità missionaria.

Combonianum was an internal publication of sharing on Comboni’s charism. By assigning this name to the blog, I wanted to revive this title, rich in history and charismatic heritage.
The subtitle
Spirituality and Mission wants to specify the goal of the blog: to promote a missionary spirituality.

Sono un comboniano affetto da Sla. Ho aperto e continuo a curare questo blog (tramite il puntatore oculare), animato dal desiderio di rimanere in contatto con la vita del mondo e della Chiesa, e di proseguire così il mio piccolo servizio alla missione.
I miei interessi: tematiche missionarie, spiritualità (ho lavorato nella formazione) e temi biblici (ho fatto teologia biblica alla PUG di Roma)

I am a Comboni missionary with ALS. I opened and continue to curate this blog (through the eye pointer), animated by the desire to stay in touch with the life of the world and of the Church, and thus continue my small service to the mission.
My interests: missionary themes, spirituality (I was in charge of formation) and biblical themes (I studied biblical theology at the PUG in Rome)

Manuel João Pereira Correia combonianum@gmail.com

Disclaimer

Questo blog non rappresenta una testata giornalistica. Immagini, foto e testi sono spesso scaricati da Internet, pertanto chi si ritenesse leso nel diritto d’autore potrà contattare il curatore del blog, che provvederà all’immediata rimozione del materiale oggetto di controversia. Grazie.

Categorie

%d blogger hanno fatto clic su Mi Piace per questo: